terça-feira, 18 de novembro de 2008

Câmara de Oeiras constrói centro cultural no Príncipe

17.11.2008

A Câmara Municipal de Oeiras está a construir o primeiro centro cultural da região autónoma do Príncipe, um projecto que está orçamentado em meio milhão de euros e que deverá estar concluído em Junho do próximo ano.
A primeira pedra foi lançada este fim-de-semana e as obras estão a ser erguidas a partir das ruínas da antiga cadeia da cidade de Santo António, que no final dos trabalhos estará convertida num centro cultural com múltiplas valências. "Queremos que essa obra seja uma obra de referência no Príncipe, como é apanágio da Câmara de Oeiras", disse Emanuel Martins, vereador da autarquia portuguesa, citado pela agência Lusa, que reconhece que não basta erguer infra-estruturas, sendo igualmente necessário capacitar recursos humanos.
"Nós entendemos que é preciso criar novos quadros aqui na ilha do Príncipe, com formação para este tipo de acções e queremos dar também, nessa medida, o nosso contributo. O entendimento que temos com o Governo Regional do Príncipe vai contribuir para esse tipo de soluções", disse Emanuel Martins. O secretário para os Assuntos Sócio-Culturais da Região Autónoma do Príncipe, Carlos Gomes, congratulou-se com a construção do centro cultural. "Com esta obra, iremos valorizar a nossa própria cultura e vamos melhor poder preservá-la, sempre pensando nas gerações vindouras", afirmou o responsável.
As obras estão a ser realizadas pela empresa portuguesa Armando Cunha, esperando-se que possam estar concluídas em Junho do próximo ano.

VOVÓ DO FUTURO FAZENDO TRICOT

.


O NOVO MEALHEIRO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

.


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Cartaz na Manifestação

.



Quem dá e volta a tirar ao inferno vai parar!

.


Educação

Sócrates entregou Magalhães só para a fotografia

José Sócrates esteve na Escola do Freixo, em Ponte de Lima, a entregar computadores aos alunos do 1.º ciclo. Mas, depois de o primeiro-ministro ir embora, as crianças tiveram de devolver os Magalhães



A Escola do Freixo, em Ponte de Lima, foi o palco escolhido por José Sócrates, na passada quarta-feira, para mais uma acção de promoção dos computadores da JP Sá Couto para o 1.º ciclo. Sócrates chamou os jornalistas e distribuiu os Magalhães pelas crianças. Mas, terminada a cerimónia oficial, os portáteis tiveram de ser devolvidos.

Contactado pelo SOL, o conselho executivo da Escola do Freixo explicou que as crianças não puderam ficar com os computadores, «porque há questões administrativas a tratar».

A mesma fonte – que não se quis identificar – assegura que os Magalhães «estão na escola», mas explica que isso não significa que os alunos do Freixo vão receber os portáteis mais depressa do que as crianças de outros estabelecimentos de ensino.

«Não sabemos quando é que os computadores vão ser distribuídos», admitiu, acrescentando que a entrega «depende da logística administrativa».

Antes da entrega real dos equipamentos, a escola vai ter de «preencher toda a papelada e os pais que não estiverem abrangidos pelo 1.º escalão da acção social escolar vão ter de fazer o pagamento do computador». Um processo que a escola admite desconhecer quanto tempo poderá demorar.

Fica também por esclarecer se os Magalhães que Sócrates já deixou na escola serão suficientes para todas as crianças. A Escola do Freixo tem 185 alunos inscritos no 1.º ciclo, mas o conselho executivo diz não saber quantos portáteis foram entregues na cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro. «Não sei quantos computadores cá ficaram», disse ao SOL um elemento do conselho executivo.

Ao que o SOL apurou, foi explicado a alguns alunos que os computadores tinham de ser devolvidos no final da visita de Sócrates por terem problemas nas baterias. No entanto, o conselho executivo da Escola do Freixo garante que «as crianças sabiam» que não iam ficar com os Magalhães naquele dia, porque lhes «foi explicado que era preciso realizar alguns procedimentos administrativos».

margarida.davim@sol.pt

E se Obama fosse africano ?

Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.

Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.

Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.

Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.

E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?

1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.

2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-lhe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-lhe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.

3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de> Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.

4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).

5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas - tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.

6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.

Inconclusivas conclusões

Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.

Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.

A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.

Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.

No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política.

Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.

Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia."

MIA COUTO

Publicado no jornal Savana, Maputo, em 14 de Novembro de 2008

O POEMA DA 'MENTE'

Há uma ministra que mente,

Mente de corpo e alma, completa/mente.

E mente de maneira tão pungente

Que a gente acha que ela, mente sincera/mente,

Mas que mente, sobretudo, impune/mente...

Indecente/mente.

E mente tão nacional/mente,

Que acha que mentindo história afora,

Nos vai enganar eterna/mente.


O Poeta é um Fingidor Pastiche
Divirtam-se com este pastiche feito a partir do poema de Pessoa

PONTOS DE VISTA - por JORGE MIRANDA







UMA REFERÊNCIA


Faleceu José Maria da Ponte e Horta Gavazzo da Fonseca Magalhães da Costa e Silva (Almarjão), mais conhecido, simplesmente, por Almarjão – um nome que era uma referência no mercado livreiro, nos meios bibliófilos e, especialmente, entre os investigadores na área das ciências humanas. A sua Livraria Histórica e Ultramarina, no Bairro Alto, fundada em 1956, incluía-se nos itinerários obrigatórios dos que procuravam, para o desenvolvimento dos seus estudos, desde a rara espécie bibliográfica ao singular manuscrito ou ao simples recorte de jornal ou comezinho folheto. A livraria era um autêntico alfobre de preciosas e diversificadas surpresas documentais.
Mas a alma deste invulgar escrínio era, indubitavelmente, José Maria Almarjão. Intrinsecamente afável e disponível, com o auxílio da sua vasta cultura e memória, excedia o âmbito comercial para se converter num sapiente orientador, facultando não só os elementos que possuía mas também novas e fundamentais pistas.
José Maria Almarjão muito se afeiçoou à nossa região. Ainda jovem veio residir para Carcavelos e tornou-se tão afectiva a sua ligação a esta vila que sobre ela e o seu afamado vinho agrupou uma extraordinária e única colecção de variadíssimos documentos que a Câmara de Cascais, há poucos anos, adquiriu. Também, quando ainda trabalhava com seu pai, o conde de Almarjão, foi por seu intermédio que a Câmara de Oeiras comprou o manuscrito do Memorial Histórico da Vila de Oeiras, a colecção de gravuras de Silva Oeirense sobre os promotores da Revolução de 1820 e, mais recentemente, manuscritos de muito valor histórico.
Quando o Jornal da Costa do Sol, na década de 80, elaborou alguns suplementos sobre a história de cada uma das freguesias do Concelho de Cascais, recorreu ao precioso acervo de José Maria Almarjão. Foi-nos grato, então, registar a sua boa-vontade e disponibilidade e a sua empenhada colaboração.
José Maria Almarjão, já com 88 anos, fez a sua última caminhada para o Cemitério do Alto de S. João, no sábado, dia 8. É um dever recordá-lo.

Jorge Miranda
jorge.o.miranda@gmail.com


O 'Oeiras Local' agradece ao Autor e ao 'Jornal da Costa do Sol' a cedência do artigo assim como à revista municipal 'Oeiras Actual' a utilização da foto.

Linda-a-Velha - Um caso de Saúde Pública

Com pedido de publicação recebemos de um morador da freguesia de Linda-a-Velha os seguintes e-mails:


2008/11/12 Alexandre Oliveira

Ex. Sr. Presidente da Câmara de Oeiras - Dr. Isaltino de Morais - Sr. Presidente da Junta de Freguesia - Dr. José Pedro Resende Barroco e Sra. D. Elisabete Oliveira do Pelouro da Saúde da Câmara Municipal de Oeiras.

Como até ao dia de hoje - 13 de Novembro de 2008 – 19:00 h, depois de já terem sido contactados a PSP de Miraflores assim como o Delegado de Saúde dos serviços de saúde de Linda-a-Velha, e até ao momento não ter existido acção de resolução do assunto abaixo exposto, estou a recorrer a V. Exªs, no sentido de tentarem acelarar a resolução deste situação, dado o gravíssimo problema que põe em causa a saúde pública de quem reside no prédio – 15 apartamentos, para além de hipotecar o seu bem estar. Assim sendo, agradeço em nome pessoal e dos meus vizinhos a V/ intervenção urgente.

Atentamente,

José Alexandre Oliveira

e-mail:
oliveira.alexandre@gmail.com


De: Alexandre Oliveira
Enviada em: terça-feira, 11 de Novembro de 2008 11:22
Para: spublica@cscarnaxide.min-saude.pt
Cc:
lvelha@cscarnaxide.min-saude.pt

Assunto: U R G E N T E : Cheiro putrefacto - R. Bernardo Santareno, 3 em Linda-a-Velha
Prioridade: Alta


Exma. Srª Drª Delegada Saúde

Drª Paula Pereira

Na sequência da conversa telefónica de há pouco, passo a descrever a situação exposta:

Os moradores do prédio da Rua Bernardo Santareno, nº. 3 em Linda-a-Velha há mais de um mês que vêm sentido um cheiro insuportável nas escadas e hall de entrada do prédio. O cheiro tem vindo a intensificar-se, tornando-se mesmo nauseabundo/pestilento.

Foi detectado que o cheiro provinha da Cave Direita do já referido prédio, propriedade da Srª D. xxxxxxxx xxxxxxxxx que exerce funções no INEM do Bombeiros Voluntários de Carnaxide. Por não se saber a origem do cheiro e na impossibilidade de contactar a proprietária, foi chamada a Polícia de Miraflores no passado Domingo dia 09.11.2008 por se pensar inicialmente que se pudesse tratar-se de um cadáver. A PSP compareceu de imediato ao local, entrou no referido apartamento e verificou que o cheiro se devia a comida podre que se encontrava no frigorífico (a electricidade encontra-se cortada), loiça suja na cozinha e excrementos do gato abandonado à fome no apartamento.

A situação é de tal forma chocante que já houve vizinhos que se ausentaram do prédio até que o problema seja resolvido. De referir que esta é uma situação recorrente, tendo já a proprietária sido chamada a atenção pela Administração do Condomínio no seguimento das suas férias de verão.

Dado que a PSP de Miraflores disse nada poder fazer por não haver cadáver ou outra prova que justificasse a sua intervenção, e por ter indicado que não daria seguimento a esta situação, venho recorrer a V/ Exa. por pensar que este gravíssimo problema põe em causa a saúde pública de quem reside no prédio, para além de hipotecar o seu bem estar. Assim sendo, agradeço em nome pessoal e dos meus vizinhos a V/ intervenção urgente.

Atentamente,

José Alexandre Oliveira


Nota Breve - Como pessoa ligada a Associações Voluntárias de Protecção dos Animais e preocupada com a situação do animal abandonado, à fome e à sede, no referido local, questionei o Sr. J. A. Oliveira sobre o assunto e foi-me informado que o citado gato desapareceu quando a Polícia entrou pela janela do apartamento. Espera-se que a PSP de Miraflores tenha tomado a iniciativa de eleborar uma queixa contra a proprietária da fracção com base no abandono e maus tratos de animal doméstico.
Isabel Magalhães

A CORTIÇA - Fonte de exportação

2008/11/14

Exmos. Senhores,

sou uma leitora do vosso blog. Não tenho por hábito comentar os artigos mas considero que têm feito um óptimo trabalho divulgando e opinando sobre o que se vai passando em Oeiras.

Contacto-vos pela primeira vez para solicitar a divulgação de um site que não sendo sobre Oeiras é sobre Portugal e pretende defender a nossa maior fonte de exportações: a cortiça.

Deixo-vos o link http://www.savemiguel.com/

e espero que possa merecer divulgação no vosso blog.

Com os melhores cumprimentos,

Alexandra

domingo, 16 de novembro de 2008

Paço de Arcos – 4


Homenagem a José de Castro

"Foi bonita a festa pá" - como disse o Chico Buarque - mas não acabou pois sempre que nos reunirmos a memória continuará e continuaremos a recordar várias vidas a Ele ligadas. Tanta gente e cravos guardados voltaram a florir. Falaram as recordações e prometeu-se que em todas as Primaveras as sementes brotarão flores nos nossos jardins.

Os versos de poetas que Ele tanto gostava soltaram memórias que não serão esquecidas. "Manda novamente algum cheirinho de Alecrim".



Que Ar Respiramos Na Cidade?

OEINERGE – Agência Municipal de Energia e Ambiente de Oeiras organiza em parceria com a Universidade Atlântica um Fórum de discussão sobre os riscos a que a sociedade urbana se encontra exposta no quotidiano, e perceber o que podemos fazer para garantir a qualidade do ar que respiramos.
Neste fórum serão ainda discutidas algumas das alternativas de combustíveis e tecnologias disponíveis que ajudam a reduzir os problemas provocados pela emissão de gases poluentes no sector rodoviário. Os objectivos do Fórum enquadram-se no Projecto Europeu “SUGRE – Frotas Verdes Sustentáveis”.

20 de Novembro na Universidade Atlântica, Barcarena


A OEINERGE disponibiliza aos interessados um guia de auxílio à utilização dos transportes públicos que podem facilitar o seu acesso ao fórum.

OEINERGE - Agência Municipal de Energia e Ambiente de Oeiras
Estrada de Paço de Arcos, Nº 60 - Edifício Paço de Arcos, Sala 51
2770-130 Oeiras
www.oeinerge.pt

sábado, 15 de novembro de 2008

Tertúlia Virtual - "O Meu Ídolo"

.

Pelas promessas eleitorais não cumpridas;

Pelo autismo;

Por estar a destruir o ensino público em Portugal;

Câmara da Covilhã - Um dos projectos assinados pelo "engenheiro"

Por ter contribuído para desfear a paisagem do meu País;

Por ter fechado escolas, maternidades e centros de saúde;

Por ter aumentado o fosso entre ricos e pobres;

Por ter colocado o meu País nos lugares mais baixos da Europa;

"DEUS LHE PAGUE"!

http://tervirtual.blogspot.com/



Tertúlia Virtual - "O Meu Ídolo"



ANTÓNIO MANUEL

Amor é princípio e fim
Nasce num sorriso
Tem sabor a mel
Os poetas cantam-no
Noivas sonham-no,
Inverno dos velhos
Orvalho dos tristes.

Mas tudo isto é pouco;
Amor é mais ainda
Nasce na alma
Une além da morte
É hino sublime duma
Lágrima de anjo.
Clotilde Moreira

Tertúlia Virtual - Meu ídolo

http://tervirtual.blogspot.com/

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Animais como nós

.




Opinião

Houve algumas boas e humanistas almas que se escandalizaram (as boas almas, principalmente as "humanistas", escandalizam-se amiúde com valores que vão um pouco além das fronteiras da sua bondade) com o facto de Obama ter dedicado parte da primeira conferência de imprensa depois de eleito ao cão prometido às filhas.
Podem, porém, sossegar essas boas almas, porque parece que Obama não é indiferente à sua (e delas, boas almas) espécie; talvez só aconteça que as fronteiras do seu humanismo sejam um pouco mais largas que as da humanista Sarah Palin, para quem um barril de petróleo vale bem a extinção dos ursos polares: " O modo como tratamos os animais - afirmou Obama - reflecte o modo como tratamos as pessoas; [também por isso] é muito importante que um presidente se preocupe com a crueldade contra os animais". A recusa de Obama em patrocinar o comércio de "raças puras" do AKC, escolhendo adoptar um animal abandonado ("a mutt, like me", isto é, "um rafeiro, como eu", explicou) tem uma força simbólica que escapa aos "humanistas", que preferiam que ele tivesse falado apenas de índices bolsistas.

in JN "Um rafeiro como eu"

A justiça é cega (antes fosse muda)

.




Opinião
Ricardo Araújo Pereira

A pena suspensa é a versão judicial daqueles pais que dizem: «Carlos Miguel, da próxima vez que fizeres isso levas umas palmadas», e depois continuam a repetir a mesma ameaça sempre que o Carlos Miguel pratica tropelia igual à primeira(...)

O julgamento de Fátima Felgueiras veio provar que, em Portugal, os cidadãos devem ter confiança na Justiça. Sobretudo os cidadãos como Fátima Felgueiras. Em princípio, não há nada que os apanhe. Ainda assim, a sentença é um monumental enxovalho para a ré, e ridiculariza, de modo bastante cruel, a sua conduta. Como? No acórdão, o juiz demonstra a Fátima Felgueiras que estava errada: não valia a pena ter fugido para o Brasil. Foi dinheiro que a presidente da Câmara desbaratou. Ainda por cima, Fátima Felgueiras terá usado, na fuga, dinheiro que, de facto, lhe pertencia, para variar – o que é refrescante. Hoje, não restam dúvidas de que se tratou de uma medida insensata. Em vez de procurar um exílio de cerca de dois anos no Brasil, Fátima Felgueiras poderia ter continuado tranquilamente na sua terra, a presidir à autarquia que dirige. O máximo que lhe acontecia era uma pena suspensa. Não faz sentido andar a fugir por causa de crimes que não são punidos com pena efectiva. E é uma vergonha que políticos que ocupam cargos de alguma relevância desconheçam a lei a este ponto. O estudo das leis permite ao autarca consciente e responsável praticar apenas os crimes que não dão cadeia, e evita fugas tão trabalhosas como desnecessárias.
Na verdade, a pena suspensa é a versão judicial daqueles pais que dizem: «Carlos Miguel, da próxima vez que fizeres isso levas uma palmada», e depois continuam a repetir a mesma ameaça sempre que o Carlos Miguel pratica tropelia igual à primeira, ou pior. O Carlos Miguel, que não é parvo, sabe perfeitamente que aquela palmada está suspensa para sempre. E o mais provável é que, quando crescer, o Carlos Miguel faça carreira como autarca. Dos bons.
Para sermos rigorosos, a sentença que puniu Fátima Felgueiras está, toda ela, suspensa. É certo que são três anos e três meses de pena suspensa e perda do mandato de presidente. No entanto, esta última pena, sendo efectiva, acaba por estar também suspensa. Enquanto Fátima Felgueiras recorre e o tribunal aprecia o recurso, o presente mandato chega ao fim. Quando o tribunal decidir, o próximo mandato (que Fátima Felgueiras obterá, de certeza, e com maioria absoluta, nas próximas eleições) também terá terminado.
Parece claro que a razão pela qual não existe pena de morte em Portugal não tem a ver com pruridos morais, mas com problemas jurídicos. No nosso país, crimes graves podem ser punidos com pena suspensa. Seria uma questão de tempo até um tribunal português decretar uma sentença de condenação à morte por injecção letal suspensa. Nós não abolimos a pena de morte por amor à dignidade do ser humano. Foi por medo do ridículo.

LISBOA

Isabel Magalhães; Lisboa com Tejo; 1998; 100 x 90; óleo s/platex


Lisboa tem um vestido azul feito de

mar e guerra.

E cheira a laranjas maduras.


Quando as gaivotas trazem no bico

os primeiros pedaços de sol para acender o dia,

Lisboa deixa correr os cabelos pelo Tejo

e o povo pelas ruas.


À mesma hora, a coragem agita no sangue

duas grandes asas inquietas.


Por todas as janelas destruídas, já o mar entrou,

derrubando acácias,

cantando hinos de espuma


E porque toda a coragem é necessária,

toda a esperança é legítima.


Joaquim Pessoa

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Qual "pesadelo burocrático"?

Opinião





Um responsável do SINDEP revelou ao DN, ilustrando o modelo de avaliação da ministra Lurdes Rodrigues, o caso concreto de uma professora com 9 turmas e 193 alunos que vai ter que introduzir manualmente no computador 17 377 registos e fazer 1456 fotocópias, além de participar em algo como 91 reuniões. Contas feitas, a 1 minuto por registo, e visto que a professora é um Usain Bolt informático, e não dorme nem come, nem se coça, nem se assoa, inteiramente entregue à avaliação, são 290 horas, isto é, 12 dias (noites incluídas).
Já 1456 fotocópias a 1 minuto cada (tirar o papel do monte, pô-lo na bandeja da fotocopiadora topo de gama da escola, esperar que saia fotocopiado e colocá-lo noutro monte), levam-lhe mais um 1 dia (noite incluída). E 91 reuniões, também de 1 minuto, mais 91 escassos minutos. Ao todo, a professora fará a coisa em pouco mais de 13 dias (noites incluídas). Qual "pesadelo burocrático" qual quê! No fim ainda lhe sobrarão, se alguém a conseguir trazer do cemitério ou do manicómio, 152 dias para dar aulas, aprovar os 193 alunos e contribuir para as estatísticas da ministra.

A t-shirt da semana

.

Com a devida vénia http://www.caoazul.com/