segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Este país é para hipócritas

Domingo, 18 de Dezembro de 2011

Pedro Passos Coelho disse o óbvio. Questionado sobre se aconselharia os professores excedentários a emigrar, o Primeiro ministro disse algo que qualquer pessoa diria: se não têm colocação no mercado, a alternativa ao desemprego é encontrarem uma profissão noutra área ou procurarem emprego no estrangeiro, nomeadamente nos países lusófonos. Com o decrescimento da taxa de natalidade das últimas décadas, aliado ao aumento do número de licenciados dos cursos via ensino, o mercado de ensino português, quer no público ou privado, ficou com excesso de recursos humanos. O desemprego é infelizmente uma realidade há vários anos nesta área e a situação não irá melhorar. Certamente nunca a curto prazo. Mas as claques que têm vindo a reagir de forma indignada, muitos dos quais nem sequer se deram ao trabalho de lerem o que realmente Pedro Passos Coelho disse, denota que em Portugal há uma série de pessoas que prefere que os políticos mintam. Ou então, como o anterior Primeiro ministro fez tantas vezes, que atirem areia para os olhos das pessoas e façam promessas que nunca serão cumpridas. Como a dos 150 mil empregos. Se Passos Coelho fosse como outros, teria respondido que não, que o governo iria promover um plano para oferecer emprego aos professores não colocados. Que iria aumentar o número de professores nas escolas ou que iria promover a contratação de professores nas escolas privadas. Mas a via de Passos, como nos tem vindo a provar, não é a da hipocrisia nem da fantasia. É a da realidade. Seria mais fácil, politicamente falando, se fosse hipócrita? Talvez. Eu continuo a preferir esta total abertura de espírito para falar verdade do que tentar enganar as pessoas. De vendedores de fórmulas mágicas estou eu farto.


publicado por Nuno Gouveia às 21:36

19 comentários:

José António Lourenço Martins Baptista disse...

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Pois, pois...

Como diz o povo "Com a verdade me enganas".

O pior cego é o que não quer ver...
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Anónimo disse...

Mas o outro desgraçado é atacado por todos os lados quando diz que temos o poder de não pagar a dívida, o que também é verdade e não é hipocrisia, porque na realidade não vamos pagá-la tão cedo... e o anterior PM também é atacado por dizer outra verdade, que as dívidas dos países são eternas, nunca se pagam por completo mas vão sendo geridas. Isso não era hipocrisia, é a mais pura das verdades.
Sabem que o país com maior dívida é os EUA?
Só os laranjinhas e os azuis é que podem ser sinceros em vez de hipócritas; os cor-de-rosa, vermelhos e outros já não podem...

Anónimo disse...

Olhem eu sou patrão, com a crise e a quebra nas vendas fiquei com excesso de funcionários, agora e ouvindo as palavras do primeiro vou fazer o mesmo, vou mandá-los emigrar que aqui não dá. É á vassourada. O povo português é descartável, como os dirigentes não conseguem resolver os problemas aconselham os portugueses a "bazarem", bazem! Porque os lugares bons, os lugares dos previligiados, os lugares no Estado, na Função Publica, esses são eternos para os que lá estão. O que os portugueses pedem é Justiça!.

José António Lourenço Martins Baptista disse...

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O último a sair feche a porta e deite fora a chave...

Ah, e não se esqueça de apagar a luz, para não aumentar a dívida.

Anónimo disse...

«Infelizmente continuamos a assistir a uma política baixa por parte da esquerda onde a prioridade é difamar e deturpar o verdadeiro sentido do que é dito.»

José António Lourenço Martins Baptista disse...

Anónimo 19 de Dezembro de 2011 19:33

"Diz o roto ao nu..."

Leite Pereira disse...

Anónimo de 19/12 das 19H33
É preciso perceber que esta esquerda portuguesa teve um óptimo Mestre na aldrabice chamado Sócrates. Não vejo que venha mal ao mundo que o PM informe os prof. que há vagas no Brasil e em Angola.É bom não esquecer que o desemprego disparou com esta esquerda no governo, incompetente e incapaz. Mais uma vez interrogo-me qual a razão do anonimato em assuntos destes? T~em receio de quê. Gostam da clandestinidade?

Anónimo disse...

Não compreendo o sentido do seu comentário. Difamar? As palavras foram ditas por mais do que um governante, o próprio Marcelo se indigna com o "mandar emigrar" quem não tem emprego. Isto é muito grave, porque os politicos estão cá para resolver os problemas da população, do "povo". Não se atira o lixo pela janela e os portugueses desempregados não são lixo para serem mandados para o estrangeiro. É que é bom lembrar que estes professores não vão dar aulas da sua especialidade lá para fora, não nos iludamos! Estes professores vão trabalhar nas obras e nas limpezas, isto é que tem que ser dito!

Henrrique Sá Pessoa

Anónimo disse...

Não se pode exigir a um primeiro-ministro com 6 meses de mandato e que anda a limpar o que foi feito nos últimos 15 anos, que tenha a solução para o excedente de professores. Criticar é fácil. Fazer melhor ou apontar alternativas é que é mais difícil. Ele apontou uma que pode resolver de imediato o problema de alguns. Mas neste País preferem continuar a viver de ilusões e a contar com o Governo para lhes fornecer subsídios do que arranjar alternativas de trabalho.

Anónimo disse...

De facto não foi só os professores que foram aconselhados a emigrar, há pouco tempo um secretário de estado também aconselhou os jovens em geral a fazerem o mesmo.
Quando ao fim de 6 meses um primeiro ministro aconselha os professores a emigrarem é porque esse primeiro ministro não tem ideias, e a ideia mais simples é "limpar" o problema, como? Emigrem. Vou deixar aqui 6 soluções para resolver o problema do emprego, uma por cada mês deste governo:
1. Um verdadeiro programa "Regresso ao interior de Portugal" baseado na agricultura.
2. Baixa do IVA nos produtos alimentares para 3% e aumento do IVA em bens superfulos em 10% (jóias, roupa acima dos 30€ a peça, carros acima dos 20mil euros etc)incentiva-se assim a agricultura e reduz-se o défice da balança.
3. Incentivo à indústria exportadora. Baixa no IRC de quem exporta na ordem dos 50%, redução da taxa social única em 10 pontos. Incentiva-se assim um regresso em massa da indústria que é a grande fonte de emprego.
4. Investimento massivo em energias renováveis, eolicas no mar, ondas, solar. Tudo isto em grande escala. Reduz-se o défice da balança, fomenta a indústria.
5. Extracção mineira. Acelarar os projectos em curso, como o do Rio Tinto e conceder licenças em todo o país para esta actividade.
6. Alavancagem gerada pelas 5 medidas anteriores que geram uma dinâmica crescente da massa produtiva, emprego e PIB.
Simples, basta querer.

José António Lourenço Martins Baptista disse...

Anónimo 19 de Dezembro de 2011 20:16

Há uma coisa que se pode exigir a um PM, tenha o tempo de mandato que tiver. Que tenha bom senso e não diga disparates!

Há muitas alternativas para os professores sem colocação, que não passam pela emigração. Como aliás para qualquer profissional.

Emigrar não é uma solução fácil para ninguém. Significa começar tudo de novo, longe da família e dos amigos, num ambiente estranho e desconhecido. Habitação, alimentação, saúde, língua, defesa contra a xenofobia e o racismo, clima, etc., não são fáceis de resolver e de adaptação simples e rápida.
E quem tem crianças e bebés? Ou pessoas idosas ou deficientes a cargo?

Só alguém que desconheça em absoluto a problemática da emigração [ e os problemas dos professores ] pode fazer tal sugestão abstrusa.

Querem o quê?!
Que os nossos professores, quadros licenciados e alguns deles mestrados e doutorados, vão trabalhar para a construção civil na Alemanha como aconteceu/acontece a muitos imigrantes de leste, licenciados, que vieram para os países ocidentais?

Deixem-se de divagar e de disparatar que já chega, e tenham um bom Natal.

Clotilde Moreira disse...

ao anónimo de 19 de Dezembro de 2011 21:43

Mas isso é muito andiantado para estes "jovens" ministros que nunca trabalharam. Agricultura? Então as couves não crescem nos supermercados?
Clotile

Leite Pereira disse...

Anónimo de 19/12 às 21H43
Diz que o governo deve fomentar o regresso ao interior baseado na agricultura. Conhece por acaso o interior? Reformei-me e vim para o interior onde tenho uma propriedade e, se por acaso souber de alguém que queira trabalhar na terra agradeço que me informe pois tem trabalho garantido.

Isabel Magalhães disse...

Estamos pois em presença de vários 'democratas'. Quem tem uma opinião diferente 'é cego' e é 'convidado' a calar-se. Enfim!

Isabel Magalhães disse...

Caro Leite Pereira;

Quanto aos anónimos pois... também não entendo mas olhe são feitios!

Isabel Magalhães disse...

Vejo que há aqui uns quantos anónimos que juraram não mais voltar mas que não conseguem resistir. Outros até inventam nomes. Viva a criatividade.

Leite Pereira disse...

Sr.ª D. Isabel
Percebo que funcionários ou afins da CMOeiras que pretendam prenunciar-se sobre o Isaltino ou critocar a Câmara que recorram ao anonimato para não sofrerem represálias é compreensível. Agora utilizar o anonimato em assuntos de politica nacional é completamente ridículo e cobardia pois permitem-se, insultar impunemente quem tem ideias contrárias. Só entendo este anonimato por não serem democratas. Não concordas comigo cala-te ou vai embora.
Desejo-lhe um SANTO NATAL e espero que o blog continue nos próximos anos.

Isabel Magalhães disse...

Caro Leite Pereira;

Em relação ao anonimato não posso estar mais de acordo consigo.

Aproveito para lhe agradecer e retribuir os gentis votos natalícios. Para si e todos os seus um Santo Natal com muita Paz e Saúde.

IM

Anónimo disse...

Estimado Leite Pereira,

É natural que sem politicas que fomentem objectivos concretos de inversão da tendência de litoralização da população, assim como uma politica séria de regresso aos campos, nunca as populações hão-de voltar trabalhar no sector agricola. É preciso incentivos, publicidade, dinamização da sociedade. Não é porque o senhor tem um terreno e decide que quer ser agricultor a 100 ou 200km dos grandes centros urbanos que vai ter trabalhadores dispostos a colaborar consigo, até porque as aldeias e o interior hoje estão desertificados em termos populacionais. Recordo-me de há uns tempos uma autarquia ter tentado "recolonizar" o seu concelho com brasileiros. A coisa não correu lá muito bem, mas deu para ver que com um programa bem estruturado é possível o regresso das populações aos campos.
A propósito, os 6 pontos de alternativas para emprego fui eu que escrevi, por lapso não assinei o que pelos vistos não agradou, mas aqui fica o reparo.

Henrrique Sá Pessoa