
Um ponto de encontro. Um espaço de cultura. Um local onde falamos do concelho de Oeiras, de Portugal e do Mundo.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Exposição Colectiva de Pintura

segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Forte-Farol do Bugio - III
(pelo acesso à Bateria Baixa)
(aproveitamento das embarcações para regresso do segundo grupo)
domingo, 2 de setembro de 2007
sábado, 1 de setembro de 2007
Lisboa+Viva

Já Edward Bernstein, um dos percursores da Social Democracia, dizia que "um regime de democracia é um regime feito de compromissos".
A decisão, política, de instalar radares em Lisboa, partiu de uma vontade universal, de homens e mulheres de boa vontade, em reduzir a sinistralidade rodoviária na cidade, num compromisso entre a liberdade individual e a responsabilidade para com os outros, onde as regras têm de ser cumpridas. Fundamental para quem quer viver em sociedade.
Quando falamos de sinistralidade rodoviária, falamos de acidentes por descuido, incidentes por conduta delinquente, destruição de propriedade, engarrafamentos, feridos ligeiros, feridos graves e mortos. É este o cenário actual e que é necessário mudar, dentro e fora das localidades portuguesas.
Os radares têm sido contestados dentro da sociedade civil por quem acha que são mais um instrumento para "encher os cofres do município" mas até agora estes mesmos movimentos de cidadãos não foram capazes de avançar com alternativas concretas que diminuíssem a sinistralidade rodoviária como os radares o fazem, solução universalmente aceite em países por toda a Europa, com uma sinistralidade muito reduzida, com regras que são efectivamente cumpridas. Não, não há direito a perdão quando há comportamentos que põem em risco a vida das pessoas. Por aqui, ainda acham que sim, tal a falta de cultura de segurança que existe entre nós.
Estes movimentos, com uma adesão que só se pode caracterizar como sendo essencialmente populista, apelam à melhoria das infra-estruturas de circulação rodoviária, que levaria os cidadãos, auto-mobilizados, a se deslocarem invariavelmente mais depressa, e não com mais segurança, um facto a que se explica, psicologicamente, como o "mecanismo de compensação" - se as condições actuais já permitem circular a esta velocidade, ao melhorar o pavimento ou a largura da via, então o condutor inconscientemente aumenta a sua velocidade de circulação. Maior velocidade leva a maior sinistralidade derivado dos erros do condutor com consequências claramente mais graves.
Por incrível que pareça, a introdução de ABS e Airbags levou a um aumento da velocidade média em que os acidentes rodoviários ocorriam porque os condutores assumiam que se sentiam mais seguros, ao volante de um carro equipado com este tipo de equipamentos, e assim poderiam circular com maior velocidade. Como resultado, aumentou o número de acidentes, um cenário alterado só quando se tornou regra haver campanhas de prevenção rodoviária aliadas a campanhas de "Tolerância Zero". Na prática, melhorar as condições de circulação rodoviária e diminuir a sinistralidade rodoviária, só se consegue diminuindo a velocidade média de circulação.
Dados recentes comprovam a melhoria de condições de circulação em Lisboa após a instalação dos radares, já de si muito difíceis devido ao intenso tráfego que se faz sentir dentro da capital. Contudo, a avaliação de uma medida destas não se pode fazer num mês, mas compará-las com os dados de anos anteriores. É de supor que o número de automóveis a circular em Lisboa aumente 2% no próximo ano. Contudo, com a diminuição em certas zonas da velocidade de circulação, é previsto uma diminuição até 80% da sinistralidade rodoviária nas vias com radares instalados.
Uma medida destas salva vidas e num melhor cenário, aumenta o fluxo de circulação rodoviária. E sem os radares, colocados em pontos de elevada sinistralidade, vias com passadeira de peões e saídas de túneis, iríamos voltar ao mesmo ou pior.
Se concorda com este raciocínio, escreva um email à Câmara Municipal de Lisboa, ao Departamento de Apoio à Presidência, à Direcção Municipal de Protecção Civil, Segurança e Tráfego ou ao Departamento de Segurança Rodoviária e Tráfego, a pedir que mantenham a fiscalização com radares a 50 km/h para as vias que tenham passadeira de peões, semáforos, túneis, falta de visibilidade e rotundas ou que tenham uma elevada sinistralidade, e que não desistam de lutar por uma Lisboa+Viva.
Forte-Farol do Bugio - II
Eis mais algumas fotografias da visita guiada de 25 de Agosto de 2007:
imagens: © josé antónio / comunicação visual 2007 - CLIQUE PARA AMPLIAR
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Notícias do Mundo
Nicarágua: Menina de 10 anos grávida impedida de abortar
A gravidez de uma menina de 10 anos da Nicarágua, violada por um primo, está a dividir as autoridades governamentais e religiosas e a sociedade civil do país, e a despertar a polémica sobre a penalização do aborto terapeutico imposta na Nicarágua.
Enquanto as organizações não governamentais reclamam que Evita, como foi identificada a criança, tenha a possibilidade de praticar um aborto devido ao risco que corre a sua vida, o governo recorda que essa intervenção está proibida no país desde o ano passado.
O aborto terapêutico foi negado a 26 de Outubro de 2006, dez dias antes das eleições lesgislativas, a pedido das igreja católica e evangélica, assim como de outros movimentos anti-aborto do país.
«Evita» ficou grávida aos 9 anos em resultado de abusos alegadamente cometidos pelo primo Alejandro Torres, de 22 anos, em El Tortuero, uma recôndita comunidade numa das zonas mais pobres da Nicarágua.
A menina, agora com 10 anos, está a 12 semanas de dar à luz, segundo os médicos que a acompanham.
As autoridades da Nicarágua reconhecem que a sua gravidez é de «alto risco» e que não está preparada para dar à luz, embora tenham advertido que não podem interromper o processo de gestação.
«Evita» está numa casa de acolhimento de mães na cidade de Bluefields, estando previsto que hoje seja transferida para Managua.
A subdirectora do hospital de Bluefields, Jeaneth López, explicou à imprensa que o corpo da menor «não está apto para o parto» e que vai ser necessário fazer uma cesariana.
Susy Mayorga, funcionária do Ministério da Saúde, sustentou que não se pode interromper a gravidez de «Evita» porque o bébé já tem 27 semanas de gestação e o aborto poderia colocar em perigo a sua vida, e porque o aborto é proibido no país.
A mãe da criança denunciou o caso em Julho, embora só se tenha tornado público esta semana. O presumível violador está desaparecido desde então.
Diário Digital / Lusa
30-08-2007 22:41:00
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sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Forte-Farol do Bugio - I
A pedido de várias famílias aqui ficam algumas, poucas, fotografias da visita guiada de 25 de Agosto de 2007:
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Vivenda 14
Um caso paradigmático é na Rua Manuel Arriaga; a vivenda nº. 14 está há anos abandonada servindo apenas para a proliferação de gatos e maus cheiros. Fala-se que foi doada à Santa Casa e que um morador de Algés se terá candidatado para a sua recuperação. O certo é que ali está abandonada...
As memórias estão a ser destruídas e o centro desta terra será dentro em pouco tempo apenas betão e mais carros em cima dos passeios.
Maria Clotilde Moreira, 02 Abril 2007 Algés
Nota da nossa responsabilidade: Visitámos há dias a referida moradia e constatámos que se trata dum edifício térreo, provavelmente de finais do Séc. XIX ou princípio do XX, talvez um dos últimos vestígios duma época já desaparecida em que o litoral de Oeiras estava prenhe de pequenas e singelas vivendas, quiçá neste caso construída a mando de alguém ligado à faina do mar, pela profusão de representações da actividade marítima e piscatória. Constatámos ainda a presença no local de um andaime a ser erigido, ao que julgamos saber para reparação do telhado.
imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR
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quarta-feira, 29 de agosto de 2007
VISITA GUIADA AO FORTE E FAROL DO BUGIO - II
Paraíso de gaivotas
Salva-vidas
Vista parcial do tecto da capela
Vista parcial do tecto da capela
Grelha alusiva ao martírio de São Lourenço (pormenor decorativo do altar-mor)
Fotos: Isabel Magalhães (reservados os direitos)
UM ASSISTENTE POR DEPUTADO
a Fundição de Oeiras
A Fábrica de Metalurgia e Construção Metalomecânica de Oeiras, vulgarmente designada apenas por Fundição de Oeiras é um dos mais importantes, imponentes e interessantes vestígios históricos da indústria no Concelho de Oeiras. Nomeadamente e logo por ser um dos poucos sobreviventes das centenas de indústrias que existiram neste concelho e que tanto contribuíram para o seu desenvolvimento.
Foi indubitavelmente uma das maiores fábricas do concelho e aquela que empregou maior número de trabalhadores.
Tem uma longa história e constitui um relevante património concelhio.
Terá sido construída no Séc. XIX, na onda do movimento provocado pela Revolução Industrial.
Talvez tenha começado apenas por ser uma metalúrgica (fundição), tendo mais tarde expandido a sua área e enveredado pela metalomecânica, ampliando as suas instalações.
Foi o sustento de centenas — milhares? — de famílias oeirenses, que ali tinham maridos, mulheres e filhos empregados.
Atravessou a 'longa noite fascista' e sobre ela contam-se as mais incríveis e mirabolantes histórias. Algumas bem reveladoras da mentalidade fascista de uma certa época, como aquela - verídica? - em que os patrões, na ambição do esforço da guerra, fecharam os portões da fábrica, obrigando os operários a permanecer no interior e a laborar continuamente durante uma série de dias sem poderem sair para irem a casa comer ou dormir. Diz-se até que eram as mulheres que lhes levavam a comida em marmitas e que lhas passavam através das grades dos portões. Uma autêntica prisão.
Muitas são também as histórias de greves, tantas delas reprimidas à bastonada, lutas de quem apenas demandava a dignidade de ser operário e ver o seu esforço e sacrifício quotidiano recompensados.
São ainda incontáveis os mutilados. Uns sem braços outros sem mãos ou dedos, trucidados pelas traiçoeiras máquinas. Derrota da carne na luta inglória contra o ferro e o aço que trilham e trucidam os incautos.
É razoavelmente conhecido o papel da Fundição de Oeiras na guerra que opôs o Irão e o Iraque (1980-88), motivada pelo petróleo. A Fundição de Oeiras fabricou nessa altura granadas de morteiro que convenientemente Portugal vendia tanto ao Irão como ao Iraque! (dizem as más línguas...)
O que não se livra da fama, que as marca indelevelmente no panorama industrial, são as banheiras esmaltadas, os fogões e as máquinas de lavar roupa - de fama europeia -, todos considerados de excelente qualidade.
A Fundição de Oeiras guarda no seu interior, em especial no pátio de entrada e no edifício administrativo hoje ocupado por serviços da C.M.O., um valioso espólio de azulejaria, espalhado pelos muros, salas e corredores.
Merece também referência especial o enorme painel de azulejo figurado situado no edifício lateral à esquerda do grande pátio da entrada principal, de que deixo abaixo a imagem possível.
(esperemos que seja salvaguardado)
Como nota final, recordo que no próximo dia 15 de Setembro, às 9h30, irá ser efectuada uma Visita Guiada, com Julião Guimarães e Jorge Miranda como cicerones, integrada nos Caminhos da Memória, da responsabilidade da ESPAÇO e MEMÓRIA - Associação Cultural de Oeiras, para a qual convido todos os interessados. A entrada é livre - leia-se grátis - e o encontro, à hora referida, é na entrada principal da Fundição de Oeiras.
Como já aqui referi, talvez seja a última oportunidade que teremos de conhecer a Fundição de Oeiras como ela foi e é, a confirmarem-se os planos para a sua muito próxima demolição e urbanização da área.
Quero ainda pedir aos leitores que possam ter elementos ou informações sobre a Fundição de Oeiras, sejam de que tipo for, que me possam ajudar a melhor compreender a vida daquela fábrica, o encarecido favor de mos enviarem para o meu email particular - zetolas@mac.com - o que agradeço antecipadamente. Tudo pode ser importante, cartões, documentos, desenhos, fotografias, informações dispersas do género "o meu padrinho fulano de tal trabalhou lá entre 1945 e 1953 nos fornos"... Não interessa. Toda a informação que eu conseguir recolher poderá contribuir para que um dia alguém, certamente muito mais credenciado que eu, faça a urgente história daquele fascinante eco do passado.
imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Morrer na Estrada
Os seguintes gráficos atestam a gravidade da situação, disponíveis no último relatório da Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária.
A divisão por tipo de utentes espelha bem a realidade. Porque não são só os condutores as vítimas na estrada.
Esta é a argumentação mais estúpida que eu conheço. Estúpida, idiota e perigosa. Não vou ser "politicamente correcto" em relação a este assunto. Acho um perigo público quem pensa assim e deviam ser proibidos de conduzir ou então sujeitos a repetir o exame de código.
Isto porque as avenidas de Lisboa em questão têm em certos pontos intermédios, iniciais ou finais, passadeiras de peões onde já ocorreram atropelamentos mortais. Também têm sinalização luminosa com vista a limitar a velocidade média de entrada em outras estradas urbanas, onde o limite é 40 ou 50 km/h. Contudo, estes factos parecem ser desconhecidos ou pouco importantes para os peticionários, tirando um ou dois que chamam de anormais estes ditos cujos, e um outro que reclama velocidades de circulação abaixo dos 50 km/h e que chama de assassinos os lisboetas.
O facto de se reduzir a velocidade de 80 para 50 km/h leva a uma maior capacidade de tráfego que a via comporta no seu traçado num dado momento, aumentando, indirectamente, a fluidez e segurança rodoviária, já que o condutor circula a uma menor velocidade e têm mais tempo para reagir. Também o facto de haver pessoas que travam abruptamente em cima do radar é um comportamento perigoso, que não devia de acontecer já que estes estariam a circular a uma velocidade maior do que permitido e não pode servir de desculpa já que há painéis luminosos com avisos à entrada destas vias. E para mais, já foram bem informados :-)
À semelhança de Lisboa, que têm vindo a registar melhorias na segurança rodoviária, especialmente na 2º circular, proponho que se coloquem radares em Oeiras, na Marginal, na A5, na Estrada que liga Paço de Arcos ao Cacém, na CREL e em locais em Algés, Carnaxide, Linda-a-Velha, Dafundo, etc, onde têm havido atropelamentos de peões por excesso de velocidade dos condutores. A verdadeira razão de se colocarem radares é o de proteger aqueles que circulam na via pública, e não o de "sacar" dinheiro ao condutor, contribuinte mas infractor. Estes e os outros têm o direito de não morrer na estrada.
domingo, 26 de agosto de 2007
VISITA GUIADA AO FORTE E FAROL DO BUGIO.

Ontem, sábado, dia 25 de Agosto do ano da graça de 2007, realizou-se a almejada visita guiada ao Forte de São Lourenço da Cabeça Seca, mais conhecido por Forte do Bugio, organizada pela Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras, e excelentemente comentada pelos Drs. José Meco e Joaquim Boiça. A minha travessia - a primeira do dia - foi feita num 'semi-rigido' de 4,50m / 5,00m (?) * com lotação para 12 pessoas e a viagem organizada para 250 inscrições teve o custo de 12.50 euros por pessoa, (preço do transporte a cargo da nauticdiver). O dia amanheceu chuvoso e cinzento mas nem isso retirou brilho à visita da emblemática obra seiscentista cujo projecto inicial previa 2 anos para a execução que se prolongou por 67 anos.
Escrever sobre o monumento já o nosso amigo, colaborador e co-administrador José António Baptista o fez no seu artigo de Agosto de 2006 aqui pelo que se torna desnecessário. Para os leitores mais interessados em aprofundar conhecimentos sobre o assunto aconselha-se a leitura do livro " O Forte e Farol do Bugio " de Joaquim Manuel Ferreira Boiça e Maria de Fátima Rombouts de Barros, edição Fundação Marquês de Pombal.
Pela minha parte, e antes de deixar um registo fotográfico, quero felicitar os autores, realizadores e apoiantes da iniciativa e dizer da minha satisfação de ter participado.
Mar chão - 'mar de meninas' como dizia ontem alguém notoriamente ligado ao Mar.

No rumo certo

O " Onda Marine II " - Ericeira, de volta ao Porto de Recreio em demanda de mais passageiros

Portal de entrada do corpo central
Passadiços de acesso à torre do farol e vista parcial dos pateos internos

Janela do piso inferior

Arcobotantes (vista parcial)
Degradação do tecto da casa dos tanques.
As dependências interiores do Forte, capela, casa dos tanques, casas dos faroleiros e outras, estão sob a protecção do IPPAR
Escada de acesso ao altar-mor da Capela de São Lourenço

Pia da Água Benta
(parede de madeira totalmente degradada)
Altar Mor da Capela de São Lourenço

Vista parcial da degradação das madeiras do tecto da Capela
Cais de embarque do Forte de São Lourenço da Cabeça Seca
O embarque de regresso com a ajuda do 'Skipper' Ricardo
http://www.espacoememoria.org/
Fotos: Isabel Magalhães (reservados os direitos)
Nota: A embarcação da foto, " ONDA MARINE II " - ERICEIRA, tem um comprimento de 6,5m e faz parte do grupo de cinco outras embarcações que efectuaram o transporte dos passageiros na visita ao Bugio.
(Informação adicional recebida da 'nauticdiver'.)













