terça-feira, 19 de abril de 2011

A garrafa e o violino

Noticias na net divulgam duas situações que serão representativas do nosso Mundo. Um vídeo “La botella de plastico” mostra-nos uma experiência: uma garrafa de plástico foi deixada, de propósito, no chão junto a um caixote, na zona dos cafés num Centro Comercial e, durante uns bons minutos, uma quantidade de pessoas passam indiferentes. Até que um jovem apanha a garrafa e coloca dentro do caixote. Esta atitude é saudada com uma ovação monumental dos envolvidos nesta experiência.

A outra é o desafio lançado por Joshua Bell um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. De calças de ganga e boné, toca durante 45 minutos, numa estação de metro de Nova York, e a multidão passa indiferente; apenas uma mulher terá parado, ouvido e cumprimentado o violonista. No Symphony Hall de Boston, há lugares que podem custar 1000 dólares para ouvirem este músico.

Tanta coisa que devia chamar a nossa atenção e colaborarmos para que seja corrigida ou intervir no momento ou simplesmente cumprirmos as regras de cidadania. O nosso comportamento tem de ser um exemplo, seja na deposição correcta do lixo nos respectivos caixotes, seja não abandonando os monos sem avisar os responsáveis para a sua recolha, seja apanhar os dejectos de quem tem cães, ou não fazer barulho principalmente fora de horas, ou estacionar correctamente. E participarmos na informação aos responsáveis das anomalias detectadas. Só colaborando poderemos exigir que a nossa terra seja um exemplo. Enfim: ser cidadão seja na apanha da garrafa ou no saborear de um som de violino.



Maria Clotilde Moreira / Algés



Publicado hoje no Correio dos Leitores do JO

11 comentários:

Anónimo disse...
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Anónimo disse...
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L.O.Lopes disse...

Voltaram os TONTOS de serviço; o Dupont & Dupond, mais concretamente dois em um.

«Não há pachorra!» como diz a nossa amiga Isabel...

Anónimo disse...
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Clotilde Moreira disse...

Realmente é uma pena que estes TONTOS andem à solta. Porque não vão de férias de uma vez por todas?
Clotilde

Isabel Magalhães disse...

São mistérios, Clotilde. São vidinhas vazias, são ressabiamentos, são pessoazinhas pequenininhas que não sabem viver em sociedade, são uns TRISTES em suma!

"Bem aventurados os pobres de espírito..."!