quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

As facturas de Socrates


Correio Político

As facturas de Sócrates

Mário Soares escreveu ontem que 2011 foi um ano para esquecer. Com a devida vénia a um dos avós da democracia portuguesa, permito-me discordar: ninguém deve esquecer 2011. A começar pelo próprio Mário Soares – e pelas piores razões.

28 Dezembro 2011


Por: Paulo Pinto Mascarenhas, Jornalista



Não se pode esquecer, por exemplo, o modo como os dirigentes socialistas, incluindo o líder histórico do PS, silenciaram as críticas e cantaram hossanas ao ex-primeiro-ministro José Sócrates e à sua errática governação.

Como Soares bem sabe, devemos sempre lembrar-nos dos erros do passado para não os repetir no presente ou no futuro. O ano que agora vai terminar teve duas partes, como os jogos de futebol: seis meses de Sócrates e outros seis de Pedro Passos Coelho.

Não é possível compreender a segunda metade de 2011 e a austeridade acrescida sem recordar a primeira parte de discursos fantasiosos e promessas de novas obras faraónicas. Como terá escrito Luís Vaz de Camões, "jamais haverá ano novo se continuarmos a copiar os erros dos anos velhos." Em 2012, ainda vamos estar a pagar as facturas da irresponsabilidade do consulado de Sócrates.

35 comentários:

José António Lourenço Martins Baptista disse...

No comments...

Se os fizesse era para criticar todos os visados no post...

Votos de Bom 2012, dentro do possível, para todos !

J A Baptista,
Oeiras, com o país a acinzentar.

Isabel Magalhães disse...

Bom Ano, Zé. Com saúde e paz!

Anónimo disse...

E as facturas do Alberto João na Madeira - tambem são culpa de Sócrates?

Isabel Magalhães disse...

As brigadas pagas para andarem na net a limpar a barra do josé sócrates (sempre em minúsculas que a criatura não merece mais) continuam activas.

Anónimo disse...

Não sei ao que se refere, mas sei que enviei um comentário que não foi publicado.
Nem toda a gente tem a sua opinião e outras opiniões existe. Eu acho que o caso dos submarinos e BPN são também para serem lembrados. A verdade dói e é muito triste quando não aceitamos as opiniões dos outros, quando não temos coragem de ouvir os outros e não aceitamos outras opiniões.

Pedro Correia

Isabel Magalhães disse...

"A verdade dói"

Ó homem, VExa. deve ter um grave problema de alucinações. O que é que eu tenho a ver com submarinos e o BPN?

Quanto ao seu comentário não publicado, será este?

«Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Apontamentos de Outono":

Infelizemente despeço-me deste blog. Não mais vou voltar. A Dona Isabel é uma grande ordinária e com a sua ordinarice e baixo nivel conseguiu que eu perdesse o interesse para aqui vir. Não publicar comentários, mandar bocas foleiras, achar-se dona da verdade e exigir aos participantes uma opinião unânime que passe pela concordância com aquilo que pensa são caracteristicas dignas do regime do Estado Novo, tendências fascistas. A Isabel revela-se uma pessoa fraca, tendenciosa e com deficitários conceitos democráticos, não posso campactuar com quem num regime fascista seria capo.
Passe bem.

Pedro Correia


Publicada por Anónimo em OEIRAS LOCAL a 9 de Outubro de 2011 18:11»


Espero que com o seu "alto nível e educação, a sua força e a sua democracia" cumpra a palavra dada e não apareça mais.

Passe bem.

Anónimo disse...

Eu bem compreendo o Pedro Correia, também a mim essa senhora tratou de "calar o bico" só porque descordava da linha editorial do blogue...

Anónimo disse...

Tenho acomapnhado este blog e verifico que é muito tendencioso, talvez fosse melhor publicarem opiniões diferentes.

Lurdes

José António Lourenço Martins Baptista disse...

I.

Por falar em comentários 'censurados' tenho ideia de ontem ter posto aqui um, que não aparece.
Do que me 'alembro' nada tinha que chateasse alguém.

Zangaste-te?!

J.

Isabel Magalhães disse...

J;

Não há nenhum comentário teu por publicar. O Blogger... ou o gmail... or whatever... de vez em quando enviam comentários para a lista de Spam. Logo que possa vou verificar.

Quanto a 'zangar-me' já sabes qual é o meu lema: Cada um é responsável pelo que escreve. Não me zango, não me 'chateio' nem fico com insónias. Era o que mais faltava.

Feliz 2012.

José António Lourenço Martins Baptista disse...

I.

É capaz de ter sido uma coisa dessas.

Estranhei, porque o comentário era relativamente inóquo. Não insultava ninguém, não tinha palavrões, apenas a boca do costume... Mas esta não é defeito, é feitio... :)

FELIZ 2012 COM MUITA PAZ, SAÚDE, AMOR E ALEGRIA !

J.

Anónimo disse...

O José António também já tem comentários censurados!!!??? Ao que isto chegou...

Isabel Magalhães disse...

[31 de Dezembro de 2011 18:01]


Mais um tonto de serviço... dos que atiram a pedra e escondem a mão. Que criaturas tristes!

Isabel Magalhães disse...

J;

[31 de Dezembro de 2011 16:24]


O comentário está na lista de spam... reenvia se quiseres.

Ruvasa disse...

Peço desculpa, Isabel Magalhães, por entrar na conversa, mas tenho que aplaudir as verdades do caro Pedro Correia e de outros que pensem como ele. Diz PC:

"Eu acho que o caso dos submarinos e BPN são também para serem lembrados".

Nada mais acertado do que isto que diz, caro PC.

Na verdade e ponto por ponto:

1. Submarinos

É verdade que foi num governo PSD-CDS que o caso teve desenvolvimentos; é igualmente verdade que o assunto foi liderado pelo então ministro da defesa Paulo Portas.

E a verdade precisa de ser dita. Tal como o PC fez. Simplesmente... há sempre um…, esqueceu-se do resto da verdade.

O caso dos submarinos começou no decurso dos governos Guterres e tudo se preparava para serem adquiridos QUATRO e não dois. Portas é que decidiu reduzi-los a dois.

O acordo final da aquisição foi feito no governo Sócrates e quem tinha de fiscalizar o cumprimento das contrapartidas a observar pelos alemães era esse mesmo governo e não outro. Ora, se o governo Sócrates achava errado, só tinha que tratar de emendar...

Quanto a este caso estamos, pois, entendidos. Não é verdade? O caro amigo está do lado da verdade. Só que se esquece de partes decisivas.

2. BPN

Também o caso BPN deve ser lembrado, diz, de novo acertadamente.

Uma vez mais, concordo. Tem de ser lembrado constantemente, para que não sejam esquecidos os factos. E eles são:

Um pouco mais de 2 mil milhões provêm das fraudes praticadas no BPN e um pouco menos de 3 mil milhões da fraude de não deixar falir o banco que era o que deveria ter sido feito, como todos bem sabemos e até T. Santos já reconheceu.

Se tal tivesse acontecido, o prejuízo teria sido menos de metade do que é e não seríamos nós a carregá-lo às costas, mas sim os accionistas e depositantes do BPN.

O que nos deve revoltar neste caso é o termos que pagar a roubalheira e o desmando, de um assunto a que éramos alheios.

O assunto era – e devia ter continuado a ser – exclusivamente entre gatunos e vigaristas e accionistas e depositantes. E também os tribunais, se eles assim quisessem. Mas nós não éramos perdidos nem achados na questão.

Ora, eu, o caro PC (presumo) e mais milhões de portugueses, nada lá tínhamos depositado, não éramos accionistas e, portanto, ninguém nos roubara um único tostão.

Quem entendeu que não podia deixar falir o banco – talvez porque lá tivesse massas ou os amigos – é que nos tramou.

Portanto, não temos nada que pedir contas a Oliveira e Costa; devemos pedi-las, sim a Sócrates e Teixeira dos Santos.

Por acaso será que, quando da falência da Lehman & Brothers, Obama assumiu o prejuízo para o Tesouro americano e pôs todos os yankees a pagar o estrago? Não. E não porquê? Porque o caso era do foro privado dos donos da L&B, accionistas e gente metida lá. Os restantes americanos eram alheios ao assunto.

Só que nos USA faltou um requisito que cá não falhou. O governo Sócrates desesperava por apanhar Cavaco com as calças na mão. E, para tal, necessitava de se meter no BPN, nacionalizando-o. Foi o que fez. Essa é a única e exclusiva razão por que hoje estamos também a pagar o problema público do BPN, do montante de 5 mil milhões de euros (quando, na realidade, ele era um problema privado de pouco mais de 2 mil milhões de euros).

Oliveira e Costa que preste nos tribunais contas a quem prejudicou; os outros dois que no-las prestem e a mais quem nada tinha que ver com o assunto. Aliás, se não lhe falhar a memória, recordar-se-à que Cadilhe quis resolver o problema com a injecção de 600 milhões de euros, reembolsáveis. Não o deixaram. Preferiram enterrar lá mais cerca de 3 mil milhões…

E não vale a pena torcer os factos para parecerem outra coisa... que não são.

Como vê, caro Pedro Correia, you got a nice half truth. What a wise man!

Isabel Magalhães disse...

Amigo Ruvasa;

Nada de que pedir desculpa. A porta está totalmente aberta e o seu foi um excelente contributo.

Quanto ao destinatário, receio que não consiga apreender o que o Ruben, de forma tão brilhante, explicou pois é dos que marcham ao contrário mas acham sempre que outros é que trocam o passo. São feitios!

Isabel Magalhães disse...

[30 de Dezembro de 2011 22:34]

Hummm... duvido que a "Lurdes" acompanhe assim tanto o blogue porque se acompanhasse teria facilmente percebido: o que não se publica são os insultos, as ordinarices, a peixeirada.

A menos que tenha vindo de má fé...

José António Lourenço Martins Baptista disse...

I.

Esquece.
Foi prá cesta... Hahaha...

Sinais dos tempos, digo eu que gosto de dizer coisas.

bjs

J.

José António Lourenço Martins Baptista disse...

Já que está toda a gente tão preocupada em conhecer a verdade - será que estão mesmo? - aqui fica mais uma achega, com a esperança de que os ouvidos estejam bem desentupidos: BPN

"Há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que sonha a tua filosofia."

Isabel Magalhães disse...

J;

[1 de Janeiro de 2012 20:14]


O Spam não permite a publicação (vá-se lá saber porquê!) mas posso publicar com copy-paste.



Aliás, faço questão de evidenciar o 'charme' dos teus comentários...

Isabel Magalhães disse...

José António Lourenço Martins Baptista deixou um novo comentário na sua mensagem "As facturas de Socrates":

Se não é do cu, é das calças...

Anda muita gente a 'limpar' esterco. Deste e de outros.

Depois, há sempre alguém que se sente atingido quando digo que "o pior cego é o que não quer ver". Vá-se lá saber porquê...

A MultiOpticas está a fazer umas promoções porreiras, pá!


Publicada por José António Lourenço Martins Baptista em OEIRAS LOCAL a 30 de Dezembro de 2011 15:13

Isabel Magalhães disse...

Resposta [30 de Dezembro de 2011 22:11];


É preciso ter lata. Quando é que "VExa" cresce?

E quando concorda com o baixo nível desse tal "Pedro Correia" significa apenas que são os dois iguais. O nível de entendimento também é semelhante. Não conseguem compreender algo tão básico como: o que está à discussão são os assuntos; comentar assuntos não é insultar quem os escreve ou publica por mais divergentes que sejam as opiniões.

Não percebem ainda que qualquer pessoa que regista um blogue tem o direito de escrever o que quiser e bem entender. Será que estas almas escrevem aos directores dos jornais de cada vez que não concordam com o que lá vem escrito!?

Isabel Magalhães disse...

Comentário [1 de Janeiro de 2012 21:58];

J;

A quem é que isso se destina? Não é para mim, pois não? Eu nem sou republicana, vê lá tu!

José António Lourenço Martins Baptista disse...

I.

Não precisavas de publicar.

Já agora, o que digo/escrevo destina-se a quem enfia a carapuça. E há sempre alguém... :)

J.

Ruvasa disse...

Pelo que vem de ver-se, os autores dos comentários que terão sido considerados spam deveriam ter ficado satisfeitos e não desagradados com a não publicação.Por mim, ficaria.

Desagradados deveriam ter ficado quando a Isabel Magalhães agora os publicou. Por mim, ficaria uma vez mais.

É que o seu conteúdo é de tal modo boçal e rasteiro que seria bem melhor que não tivesse visto a luz do sol. Aquilo é material de conduta de despejos sanitários. Fede a quilómetros.

Se Isabel Magalhães não os tivesse maldosamente publicado, continuaríamos agora a pensar que Pedro Correia e outros de igual valha eram gente de sãos princípios e mínima educação e não quem, na realidade, são, ou seja, além de usarem de linguagem imprópria para convívio entre gente civilizada, mostram-se incapazes de esgrimirem o mínimo comentário fundamentado e, portanto, aceitável.

É que não basta babosear que determinado facto é mentira ou endrominação e certa pessoa um aldrabão endrominador.

É preciso fundamentar ambas as afirmações.

E onde estão os fundamentos?

Isabel Magalhães disse...

Amigo Ruvasa [2 de Janeiro de 2012 07:51];

Tenho a certeza que ficaria desagradado se fosse consigo porque não sofre de défice de educação nem de civismo. Porque é uma pessoa bem formada e que 'dá a cara' quando manifesta as suas opiniões. Porque sabe sustentar pontos de vista sem insultos e baixarias ao contrário de umas quantas tristes criaturas que por aqui aparecem.

Renovo os votos de um FELIZ 2012 na sua casa.

Anónimo disse...

Caro Ruvasa,

Agradeço o seu post elucidativo, mas permita-me uma reflexão curta:

Submarinos: Foi Paulo Portas que assinou os contratos de aquisição dos submarinos, está pois mal informado. (faça uma pesquisa no google, insira as palavras "portas submarinos" e delicie-se com a pouca vergonha.)
Portas não comprou 4 ficou-se pelos 2. Bravo. Mas isso não o impediu de negociar mal os submarinos, também não impediu que o seu ministério fosse corrompido pela empresa vencedora. Repare, a empresa foi condenada a uma multa de centenas de milhões de euros e executivos desse empresa foram presos tudo por causa dos subornos em negócios com submarinos para a Grécia e Portugal. Só cá é que ninguém fala nisso, porque será? Talvez porque o negociador mor hoje seja um ministro.

BPN: Faço-lhe a vontade e nem sequer vou falar de Dias Loureiro e companhia. Centremo-nos pois na não falência do banco. Cita o exemplo americano e o caso Lamon Brothers, um banco que o Estado Americano e a Administração Obama deixaram falir pelas razões que tão bem enuncia.
É hoje opinião unânime entre os diversos intervenientes do meio economico e financeiro que o deixar cair aquele banco foi o maior erro que se podia ter feito. Esse erro, aliás causou a chamada "crise financeira" de 2008. E a verdade é que a mesma administração Obama que deixou falir esse banco foi a mesma que logo de seguida nacionalizou praticamente toda a banca dos EUA entrando no seu capital e injectando milhares de milhões de dólares no sistema bancário amercano. É por este exemplo do que correu mal nesta crise, e do efeito "cascata" que ela teve que hoje, na crise do Euro, não se deixa cair nem a Grécia nem Portugal.
Também não vou defender a opção de Sócrates, mas acha que esta decisão foi só de Sócrates ou terá sido uma decisão europeia concertada? Lembra-se do que aconteceu ao banco inglês "Royal Real Scoteland", foi um caso semelhante, como vários houve na Europa em que também não se deixaram falir bancos.
Termino com uma pergunta: Diga-me um único banco europeu que tenha falido desde esse periodo?

Pedro Correia

Anónimo disse...

Ravasa,

Concluindo, ainda para lhe dizer que sou totalmente a favor da nacionalização do BPN e completamente contra a venda vergonhosa daquele banco aos angolanos por 40 milhões de euros. O roubo, ou desfalque de Sócrates foi a jusante, mas a montante houve outro roubo, desfalque ou o que quiser lhe chamar porque depois de se porem lá os milhares de milhões de euros dos contribuintes portugueses, vender o BPN á filha do ditador José Eduardo dos Santos, depois de uma visita a Angola de PPCoelho e por 40 milhões de euros é no minimo, no minimo muito estranho........

Pedro Correia

Ruvasa disse...

Pedro Correia,

Nada do que agora vem dizer desmente seja o que for do que eu escrevi antes, pelo que nem me dou ao trabalho de contestar. Os escritos de ambos aí ficam "ad perpetuam rei memoriam", que é como quem diz "para memória perpétua das coisas", ou seja, para memória futura.

O caso da sua resposta é sintomático de uma certa postura na vida. A contestação sem verdadeira contestação, o arremedo. O trazer à colação coisas que nada trazem ao esclarecimento, o misturar de alhos com bugalhos e, acima de tudo, a evidência de uma dificuldade clara na captação do que se lê, seja essa dificuldade real ou simulada.

Se ler com atenção o que eu escrevi e reler o que escreveu, logo perceberá a que pontos me refiro e à fuga da seringa que representa a sua reposta.

Os documentos que o PC leu também outros leram e talvez alguns mais. Só que talvez os tenham lido sem partie pris, já que nada os liga a Paulo Portas, nem são seus defensores, o que, como fica evidente, não é o seu caso, relativamente ao governo do vilarista.

Se gosta de pagar uma nacionalização que só trouxe prejuízos elevadíssimos e que ficou a dever-se à circunstância que referi de o vilarista e amigos quererem tramar Cavaco, isso é lá consigo e que lhe faça bom, proveito. Não pode é queixar.se de que paga muitos impostos. Quem tem o que quer e pediu deve estar radiante da vida.

Parabéns!

Ruvasa disse...

Ah! Já agora, caro PC.

Que grande confusão com "montante" e "jusante".

Ad perpetuam rei memoriam, a montante está o que se encontra entre a nascente do rio e o lugar que serve de referência; a jusante entre o ponto de referência e a foz do rio.

Exemplo concreto, embora que sem desenho:

Sendo o ponto de referência, na margem do Tejo, o Terreiro do Paço, Santa Apolónia está a montante e Santo Amaro de Oeiras a jusante.

What a mess!

Ruvasa disse...

Só mais uma pergunta, na questão dos submarinos:

Tem a certeza de que os subornos no ministério da defesa aconteceram no "reinado" de Portas? E/ou terão medrado em outro reinado posterior?

É que o negócio ficou concluído no posterior... e as contrapartidas não foram exigidas, no posterior.

Estude bem a coisa que ainda vai surpreender-se mais...

Anónimo disse...

Caro Ruvasa,

Perante tão veementes argumentos, rendo-me. O José Sócrates é um criminoso e deverá ser punido assim como todos aqueles que com ele governaram, conspiraram, usufruiram ou simpatizaram.
Já todos aqueles que ostentam na lapela o distinto e sagrado simbolo do PSD são os virtuosos, os emaculados, diria mesmo os virgens que merecem a nossa admiração e beneplácito para nos governarem sem reservas. Amém.

Pedro Correia

Anónimo disse...

Por falar na sagrada lapela, veio-me ao pensamento a incrivel (Hulk?)noticia de que Luís Montenegro, o lider parlamentar do PSD faz parte da "loja Mozart" (não, não é uma loja de discos), onde está Jorge Silva Carvalho o antigo director do SIED(.pt), ao mesmo tempo que integra a comissão parlamentar que investigou as irregularidades nas secretas e que censurou as alusões negativas à maçonaria (isenção/negação). Ou seja os principais intervenientes do caso, investigador e investigado, confraternizam na loja maçónica "Mozart" enquanto cá fora fazem... teatro.
Afinal já me enganei outra vez, ou haja alguém que me explique, se
a Maçonaria e os interesse maçónicos se subrepõem aos interesses da sagrada lapela? Porque Portugal já ninguém se preocupa, preocupam-se sim os dirigentes em discutir os assuntos de Portugal, não no Parlamento, mas na loja maçónica Mozart.

Pedro Correia

Ruvasa disse...

Quanto ao primeiro parágrafo do seu último escrito, só agora percebeu isso, PC?

Supunha que era mais ágil ou.. sei lá... não tivesse vivido em retiro espiritual no alto do Cáucaso, desde Fevereiro de 2005 até agora.

Ruvasa disse...

Imagine, PC, que nem tinha reparado no seu último comentário, o da lapela.
Ou talvez o tenha escrito enquanto eu estava a escrever o meu de resposta.

Mas nem o comento. Sabe porquê?

Porque nada do que refere tem que ver com o assunto que estávamos a tratar e eu sou já suficientemente crescido para não ir em esparrelas montadas por amadores canhestros.

Como lhe faltou o pé, agarrou-se à primeira tábua que encontrou e que lhe pareceu salvífica. Não era. Estava podre e carcomida.Para seu azar.

Em outra oportunidade, terei todo o gosto em contradizê-lo. Não aqui, porque alhos são alhos e bugalhos são bugalhos e os bugalhos não servem para safar quem não se aguenta com os alhos.

A contradita bem ordenada é assim mesmo. Sabia? Cada coisa en su sitio.