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sexta-feira, 8 de março de 2013
terça-feira, 21 de setembro de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Cartas à Directora - Jornal Público
As palavras do Presidente
O Presidente da República referiu há dias a necessidade do desenvolvimento da indústria portuguesa, tecnologia portuguesa e utilização preferencial da mão-de-obra portuguesa. E muitos vieram apoiar referindo vários aspectos onde poderemos criar riqueza aumentando e consumindo a nossa produção, diminuir as nossas dependências importadoras.
Reforçou o nosso Presidente lembrando, agora, o Mar, e já há palavras de doutos analistas a apoiar estes caminhos, insurgindo-se contra os subsídios, a necessidade de se trabalhar mais e até acusando o povo português de preguiçoso. (…) E às vozes que lembraram e lembram a necessidade de proteger o emprego, de assegurar horários justos, de acabar com os recibos verdes, com a instabilidade e precaridade … responde o Governo com o PEC.
Mas onde estavam estes Senhores quando implantaram em Portugal a política do fecho das empresas, do desmantelamento das nossas fábricas, da proibição de produzir leite, de obrigarem ao abandono dos campos tudo isto e muito mais comprado com dinheiros que vieram de fora, em nome de vários slogans ardilosamente arquitectados?
Está quase a esgotar-se a oportunidade de emendar a mão e do Governo ouvir os que sabem e consolidar estratégias de estabilidade para os que ainda têm emprego e abrir as portas e apoiar os muitos apelos e sugestões à revitalização da nossa indústria, da agricultura, e das pescas e de combate ao desemprego.
O Presidente da República referiu há dias a necessidade do desenvolvimento da indústria portuguesa, tecnologia portuguesa e utilização preferencial da mão-de-obra portuguesa. E muitos vieram apoiar referindo vários aspectos onde poderemos criar riqueza aumentando e consumindo a nossa produção, diminuir as nossas dependências importadoras.
Reforçou o nosso Presidente lembrando, agora, o Mar, e já há palavras de doutos analistas a apoiar estes caminhos, insurgindo-se contra os subsídios, a necessidade de se trabalhar mais e até acusando o povo português de preguiçoso. (…) E às vozes que lembraram e lembram a necessidade de proteger o emprego, de assegurar horários justos, de acabar com os recibos verdes, com a instabilidade e precaridade … responde o Governo com o PEC.
Mas onde estavam estes Senhores quando implantaram em Portugal a política do fecho das empresas, do desmantelamento das nossas fábricas, da proibição de produzir leite, de obrigarem ao abandono dos campos tudo isto e muito mais comprado com dinheiros que vieram de fora, em nome de vários slogans ardilosamente arquitectados?
Está quase a esgotar-se a oportunidade de emendar a mão e do Governo ouvir os que sabem e consolidar estratégias de estabilidade para os que ainda têm emprego e abrir as portas e apoiar os muitos apelos e sugestões à revitalização da nossa indústria, da agricultura, e das pescas e de combate ao desemprego.
Maria Clotilde Moreira / Algés
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Público
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Por quem as lágrimas caiem?
Caiem por todos aqueles que suportam horários desumanizados.
Por todos que pedem trabalho, emprego e não subsídios.
Por todos os bebés que não nascem porque os possíveis pais não têm estabilidade económica.
Por todos os avós que não têm futuro para dar aos seus netos.
Por todos os professores a quem lhes foi retirada a autoridade e impostas burocracias e horários alongados.
Por todos os chefes que não têm as suas equipas completas.
Pela falta de médicos, enfermeiros e pessoal especializado na assistência na doença.
Pela desautorização das forças de segurança
Pela desertificação incentivada do interior
Pelo fecho de serviços e escolas numa perspectiva economicista
Pelo escândalo dos gastos de gestores
Pelas mordomias concedidas a alguns cidadãos
Pela incompreensível actuação da Justiça
Pelos que falam… falam e não fazem nada
Pelas manhãs sombrias que todos os dias estão a nascer…
e, copiando o poeta,
não perguntes por quem as lágrimas caiem:
elas caiem por ti e por mim que pouco podemos fazer.
Mas não desistas!
Caiem por todos aqueles que suportam horários desumanizados.
Por todos que pedem trabalho, emprego e não subsídios.
Por todos os bebés que não nascem porque os possíveis pais não têm estabilidade económica.
Por todos os avós que não têm futuro para dar aos seus netos.
Por todos os professores a quem lhes foi retirada a autoridade e impostas burocracias e horários alongados.
Por todos os chefes que não têm as suas equipas completas.
Pela falta de médicos, enfermeiros e pessoal especializado na assistência na doença.
Pela desautorização das forças de segurança
Pela desertificação incentivada do interior
Pelo fecho de serviços e escolas numa perspectiva economicista
Pelo escândalo dos gastos de gestores
Pelas mordomias concedidas a alguns cidadãos
Pela incompreensível actuação da Justiça
Pelos que falam… falam e não fazem nada
Pelas manhãs sombrias que todos os dias estão a nascer…
e, copiando o poeta,
não perguntes por quem as lágrimas caiem:
elas caiem por ti e por mim que pouco podemos fazer.
Mas não desistas!
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Responsabilidade de quem?
Estas larguezas serão em caso de acidente uma ajuda para que o socorro possa chegar e complementar as operações necessárias de intervenção.
Penso que estas vias especiais são conhecidas dos Bombeiros e Protecção Civil, das Juntas de Freguesia e entidades policiais, e certamente dos Serviços do Município de Oeiras.
Porém, todos vimos viaturas estacionadas nessas vias durante dias e noites. Há constantemente viaturas mal posicionadas em curvas e até mesmo em cima de sinalização proibindo o estacionamento.
De quem é, de quem será a responsabilidade deste “assobiar para o lado”? E em caso de acidente e da impossibilidade de socorro não chegar a tempo, qual o castigo para quem está a deixar as coisas chegarem a este estado?
Artigo publicado no Jornal de Oeiras desta data
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Algés – Escola Secundária de Miraflores
Esta Escola fica entre a Av. General Norton de Matos e a Av. dos Bombeiros, paredes meias com o Pavilhão Desportivo. A sua envolvente tem tido sempre um aspecto abandonado cheio de mato bastante seco que nestes últimos dias foi finalmente cortado e em parte removido. Talvez esta “limpeza” tenha sido ajudada pelo nosso envio de fotos para a CMO a documentar o perigo.
A Escola já abriu mas o solo continua a ter ainda bastantes folhas secas, restos de ramos e bobines de madeira. Também tarda a poda de algumas árvores que caindo sobre o passeio da Av. dos Bombeiros impedem a mobilidade dos peões. Para quando uma envolvente cuidada a rodear esta Escola?
A Escola já abriu mas o solo continua a ter ainda bastantes folhas secas, restos de ramos e bobines de madeira. Também tarda a poda de algumas árvores que caindo sobre o passeio da Av. dos Bombeiros impedem a mobilidade dos peões. Para quando uma envolvente cuidada a rodear esta Escola?
Artigo publicado no Correio dos Leitores do Jornal de Oeiras de 22.9.2009
sábado, 1 de agosto de 2009
SE EU MANDASSE NO MUNICIPIO DE OEIRAS…
II - Mobilizava todas as entidades e intervinha de forma directa de modo a dotar cada Freguesia
a) de Centro de Saúde devidamente dimensionado e apetrechado para as necessidades de cada zona, intervindo, fomentando (impondo tanto quanto possível) acordos com entidades locais no que se refere a exames e tratamentos complementares.
b) de apoios a idosos tanto no que se refere a “Lares” como Centros de Dia de modo a não os obrigar a sair da sua área de residência.
III - Equacionava em cada Freguesia as ofertas de infantários, creches, escolas e ATLs existentes e intervinha de modo a que as famílias tivessem esta base de apoio tão diversificada quanto as suas reais necessidades – horários, transportes, alimentação, segurança, educação e entretenimento mas dentro de uma politica de proximidade se possível até ao 9º ano.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
SE EU MANDASSE NO MUNICÍPIO DE OEIRAS...
I - Suspendia o início de todas as novas construções imobiliárias – habitação e escritórios – e canalizava todas as energias para o acabamento das construções em curso, incluindo a finalização, a limpeza e embelezamento das zonas envolventes.
Mobilizava todas as valências para se iniciar e continuar de uma forma consequente e consecutiva a reabilitação de todo o património construído, mantendo as características de cada núcleo, dinamizando as obrigações dos proprietários e/ou as necessidades de intervir directamente.
Dinamizava a ocupação das habitações dos núcleos antigos, de forma a manter vivo o comércio tradicional e a própria vida e história dos nossos aglomerados, como suporte do alargamento da vida do Município.
Fazia um levantamento sério do número de casas e escritórios vazios - por freguesia - fomentava, acompanhava e divulgava a sua ocupação, base essencial para se redimensionar no futuro as verdadeiras necessidades de novas construções.
terça-feira, 28 de julho de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Av. Bombeiros Voluntários, Algés
Jornal de Oeiras, 3 de Fevereiro / 2009
Correio do Leitor
Maria Clotilde Moreira / Algés
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Tertúlia Virtual - FOGO
No princípio era o caos
que o fogo consumia
em labaredas e trovões
que um dia adormeceram.
Depois a Terra encheu-se de flores
e as aves voavam docemente.
Os Homens iam começando a viver
com manhãs de sol e
… noites muito escuras.
Um dia das mãos dos Homens
soltou-se novamente o FOGO
“…e os meninos à volta da fogueira…”
“… sentados ao colo dos Pais…
… aprenderam a ser Homens”
(Utilizadas frases de canções de Paulo de Carvalho e Carlos do Carmo)
que o fogo consumia
em labaredas e trovões
que um dia adormeceram.
Depois a Terra encheu-se de flores
e as aves voavam docemente.
Os Homens iam começando a viver
com manhãs de sol e
… noites muito escuras.
Um dia das mãos dos Homens
soltou-se novamente o FOGO
“…e os meninos à volta da fogueira…”
“… sentados ao colo dos Pais…
… aprenderam a ser Homens”
(Utilizadas frases de canções de Paulo de Carvalho e Carlos do Carmo)
A Tertúlia Virtual é um projecto conjunto de Jorge Pinheiro (Oeiras, Portugal) e Eduardo Lunardelli (Santa Catarina, Brasil) que acontece no dia 15 de cada mês segundo um tema previamente escolhido.
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O FOGO,
Tertúlia virtual
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
votos de boas festas
Todos os anos há Natal
Apesar da guerra
Apesar da fome
Apesar dos homens sem pátria
E dos povos sem nação
Apesar das lágrimas
Das dores das mães
Das crianças famintas,
Das crianças soldados
Apesar da ganância
Das leis injustas
Das angústias dos sem trabalho
Dos desalojados
Apesar de tanta injustiça
A terra move-se
As tardes caiem
As noites acontecem
E há sempre uma manhã
que nasce Natal!
Paz aos homens de boa vontade
De: Maria Clotilde Moreira
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
sábado, 25 de outubro de 2008
domingo, 1 de junho de 2008
No Dia da Criança
Notícias do Jornal
Cinco milhões de crianças
Morrem de fome, todos os anos.
E morrem outras tantas
De armas nas mãos
Obrigadas
Exploradas
Cansadas
Abandonas!
Assim vão morrendo
as crianças do nosso Mundo,
porque elas só têm lágrimas
para nos incomodar.
Escândalo!, diz o jornal
Coitadinhas, dizem outros...
Resolver é difícil:
Há que vencer barreiras
E os que podem
Têm mais que fazer...
O que vale uma criança?
Não é ouro nem petróleo
Apenas um corpinho que chora...
Clotilde Moreira / Algés
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no dia da criança,
POESIA
terça-feira, 6 de maio de 2008
Freguesia de Algés

COISAS DE ALGÉS – V
1 – O nosso novo estacionamento na Av. dos Bombeiros de Algés, custa Euro l,5 diurno e Euro O,5 à noite. Depois da inauguração a 25 de Abril, ficou vazio e assim continua. Oitenta e oito lugares. A envolvente está bonita e tem tido acompanhamento cuidado. Mas está vazio.
2 – A esplanada do antigo café Ribamar, no fim do Jardim de Algés a caminho da Cruz-Quebrada continua por abrir. É pena pois havia gentes da outra freguesia que nos vinham fazer companhia. Estarão em negociações?
3 – As duas árvores que foram cortadas no Jardim do Parque Anjos junto à esplanada ainda não foram substituídas. (Lembram-se quando caiu um ramo de eucalipto e matou gente vieram logo ao Parque Anjos cortar dois eucaliptos: uns disseram que eles estavam em boas condições mas parece que os serviços da C M O verificaram que não).
Foi reposta uma árvore em falta junto ao estacionamento da Rua do Pingo Doce.
4 – Arranjaram os buracos na Av. dos Bombeiros Voluntários e, apesar de já informados, a massa de alcatrão colocada em cima dos buracos não foi nivelada e andamos aos solavancos até parece um safari.
5 – As obras na Rua Damião de Góis continuam. Proximamente informarei com algum detalhe o que estou vendo e sabendo.
6 – Acabou o "Algés Lés a Lés" que andava sempre às voltas e sempre cheio; levava as crianças e as avós às escolas e os algesinos ao Centro de Saúde. Ligava o Alto de Algés cá abaixo. Era gratuito (com o que eu não concordava completamente). Agora inauguraram o Combus é de hora a hora anda por três freguesias, é da Vimeca. Este é pago (com o que eu não concordo completamente). Mas anda vazio aqui em Algés.
Clotilde Moreira / Algés
terça-feira, 22 de abril de 2008
COISAS DE ALGÉS – III
1 – Vem hoje no Jornal de Oeiras uma informação sobre Aula Aberta no Centro Cultural de Algés que aconteceu a 17 e não a 10 como lá diz. Estava marcada para as 19h00 mas, por atraso do Presidente da C M O, só começou muito perto das 20h00. A Junta da Freguesia promoveu este programa para dar a conhecer algumas das actividades artísticas que envolvem muitos dos nossos jovens. Saí antes de acabar pois estava a fazer-se muito tarde, mas pessoas que lá ficaram até ao fim disseram-me que terminou com alguns discursos e pedido de desculpa do atraso pelo Presidente da Câmara.
É uma praga isto dos atrasos: nada começa a horas e até parece que alguns fazem gala nesta postura. Chegar sempre atrasado às reuniões, aos encontros etc. (escudando-se numa “lei” da meia-hora?) era dantes falta de educação. Hoje parece que não.
Desculpam-se com muito que fazer: não será má programação?
2 – Continuo muito espantada pela falta de acompanhamento das obras da Rua Damião de Góis: continuam a estacionar, as obras a decorrer e os engarrafamentos e falta de mobilidade. Não seria de, numa de bom senso, ser destacado um trabalhador devidamente identificado, que fosse regulando e proibindo o estacionamento?
3 – Eu não disse que ia haver festança? Pois no dia 25 de Abril às 12h30 vai ser inaugurado o parque de estacionamento aqui ao pé de mim, junto à ribeira / Largo Comandante Augusto Madureira. Gostava de perceber porque tem de ser
I N A U G U R A DO e não ser simplesmente aberto à utilização.
Clotilde Moreira / Algés
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COISAS DE ALGÉS – III
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Habitação Social no Município de Oeiras
Diz a comunicação social local que o presidente da Câmara de Oeiras declarou que havendo ainda um crédito para construir mais 900 casas, no âmbito do Programa Especial de Realojamento – PER – o vai fazer.
Estas explosões de dinamismo criam um sentimento de angústia e até de rejeição face aos problemas há muito instalados e não resolvidos naquilo que já foi feito.
Na verdade, muitos dos bairros sociais estão a transformar-se em “guetos” exponenciando-se as atitudes e problemas resultantes da falta de empregos, de abandono escolar precoce, do atafulhamento dos espaços e a falta deles como componentes essenciais da sociabilidade de vizinhanças, a falta de transportes, de equipamentos infantis e escolares e tempos livres, e até estruturação do “bairro” nalguns casos com ruas sem saída. Muitas das queixas também se prendem com a má qualidade das construções: armários que se deterioraram rapidamente, humidades e infiltrações; a falta de responsabilização dos seus utilizadores pela manutenção e da própria autarquia que não fiscaliza.
Também não se pode perder de vista as famílias que, entretanto cresceram em número e idade e entendem, por um lado, que a autarquia lhes deve uma casa maior, por outro, as crianças, entretanto adultas, exigem um casa para si. Como diz o ditado: “...deram-lhes o peixe, mas não as ensinaram a pescar”.
Havendo um tal de Conselho de Senadores para ajudarem a projectar Oeiras no futuro, não seria de reflectirem nos males da política de habitação social seguida até aqui, e encontrarem e implementarem uma política inovadora e humanizada – no ideal que possibilite que cada um tenha acesso a uma habitação e diminua, drasticamente, o número de casas vazias que existem neste Município de Oeiras.
Irão dizer: é pura demagogia, é pura utopia. Talvez: mas porque não reflectir? Porque não ouvir com atenção os autarcas locais?
*****
Em 9 de Maio de 2006 o Jornal Público – Tribuna do Leitor, publicou o meu texto acima. Falando agora com pessoas mais conhecedoras e actualizadas lamento concluir que o texto pode ser considerado de hoje. Oeiras é também o Alto dos Barronhos em Carnaxide, onde continua a faltar transportes aos sábados de tarde e domingos, a segurança em sentido amplo é uma miragem, o ruído da auto-estrada é um tormento, há falhas nas estruturas sociais de apoio...
E como “Município modelo” que dizem ser, Oeiras tem de saber dos seus males para ajudarmos a melhorar e sermos, realmente, o tal MODELO.
Estas explosões de dinamismo criam um sentimento de angústia e até de rejeição face aos problemas há muito instalados e não resolvidos naquilo que já foi feito.
Na verdade, muitos dos bairros sociais estão a transformar-se em “guetos” exponenciando-se as atitudes e problemas resultantes da falta de empregos, de abandono escolar precoce, do atafulhamento dos espaços e a falta deles como componentes essenciais da sociabilidade de vizinhanças, a falta de transportes, de equipamentos infantis e escolares e tempos livres, e até estruturação do “bairro” nalguns casos com ruas sem saída. Muitas das queixas também se prendem com a má qualidade das construções: armários que se deterioraram rapidamente, humidades e infiltrações; a falta de responsabilização dos seus utilizadores pela manutenção e da própria autarquia que não fiscaliza.
Também não se pode perder de vista as famílias que, entretanto cresceram em número e idade e entendem, por um lado, que a autarquia lhes deve uma casa maior, por outro, as crianças, entretanto adultas, exigem um casa para si. Como diz o ditado: “...deram-lhes o peixe, mas não as ensinaram a pescar”.
Havendo um tal de Conselho de Senadores para ajudarem a projectar Oeiras no futuro, não seria de reflectirem nos males da política de habitação social seguida até aqui, e encontrarem e implementarem uma política inovadora e humanizada – no ideal que possibilite que cada um tenha acesso a uma habitação e diminua, drasticamente, o número de casas vazias que existem neste Município de Oeiras.
Irão dizer: é pura demagogia, é pura utopia. Talvez: mas porque não reflectir? Porque não ouvir com atenção os autarcas locais?
*****
Em 9 de Maio de 2006 o Jornal Público – Tribuna do Leitor, publicou o meu texto acima. Falando agora com pessoas mais conhecedoras e actualizadas lamento concluir que o texto pode ser considerado de hoje. Oeiras é também o Alto dos Barronhos em Carnaxide, onde continua a faltar transportes aos sábados de tarde e domingos, a segurança em sentido amplo é uma miragem, o ruído da auto-estrada é um tormento, há falhas nas estruturas sociais de apoio...
E como “Município modelo” que dizem ser, Oeiras tem de saber dos seus males para ajudarmos a melhorar e sermos, realmente, o tal MODELO.
Clotilde Moreira / Algés
COISAS DE ALGÉS – II
Pois no passado Domingo houve festa no UDRA: comemoravam 50 anos de existência e umas novas instalações. Meteu os Bombeiros a tocar, coisa que eu gosto muito e vi e ouvi da minha janela. Palavra: adoro bandas, nem que sejam só as cornetas e os tambores. Se mandasse ou tivesse algum dinheiro havia de todos os domingos pôr uma banda a tocar no Jardim.Mas uma coisa que me está a preocupar são as obras na Rua Damião de Góis: vão rebaixar os algerozes, fazer umas caixas de águas maiores, melhorar a iluminação. Os carros eléctricos (ao contrário de uns blás blás de há muitos anos) ficam onde estão e não serão colocados de um só lado como na Av. 24 de Julho, os passeios vão ser de placas de GRANITO, mais os lancis, a via vai levar novo pavimento e como não vai haver estacionamento o trânsito vai fluir. A Junta de Freguesia fez distribuição de uma informação sobre o assunto e parece que tudo estará pronto antes do próximo Natal.
A Damião de Góis sempre teve estacionamento dos dois lados. Agora onde irão estacionar? Parece que vão fazer um parque subterrâneo onde é a bomba de gasolina, no Jardim de Algés. Então primeiro a armar a confusão e depois…depois… faz-se o parqueamento. A mim parece-me que o organigrama das obras está de pernas para o ar. E ainda outra coisa: será boa ideia um parque subterrâneo numa zona arenosa que já está a ser impermeabilizada com as garagens do condomínio do Forte da Conceição? E as cheias? Bem sei que não são todos os dias.
Voltarei. Está vento neste fim de tarde.
Clotilde Moreira / Algés
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