sexta-feira, 4 de abril de 2008

Os Lucros da EPAL

EMPRESAS
Publicado 3 Abril 2008

Melhor EBITDA da década

EPAL com lucros de 24,4 milhões de euros em 2007

A EPAL fechou o ano de 2007 com resultados líquidos de 24,4 milhões de euros, mais 49,4% do que em 2006, apurou o Jornal de Negócios. No mesmo exercício, a participada das Águas de Portugal registou um EBITDA (“cash-flow” operacional) de 71,1 milhões de euros, o mais alto da última década.
Tânia Ferreira

A EPAL fechou o ano de 2007 com resultados líquidos de 24,4 milhões de euros, mais 49,4% do que em 2006, apurou o Jornal de Negócios. No mesmo exercício, a participada das Águas de Portugal registou um EBITDA ("cash-flow" operacional) de 71,1 milhões de euros, o mais alto da última década.

"Política de contenção de custos e racionalização de investimentos foram factores determinantes na obtenção dos bons resultados", afirma o presidente da EPAL, João Fidalgo, considerando que "o desempenho económico e financeiro da EPAL em 2007 foi bastante positivo".

Os custos operacionais em 2007 foram 4,6% mais baixos do que no ano anterior, diz a empresa no relatório e contas de 2007.

Os proveitos totais aumentaram 3,9% para 148,2 milhões de euros, o que aliado a uma redução de 2,5% dos custos totais de 2,5% dos custos totais para 116,4 milhões de euros, permitiu à EPAL atingir resultados líquidos de 24,4 milhões de euros, mais 49,4% do que no exercício anterior.

O volume de negócios atingiu os 140 milhões de euros, mais 1,9% do que em 2006.

Os resultados operacionais foram de 35 milhões de euros, mais 8,3 milhões do que no ano anterior.

Já os resultados financeiros diminuíram 31% para 8,5 milhões de euros negativos, "em grande parte devido ao aumento dos custos de financiamento", esclarece a empresa. Os encargos financeiros com a dívida bancária de médio e longo prazo contratada com o BEI – Banco Europeu de Investimento foram de 8,4 milhões de euros, mais 32,3% do que no ano anterior.

Os resultados extraordinários aumentaram 76,8% para 5,2 milhões de euros, devido ao aumento de 2,3 milhões de euros dos proveitos resultantes da anulação de provisões e do reconhecimento de subsídios a investimentos em anos anteriores.

As vendas de água, incluindo a quota de serviço, aumentaram 2,2% relativamente ao período homólogo. Em volume, a água vendida em 2007 situou-se nos 210 milhões de metros cúbicos (m3).

O gestor realça o facto de em 2007 se ter registado o mais baixo volume de perdas de água, ou seja, 13,7% da água captada, a que na rede de Lisboa corresponde 17,2%, passando de 30,4 milhões de m3 em 2004 para 19,4 milhões de m3 em 2007.

As prestações de serviços tiveram uma quebra de 11,7% face a 2006, "o que se deveu sobretudo à diminuição das actividades de reparação domiciliária e de ramais, de processos de abastecimento, de novos contratos de abastecimento e de instalação de contadores", explica.

Em 2007 foi concluída a expansão da capacidade de produção da ETA – Estação de Tratamento de Águas de 500 mil m3 para 625 mil m3 e concretizado o reforço de abastecimento de água ao Município de Mafra.

No total foram realizados investimentos na ordem dos 32,5 milhões de euros no ano passado.



Acordo Ortográfico: Vasco Graça Moura afirma que "é um acto cívico batermo-nos contra"
03 de Abril de 2008, 19:46

Lisboa, 03 Abr (Lusa) - O escritor Vasco Graça Moura disse hoje que "é um acto cívico batermo-nos contra o Acordo Ortográfico", que qualificou de "inconstitucional".

O escritor e eurodeputado, que falava na Livraria Byblos em Lisboa a convite da Associação Portuguesa de Editores (APEL) e Livreiros e da União de Editores Portugueses (UEP), disse que "o acordo não leva a unidade nenhuma" e antes de qualquer ratificação havia que chegar a um vocabulário técnico-científico comum.

Graça Moura disse que ratificar este Acordo era inconstitucional pois "não se pode aplicar na ordem interna um instrumento que não está aceite internacionalmente" e nem assegura "a defesa da língua como património, como prevê a Constituição nos artigos 9º e 68º".

Vasco Graça Moura considerou o Governo "irresponsável", acusando-o de agir apressadamente" e de ter mentido ao afirmar que consultou a Associação Portuguesa de Escritores e Livreiros (que não existe), e mesmo querendo referir-se á APEL - disse - não o fez.

"O Governo não consultou nem a APEL nem a UEP, por isso está a mentir", acrescentou.

Por outro lado, o autor de "Sonetos familiares" afirmou que "se quer impor o Acordo de qualquer maneira, pela lei do mais forte", tendo afirmado que "somos condóminos da língua" e "não podemos ver-nos como 10 milhões contra 200 milhões, nós somos pelo menos 40 milhões, e diferenças são inevitáveis".

Graça Moura, que ao longo da palestra citou vários linguistas e historiadores da Cultura, afirmou que "para este Acordo não foi tida em conta as pronúncias africanas".

Segundo enfatizou, no caso do Acordo há duas Academias, a brasileira e a portuguesa, a dialogar entre si, enquanto do lado africano são representantes dos respectivos Governos, "para não falar do simbolismo de Goa e Macau".

No caso dos países africanos, disse, "a língua portuguesa é um caso de identidade nacional, num território onde proliferam outras línguas, para não referir da fragilidade da alfabetização do português nesses países".

Por outro lado, acrescentou, o Governo nem consultou pareceres anteriores, nomeadamente os das direcções dos ensinos básico e secundário que em 1986 "manifestaram-se contra o Acordo".
O escritor lembrou ainda que nessa altura "houve uma forte contestação de toda a sociedade ao Acordo que é o mesmo que agora querem ratificar".

Graça Moura criticou ainda "o silêncio, no matéria tão crucial como esta, a que se remeteu a actual ministra da Educação", Maria de Lurdes Rodrigues.

Entre a audiência estava a ex-ministra da Cultura Isabel Pires de Lima, que lembrou "que o Governo herdou uma situação, nomeadamente o facto de o executivo anterior ter assinado, em 2004, o Segundo Protocolo Modificativo que previa a entrada em vigor do Acordo caso três países, o ratificassem o que veio a acontecer em 2007.

"O actual Governo ficou com uma criança nos braços que se começa a mexer quando em 2007 Cabo Verde ratifica o acordo", disse a actual deputada do PS. (Brasil e São Tomé e Principe foram os outros países que já ratificaram o acordo).

Pires Lima afirmou que não acredita em pressões económicas, nomeadamente portuguesas, para a ratificação do Acordo e lembrou que a sua adopção "também não foi assim tão pacífica no Brasil".

A ex-ministra, reputada especialista na obra literária de Eça de Queiroz, disse que não tem "nem muito nem pouco entusiasmo pelo Acordo", mas também não participa "nas cruzadas pró ou contra".

Isabel Pires de Lima que afirmou fazer uma "leitura idêntica" à de Graça Moura e concordou com o conferencista quanto "ao perigo que representa se um país ou dois, ou três, colocarem em prática o acordo".

"Há o perigo de criar uma fractura caso um país ou um pequeno grupo coloque em prática o Acordo", disse Graça Moura.

Zita Seabra, deputada do PSD e editora, falou da sua experiência, nomeadamente a compra em conjunto por editores portugueses e brasileiros dos direitos de obra.

"Combinámos que nós fazíamos a tradução e eles a revisão e numa outra obra trocávamos, mas tivemos de desistir pois ficava mais caro e era mais complicado rever a partir da tradução do que directamente da língua original", disse a responsável pela Alêtheia.

Os editores que intervieram no debate foram todos contra a ratificação do Acordo.

NL.
Lusa/Fim

PORTUGAL - O Turismo no Séc XX

IV Congresso Internacional de Turismo.
Menu ilustrado por Gilberto Ventura Renda, Lisboa 1911

in PORTUGAL - O Turismo no Século XX, Paulo Pina

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Portugal está a falir

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in Metro, quarta-feira 2 de Abril de 2008, "Cartas do Leitor", pág. 12
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PALÁCIO DOS ARCOS


PONTOS DE VISTA



CONTROVERSA UTILIZAÇÃO - II


"Após anos de maturação, foi anunciada a recente deliberação da Câmara de Oeiras que visa dar um uso ao palácio dos Arcos, em Paço de Arcos. Nos termos da decisão, será aberto concurso público para a concessão do direito de ocupação e exploração do antigo imóvel e do seu jardim/parque com vista à instalação de um hotel de charme, pelo prazo de 50 anos. Esta unidade comportará 60 a 70 quartos e contará ainda com um edifício a construir de raiz no extremo do parque, junto à linha do caminho-de-ferro. Ao concessionário competirá efectuar a sua construção, bem como garantir a preservação do palácio, cuja traça terá de ser mantida.
A questão assim colocada, sinteticamente, tem de ser analisada segundo duas perspectivas distintas: jurídica e patrimonial.
Quanto ao primeiro domínio, dever-se-á ponderar as condições em que o Município de Oeiras entrou na posse do palácio dos Arcos e as obrigações a que ficou sujeito.
Por decisão testamentária, a propriedade e o seu recheio entraram na posse da câmara, após a morte do seu proprietário, o conde de Arrochela e de Castelo de Paiva, José Martinho de Arrochela Pinto de Lencastre Ferrão, ocorrida a 16 de Março de 1997. A posse plena estava, contudo, condicionada ao direito de usufruto, reservado à irmã e duas sobrinhas do testador. Quando se verificasse a caducidade desta condição, a autarquia ficaria comprometida a converter o espaço na “Casa-Museu Conde de Arrochela”, como forma de preservar a memória do testador e de garantir a permanência desta ímpar referência patrimonial. O usufruto temporário da propriedade e a obrigação de fazer instalar a casa-museu são condições independentes, distintas.
Entretanto, a fim de entrar imediatamente na posse plena do imóvel, a câmara, em 1999, adquiriu os respectivos direitos às três usufrutuárias. Caber-lhe-ia, desde então, por inteiro, proceder à recuperação do imóvel e do jardim e de instalar a casa-museu. O jardim passou por importante processo de limpeza e arranjo e procedeu-se à recuperação do antigo sistema de captação e conduta da água de rega. Mas, quanto ao edifício, só ligeiras e pontuais intervenções. Há quase uma década fechado, sem qualquer utilização, foi-se degradando…
Não nos parece válida a afirmação, que já lemos, que a aquisição do direito de usufruto tenha acarretado a desobriga da instalação da casa-museu. Esta será a obrigação da autarquia, por força do testamento. Se o conteúdo o justifica ou se é compatível com o previsto hotel de charme são questões que abordaremos a seguir.

Jorge Miranda
(jorge.o.miranda@gmail.com)"
Com os nossos agradecimentos ao Jornal da Costa do Sol

ESTACIONAMENTO EM LINDA-A-VELHA



Edição Nº 122 / 1 a 7 de Abril 08
NÃO SOMOS DONOS DA TERRA

Não somos donos da terra,
nem do ar
nem do mar
A noite é de todos
E o sol aquece brancos e negros.
A chuva cai
Os rios correm
E o vento,
o vento sopra,
sopra quando quer.
Nem a tempestade é nossa
Nem a calmaria.
As estrelas estão sempre lá
E a lua ora vem ora vai
E todos os dias a tarde caí
E a manhã nasce.
Não somos donos da terra...



QUEM CONHECE AS RESPOSTAS?

Quanto vale um átomo de ar puro
E um grão de areia de uma praia limpa?
Por quanto tempo, ainda, o salmão subirá o rio
E as folhas das árvores cairão no Outono?

O que estão a fazer os homens-sábios
madrugadas de primaveras
ou a medir a felicidade em barras de ouro?
O sorriso de uma criança feliz valerá o mesmo que uma bomba?
As respostas não as conheço!
Só sei que tenho as mãos vazias do muito pouco que fiz
por esta TERRA TÃO MAL-AMADA!
Clotilde Moreira

Ciclo Cinema Social e dos Direitos Humanos no Instituto Cervantes

Caros Amigos,


Se possível divulguem pelos vossos contactos o actual ciclo de cinema do ABC cine-clube de Lisboa.

Estas sessões são decisivas para a continuidade da colaboração ABC/Instituto Cervantes.

http://abc-cineclube.blogspot.com/


Um abraço
Alexandra Almeida



[recebido por e-mail]

CASTANHEIRO DA ÍNDIA

Ontem a temperatura atingiu os 25º . Apesar de não ter visto as andorinhas, que chegaram há cerca de um mês, os melros de bico amarelo enchiam os ares em cantorias de acasalamento. Ali para o Vale da Terrugem, mesmo ao lado da Quinta da Flor da Murta (edifício histórico ocupado pela SANEST de que havemos de ter oportunidade de falar em breve) deparei-me com estes cinco belos castanheiros-da-índia (ao que julgo) em momento de explosão floral. É curioso que, ainda não há muito, tinha observado o chão juncado de castanhas, que alguém se apressou a dizer-me não serem comestíveis (!).

quarta-feira, 2 de abril de 2008



PS quer suspender autarcas condenados

2008/04/02 08:03

Proposta do PSD alterada para não colidir com a «presunção de inocência»

O PS quer impedir as candidaturas autárquicas de cidadãos que tenham sido condenados pela justiça. Segundo o Diário de Notícias, os socialistas vão recuperar um projecto do PSD, aprovado em 2005, desde então parado na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais. No entanto, a versão socialista será diferente.

Refira-se que o diploma do PSD veta a candidatura aos órgãos de autarquias locais aos cidadãos «acusados definitivamente» por corrupção ou por «prática de crime doloso no exercício de funções públicas», quando esteja em causa uma pena de prisão de limite máximo superior a três anos. Tratando-se de autarca em exercício de funções, o mesmo diploma prevê a suspensão do mandato.

Igualmente impedidos, ficam os «cidadãos sujeitos ao cumprimento de pena de prisão efectiva» ou sujeitos a prisão preventiva.

O vice-presidente da bancada socialista, Mota Andrade, pediu já o agendamento do diploma social-democrata e admitiu «alguns aspectos de duvidosa constitucionalidade» nesta lei, designadamente o facto de contender com o princípio constitucional da presunção de inocência.

Para o deputado, valerá a pena restringir-se os impedimentos às sentenças transitadas em julgado, isto é, de que não possa recorrer-se.

A discussão sobre o diploma poderá ainda implicar a extensão da inelegibilidade a outros cargos políticos, nomeadamente, os membros das assembleias e dos governos regionais.

O coordenador do PS na Comissão de Assuntos Constitucionais, Ricardo Rodrigues, admite que a ideia avance, mas noutro diploma. Refira-se que uma medida idêntica do Governo não avançou, depois de ter merecido fortes críticas de autarcas socialistas.

Não houve braço-de-ferro nenhum



Acho espantoso que sobre a ocorrência na Carolina Michaelis várias opiniões insistam que a professora não devia ter entrado em "braço-de-ferro" com a aluna por causa do telemóvel. Não houve "braço-de-ferro" nenhum. A Professora recusou-se a capitular. Não deixou que lhe tirassem à força algo que, no exercício das competências em que está investida, tinha achado por bem confiscar. E não cedeu face a pressões selváticas. E não capitulou face a agressões verbais. E manteve-se digna no posto que lhe foi confiado pela sociedade, com elevação e consistência, cumprindo as expectativas depostas na sua missão. A Dr.ª Adozinda Cruz é um modelo de coragem que o país tem que aplaudir. Que a nossa confusa sociedade precisa de aplaudir porque é uma sociedade carente de pessoas como ela. A Professora de francês fez aquilo que tinha que ser feito. Sozinha. Porque trabalha numa escola onde o Conselho Directivo tolera que a placa com nome do estabelecimento, baptizado em honra de uma excepcional pedagoga que foi a primeira mulher portuguesa a conseguir leccionar numa universidade, esteja conspurcada, num muro com inenarráveis graffitis que mandam cá para fora a mensagem que lá dentro tolera-se a bandalheira. Numa escola onde durante minutos se ouviu a algazarra infernal dessa bandalheira, onde ela estava a ser agredida e nenhum colega ou funcionário ou aluno se atreveu a abrir a porta e ver se podia ajudar. Foi dessa cobardia geral e conformismo abúlico que a Dr.ª Adozinda Cruz se demarcou quando não deixou que a desautorizassem. É por isso funesto não lhe reconhecer a coragem e diminuí-la num bizarro processo de culpabilização da vítima. Estar a tentar encontrar fragilidades comportamentais num ambiente de tal hostilidade é injusto. E o facto é que não fora a louvável e pronta actuação do Procurador-geral da República a Dr.ª Adozinda Cruz ficaria sozinha. Abandonada pelo Ministério que a tutela, porque entende que o seu calvário é resolúvel nas meias tintas do experimentalismo burocrático, distante das realidades do terreno e que os problemas de segurança da escola são questões menores que se decidem dentro dos muros cheios de graffitis ameaçadores, em ambientes onde circulam armas e drogas. Abandonada pelas organizações laborais porque não está filiada. Com assinalável candura Mário Nogueira confessou em entrevista que a Fenprof não tinha feito nenhuma intervenção nem a faria porque "a colega não está sindicalizada". Abandonada no arrazoado palavroso do Bastonário da Ordem dos Advogados que, desconhecedor da Lei, achava que tinha que haver queixa para que a Procuradoria iniciasse algum procedimento e que, como tal, a professora deveria ser deixada ao sabor das indecisões da desordem que reina dentro dos muros graffitados. Felizmente o Estado não se limita a estas entidades. O Procurador-geral actuou a tempo e o Presidente da República, ao chamá-lo a Belém, diz ao país e em particular ao governo que o caso não está nem resolvido nem o executivo conseguiu um vislumbre de solução. Talvez fosse importante reforçar esta mensagem de preocupação, solidariedade e cidadania recebendo em Belém a Professora que não se intimida e é capaz de ser firme no meio do caos em que se tornou a educação pública em Portugal. As famílias entenderiam que a tolerância cúmplice e desleixada do Ministério, das escolas, sindicatos e acratas irresponsáveis iria acabar e poderiam começar a mudar o seu próprio comportamento.

Mário Crespo - in JN - ler notícia

PORTUGAL - O Turismo no séc XX

A Jovem República, Postal, ilustrado por Emmerico Nunes, 1910

in PORTUGAL - O Turismo no Século XX, Paulo Pina


terça-feira, 1 de abril de 2008

VIOLÊNCIA NO BALNEÁRIO

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ÚLTIMA HORA NUM PRIMEIRO DE ABRIL - FICÇÃO

Imagem recente do Palácio Marquês de Pombal, onde ainda funciona o INA

(na imagem em cima poderá observar um extracto do documento com asinatura atribuídade a Sebastião José de Carvalho e Mello
Eminentes investigadores acabam de descobrir na Universidade do Congresso Americano, em Washington, um documento, escrito pelo punho do nosso Conde de Oeiras, ordenando a venda do Palácio e do respectivo recheio a um burguês (grupo social que sempre protegeu em detrimento da velha nobreza), que se julga ter sido um proprietário de enriquecimento recente, com origem próxima do Alto Douro (quem sabe com interesses na Região Demarcada e, portanto, com direito a "benefícios") e por ele favorecido. O nosso Marquês terá contactado com este homem perto de Viena de Áustria, quando aí esteve como "enviado" do nosso rei D. João V. Donatário, com propriedades numas Ilhas Atlânticas semi-desérticas, onde se dedicaria ao comércio de escravos africanos que enviaria para o Brasil. Julga saber-se que o promitente comprador iria tranformar aquele Palácio numa Hospedaria de fino trato (da época, já se vê). Mais, pensa-se que o nome deste proprietário, certamente abastado, está encriptado por ser cripto judeu (cristão-novo) ou porque possuía cargos de importância pública. Julga-se que, por essa razão, se pretendeu ocultar a origem e o dispêndio de uma quantia em moedas de ouro (dinheiro vivo) certamente avultada para a época. O estranho é que o documento está datado de 1755 e apresenta-se de difícil leitura. Consultados outros especialistas , estes afirmam que pelo arrazoado da letra, das duas uma, ou o senhor marquês estava com tremeliques (doença vulgar para a época) ou naquele momento estava a ocorrer um sismo. E não é que o ano é o do nefasto acontecimento.

PARECE MENTIRA... MAS É PARA TODOS OS GOSTOS

Aquilo que nos move ao abordarmos neste blog a temática política (mas o que não será político?) não é uma posição necesariamente partidária. Antes cada um dos colaboradores é livre e responsável pelo que aqui "posta" (caramba...não somos assexuados). Porque me pareceu um bom exemplo do que acabo de dizer, eis aqui uma selecção de "post" sugerida pelo jornal Público (Blogues em Papel de 01.04.2008) a propósito de uma intervenção da segunda personagem na hierarquia do Estado, na Madeira, cuja temática já foi aqui abordada.



Ao que parece, o exército autárquico socialista, reunido no Funchal no congresso da ANAFRE (Associação Nacional de Freguesias), ficou chocado com as declarações de Jaime Gama, enaltecendo as virtudes democráticas de Alberto João Jardim. De facto, Jaime Gama foi ridículo, se nos lembrarmos, que ainda há bem pouco tempo, apelidou o presidente da Região Autónoma da Madeira de Bokassa, o que não é, convém sublinhá-lo, epíteto de muito bom uso nos meios políticos e diplomáticos.No entanto, a atitude demonstrada pelo Presidente da Assembleia da República não é nada de extraordinária. Na verdade, os políticos, em Portugal, já nos habituaram a mudanças de opinião, as quais são, muitas vezes, autênticas acrobacias de retórica. Assim, 0 que Jaime Gama fez não foi mais do que outros já fizeram e/ou continuam a fazer. Numa palavra: descredibilização. Acrescente-se: política.


O presidente do parlamento, que é um homem de grande prestígio, e um respeitável membro do PS acabou de dizer um grande disparate.Jaime Gama considerou a Madeira um exemplo de democracia e autonomia!Das duas uma:Ou foi subornado pelo João Jardim ou bebeu de mais!Senhor Jaime Gama nunca lhe ensinaram que não se pode beber em serviço? Ai, ai!Estas declarações foram repudiadas pelo PS/Madeira que considerou que diz que Jaime Gama "ofendeu todos os cidadãos deste país, particularmente aqueles que, na Região Autónoma da Madeira, têm sido severamente prejudicados, no seu corpo e na sua alma, pelo exercício autocrático do poder regional vigente, já lá vão trinta anos".


Terramoto de Jaime Gama

O presidente da Assembleia da República foi à Madeira provocar um ataque de nervos aos socialistas madeirenses. Não é que o "peixe de águas profundas", como disse Mário Soares acerca de Jaime Gama ousou dizer alto e em bom som, que a Madeira é uma terra "democrática" e um exemplo de desenvolvimento. Com Jardim a assistir, atónito. Gama, que citando Soares mais uma vez, "não guarda muita consideração pelos amigos", rasgou os manuais do políticamente correcto e desarmou os socialistas madeirenses e alguns continentais. É que ainda não entenderam que não é atacando a Madeira, o seu povo e o seu líder que vão chegar ao poder. Há três décadas que andam nisso e ainda não aprenderam. Quem diria que fosse Gama a colocar Alberto João sem reacção? É que a questão do défice democrático, explorada por Gama em 1993 no Parlamento não surtiu muito efeito, a não ser ter dado maior visibilidade mediática a Jardim.


A HOMENAGEM MERECIDA

Jaime Gama, Presidente da Assembleia da República, elogiou a obra ímpar de Alberto João Jardim na Madeira, “expressão de um vasto e notável progresso no país”. “Esta obra”, disse Gama, “historicamente tem um rosto e um nome, e esse nome é o do Presidente do Governo Regional da Madeira”.A homenagem de Gama a Jardim é a todos os títulos justificada.De facto, o progresso alcançado na Madeira desde o 25 de Abril não tem paralelo em nenhuma outra região do país. Não apenas pelo nível que se atingiu, mas principalmente pelo baixíssimo nível de que se partiu. Esse progresso tem sido deturpado, desvalorizado e imputado a transferências massivas de verbas do continente, mas a verdade é que as verbas de que Jardim dispõe não têm fonte diferente das que têm sido utilizadas pelos governos do continente. Os resultados de um e de outro lado é que são diferentes. Os de Jardim são melhores!

MARCAS DO TEMPO - Crónica de Alexandre Gonçalves


Jornal de Oeiras, 1 de Abril / 2008

CMO aumenta preço da água acima do aumento da EPAL

Jornal de Oeiras, 1 de Abril / 2008

Elucidário de Alguma Oeiras - Por Jaime Casimiro


[clique na imagem para aumentar]

Agradecemos ao Jornal de Oeiras, 1 de Abril / 2008 e ao Autor


Coisas de ALGÉS

Vai haver festança. Estou a pensar que não vou ter tempo para fazer um vestido novo e lá vou à inauguração de trajo já visto. Se calhar ficarei tão deprimida que terei de consultar um psicólogo.

Vem isto a propósito dos preparativos para ser aberto à população o parque de estacionamento da Ribeira, aqui em Algés, entrada pelo Largo Comandante Augusto Madureira. Hoje estiveram cerca de 21 colaboradores da C M O nos arranjos do ajardinamento envolvente.

O parqueamento é preciso e, palavra, a envolvente está a ficar bonita. Até tem um bordeamento de madeira com canteiros. Os passeios estão rebaixados na entrada do parque para cadeirinhas. Estão a recolocar a rede na parte onde a ribeira descai. E isto porque, apesar de muitos avisos, há crianças que vão para aquele sítio brincar, e tanto pedi que a C M O lá compreendeu que é melhor prevenir do que…

No entanto, continuo a achar – alguém dirá: lá está esta chata outra vez a bater no ceguinho – que este espaço devia ter sido direccionado para localizar o Centro de Saúde pois o bocadinho a ele destinado é “apertadinho” e não tem a possibilidade de parqueamento. Pronto! Sobre isso escrevi, falei, mas – paciência – perdi.

Também pedi à C M O em reunião de Assembleia Municipal para ter em atenção que o acesso ao parque é por uma rua de dois sentidos, que começa na Av. dos Bombeiros, completei com um “desenho” sobre os cruzamentos de entradas e saídas e movimento da tal rua, mas não mexeram no traçado da curva/passeio de entrada… eles é que sabem … mas pessoas que aqui moram dizem que devia ser mais alargada.

Quando estiver inspirada voltarei a dar notícias. Mas o que eu acho é que vai haver festança: se calhar até uns foguetezinhos. Aproveita-se os 50 anos do UDRA – uma instituição que movimenta bastantes miúdos, além de colaborar na assistência a alguns mais desfavorecidos – e vão ali abaixo cortar uma fitinha.

Clotilde Moreira / Algés

PORTUGAL - O Turismo no Século XX

Primeiro cartaz genuinamente turístico português
SOCIEDADE PROPAGANDA DE PORTUGAL, 1907

"Gazeta dos Caminhos de Ferro" - Ilustração de STUART CARVALHAIS, 1942

IV Congresso Internacional de Turismo.

Postal ilustrado por Raúl Lino (1879-1974), proeminente e devotado elemento da Sociedade Propaganda de Portugal, Lisboa, 1911

in PORTUGAL - O Turismo no Século XX, Paulo Pina