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Boa noite Isabel e parabéns ao 'Oeiras Local' pelo serviço prestado na divulgação dos problemas do Concelho e das Freguesias.
Agradeço publicação deste texto e foto. E nada como um título apropriado: "Algés: O Entroncamento de Oeiras".
Após a sequência de reparos sobre a minha freguesia no OL e esta última notícia da "derrocada" na comunicação social fiquei sem dúvidas:
Algés está transformada no 'Entroncamento de Oeiras' tal a quantidade de aberrações apontadas.
Importa apurar de quem é a responsabilidade. Será da Junta de Freguesia de Algés?
Penso que não.
A Junta de Freguesia não tem qualquer competência de relevo delegada para além do recenseamento dos mancebos (já nem isso, julgo saber), dos atestados de residência e pouco mais.
A JF não tem autonomia para colocar um simples pino para limitar o estacionamento abusivo.
Pode reclamar, fazer ofícios e mais ofícios à CMO, mas pouco adianta (fui disso testemunha no caso do Alto de Algés).
Dou mais alguns exemplos de situações caricatas (a somar as já referidas no OL) que não me parecem ser da responsabilidade da Presidente da Junta de Freguesia de Algés e que são do conhecimento dos moradores de Algés.
1º Fenómeno do 'Entroncamento de Oeiras':
Existem em Algés pelo menos 3 tipos (!) diferentes de calcetamento de passeio em ruas contíguas. Sem qualquer nexo. Falamos de ruas com a mesma tipologia. Temos Calçada Portuguesa, tipo tijolo e pedra rústica (junto da capela de Nª Senhora do Cabo e no condomínio em frente). Na rua Luís de Camões há poucos anos levantaram a calçada e colocaram tijolo. Veja-se o nojo que está. Previsível claro! O tijolo absorve toda a sujidade. Não tem descrição.
2º Fenómeno do 'Entroncamento de Oeiras':
A quantidade de candeeiros públicos diferentes. Há para todos os gostos: modernos, retro, quadrados, redondos, desligados, só os postes, de tudo existe.
3º Fenómeno do 'Entroncamento de Oeiras':
A recolha dos RSU (resíduos sólidos urbanos) no Alto de Algés e o abandono do porta-a-porta.
Apesar dos pareceres negativos da Quercus ao abandono do porta-a-porta, da opinião do Secretário de Estado do Ambiente (o vereador dr Carlos Oliveira pode confirmar) a nosso favor, das conclusões do seminário da Sociedade Ponto Verde, dos elogios das oposições ao nosso exercício de cidadania em plena assembleia municipal (sem interesse para nós, pois em boa verdade não quiseram saber do assunto pois ninguém nos contactou excepto, honra lhe seja feita, o deputado municipal do BE, Francisco Silva), apesar de tudo isto dizia, impuseram-nos as ditas 'Ilhas Ecológicas' e avisaram da 'selagem' das nossas casas-do-lixo.
Fomos entretanto recebidos, a nosso pedido, pelos responsáveis do ambiente da CMO e obtivemos uma informação que nos deixou confusos (ou não...): no Alto de Algés vão manter-se 2 sistemas (até às eleições, digo eu, ou acaba de imediato depois deste comentário público...) de recolha em simultâneo.
Os residentes podem optar por depositar os seus resíduos nas Ilhas ou no interior das casas-do-lixo...
Supostamente estamos a adaptarmo-nos...
Decerto para nos 'adaptarmos' mais depressa, verificámos o
4º Fenómeno do 'Entroncamento de Oeiras':
Os contentores interiores (como na foto) aparecem misteriosamente virados com a abertura para baixo e algumas fechaduras das portas das casinhotas do lixo começaram a ter estranhas avarias e deixaram de abrir facilmente ou não abrem mesmo.
Se isto não é um fenómeno o que é?...
Terão sido gastos aqui no Alto de Algés - deitados ao lixo digo eu - cerca de 100.000€.
Numa freguesia carente deste tipo de equipamento repetidamente reclamados pela presidente da Junta da Freguesia, foi a CMO colocá-los onde não faziam falta.
A quem interessa que Algés seja o 'Entroncamento de Oeiras'?
O grupo de cidadãos-moradores vai convidar os candidatos do PSD e PS a visitar o bairro e ver este fenómeno in-loco.
Temos o direito de ouvir a sua opinião.
João Salgueiro

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