terça-feira, 30 de março de 2010

O MERCADO DE ALGÉS

Desde miúda que fui habituada a comprar grande parte da alimentação nas Praças – agora chamadas de Mercados. Primeiro em Paço de Arcos e há mais de quarenta anos no Mercado de Algés. Para os chamados legumes e fruta tenho uma banca certa, sempre da mesma Família. É ali que me abasteço para as sopas dos meus netos. Deixo o saco e um rol do que quero, vou dar umas voltas, tomar um café e ler o jornal e quando regresso tudo está pronto. Quando não há a variedade do que preciso, procura-se noutras bancas e nunca houve animosidade por ser cliente doutra banca. Quando a família era maior comprava o peixe fresquinho acabado de amanhar nas várias bancas deste Mercado.



Hoje este Mercado tem poucas clientes. Mudaram-se para os supermercados, talvez. E então correm vozes que a solução serão obras de adaptação à modernidade(?) e introduzir lojas, cafés… diversificar. Não é essa a solução sentida por quem lá trabalha nem pelos clientes conscientes. Obras de manutenção sim, mas sem descaracterizar o edifício ou aumentar as suas valências para depois não acontecer o que em muitos lados está a acontecer: um número significativo de espaços vazios a degradarem-se.



O Mercado de Algés precisa apenas de uma nova acção de despertar junto dos moradores da sua envolvente e de ser amplamente divulgado junto das novas urbanizações. Muitos desconhecem o parqueamento grátis que há na antiga praça de touros que é uma mais valia para quem se desloca do Alto de Algés. E por fim: venham comprar ao Mercado de Algés.



Maria Clotilde Moreira, Algés



(Artigo publicado hoje no Jornal de Oeiras)

4 comentários:

José Fernando O. Neves disse...

D. Clotilde, tenho pelo Mercado de Algés o mesmo carinho que a Sra. tem. Aliás, esse carinho estende-se a Oeiras e a Paço de Arcos, localidades onde residi ao longo dos meus 60 anos de vida. Assisti à degradação que os mesmos foram sofrendo ao longo dos anos, sem que ninguem lhes acudisse, nem Isaltino Morais, para muitos o "salvador", mas que aos mercados NUNCA prestou atenção. As obras de reabilitação de Algés, Paço de Arcos e Oeiras qualquer dia farão parte da mitologia oeirense. Os azulejos do Mercado de Algés são frequentemente fotografados por forasteiros, cientes do valor patrimonial, arquitectónico e histórico dum Mercado que tem 61 anos, abandonado por todos os edis, particularmente Isaltino Morais, esquecido por vereadores como Ferreira de Matos, que não mereceu a atenção devida de Madalena Castro, e se desconhece se a vai ter por parte do Vereador que foi Presidente de Queijas. Os mercados não dão votos, não são jardins, pavilhões, campos de futebol ou colectividades afro-portuguesas, caso contrário há muito teriam sido vistos com olhos de ver por parte de Isaltino Morais. Quem é o principal culpado pela derrocada dos mercados de Oeiras? Isaltino Morais! Perdeu sensibilidade, tornou-se frio, arrogante, prepotente, distante. Apareceu em Algés na altura das eleições, foi vaiado, recolheu assinaturas e nunca mais lá pôs os pés. Há mais de 28 milhões de euros para o Parque dos Poetas, há mais 4 milhões de euros para o Passeio Marítimo, não há milhões para os Centros de Saúde, não há 6 milhões para requalificar os mercados de Algés, Paço de Arcos e Oeiras. Requalificou-se o Palácio do Egito, que custou milhões, e não houve umas míseras centenas de milhares de euros para requalificar o mercado de Oeiras, mesmo ali em frente. Por isso o cuidado dos fotógrafos em esconder o mercado de Oeiras em todas as fotos que respeitam ao Palácio do Egipto. Isaltino, no que te transformaste!

Clotilde Moreira disse...

Sr. Fernando O. Neves,

O Presidente da CMO parece que esteve há dias no mercado de Algés e que terá dito quer as obras (?) só para o ano. Informação de uma vendedeira. Mas o que é preciso é que as pessoas venham aos Mercados e não só aos supermercados.

Obrigada pelas suas palavras
Clotilde

Cookas disse...

Em que dias e a que horas é que o mercado está aberto?

Clotilde Moreira disse...

Está aberto todas as manhãs até às 13h00, excepto Domingos e alguns feriados.

Clotilde