

Um ponto de encontro. Um espaço de cultura. Um local onde falamos do concelho de Oeiras, de Portugal e do Mundo.
Carlos Silva
Ao decidir aceitar o convite do PPD/PSD para a candidatura à Presidência da Junta de Freguesia de Queijas estava consciente das dificuldades que iria encontrar.
Não sou um político profissional. Respondi afirmativamente a um pedido do Partido devido às dificuldades conhecidas no concelho de Oeiras, às quais acresce uma luta incompreensível entre as Secções concelhias de Algés e Oeiras.
Tenho como referência a figura de Francisco Manuel Lumbralles de Sá Carneiro, natural do Porto, sendo eu natural de Espinho, a escassos 15 Km da capital do Norte.
Desde criança que ouvia falar em Sá Carneiro, alguém que chateava o Poder do Estado Novo e que acreditou na chamada Primavera Marcelista, procurando mudar o Regime por dentro, sem grandes convulsões e sem violência, a exemplo do que Adolfo Suarez conseguiu em Espanha.
Com a criação do PPD em 6 de Maio de 1974 a minha simpatia foi crescendo por Francisco Sá Carneiro. Era um Homem que sabia o que queria, tantas vezes um Homem só, abandonado, atraiçoado por muitos, cujos nomes são de muitos conhecidos.
Várias vezes foi ao “tapete”, várias vezes parecia “KO”, antes que soasse o gongue ali estava ele de pé, pronto para lutar pelos seus ideais. Eu não poderia ter melhor mentor que a figura e os ensinamentos de Francisco de Sá Carneiro. O meu único lamento é só ter aderido ao PPD/PSD após a sua morte.
Como simpatizante e mais tarde militante, participei activamente na campanha da AD – Aliança Democrática, constituída pelo PPD/PSD, CDS e PPM, que nos levou à conquista das eleições legislativas de 1979 e 1980 e as autárquicas, nomeadamente Lisboa, com o saudoso Nuno Krus Abecassis que, pelo facto de ser do CDS, não me inibe de considerá-lo o melhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Fui militante activo até ao dia em que, como tantos outros, me senti atraiçoado por algumas figuras cimeiras do PSD, que utilizaram o Partido para “subir” na vida. Não é difícil encontrar quem me desiludiu, vejam quem substituiu Sá Carneiro, vejam o que fizeram ao “Caso Camarate” e encontrarão os responsáveis pela desilusão sofrida.
A viagem de Citroen Bx que Cavaco Silva fez à Figueira da Foz trouxe-me novo alento. Devido à minha actividade profissional, das Caldas da Rainha, Tejo Superior, Grande Lisboa, Alentejo e Algarve, ia passando a mensagem de fé: “Votem no PSD, votem Cavaco!”
Entretanto, o PSD ia sendo corroído internamente: as negociatas com os terrenos para a construção da Ponte Vasco da Gama, a entrega da Ponte 25 de Abril à Lusoponte/Gestiponte, o aumento brutal das portagens, a violência policial, o desprezo pelas populações da Margem Sul do Tejo (a Ponte é uma passagem) fizeram com que me revoltasse contra aquilo que já era apelidado de “cavaquismo”, tendo participado na chamada “Revolta da Ponte”, obra de trabalhadores camionistas afectos ao PSD, como foi o caso dos célebres irmãos Pinto. O Movimento durou de Junho a Outubro de 1994, até ser infiltrado pelo Partido Comunista, que o esvaziou.
Aceitei voltar à militância activa pelas seguintes razões:
Porque me pediram;
Porque SENTI e VI o estado calamitoso das Secções de Oeiras do PPD/PSD.
Não sou um novato no PPD/PSD, sou um novato na candidatura a um cargo público – a Presidência da Junta de Freguesia de Queijas.
Desde o dia 17 de Agosto que a minha luta política é por Queijas. Conheço da freguesia mais do que aquilo que me apontam, já a palmilhei mais do que muitos moradores, que apenas cá vêm dormir. Tenhamos consciência: Queijas é um dormitório!
Não sou de Queijas? Qual o problema? Não diz o ditado que “santos da casa não fazem milagres”?
Num mundo globalizado, isso faz diferença?
Qual a distância por estrada de Paço de Arcos a Queijas? Menos de 5 Km!
Tem Queijas um número de escolas, associações, colectividades, clubes, bombeiros e outras agremiações impossível de contabilizar? Obviamente, NÃO!
Não me julguem antes de me conhecerem, não me critiquem antes de lerem o programa eleitoral que a Lista que encabeço sufragou e que vai ser apresentada aos cidadãos de Queijas e Linda-a-Pastora em data oportuna.
Como candidato a um cargo público estou sujeito ao escrutínio, à crítica de todos os cidadãos, particularmente os eleitores de Queijas. Que me critique quem me conhece, que se cale quem me desconhece.
Querem conhecer-me? Querem conhecer o meu pensamento, o que desejo para Queijas? Eu desejo conhecer as vossas propostas para Queijas, o que acham que deve ser feito, o que foi prometido e não cumprido. Então enviem-me as vossas questões devidamente identificadas (nome, morada, código postal) para o endereço sahelder@hotmail.com que a todos responderei, salvo se as questões colocadas forem insultuosas, tendenciosas ou com a intenção de denegrir.
Queijas, 4 de Setembro de 2009.
Helder Sá