domingo, 16 de setembro de 2007

A ANUNCIADA DEMOLIÇÃO DA FUNDIÇÃO DE OEIRAS

Da caixa de comentários "3 imagens da Fundição de Oeiras" de 1 Agosto 2006:


Acabo de chegar de uma visita informativa e formativa na Fundição de Oeiras. Não pude ficar até ao fim mas há necessidade, é urgente.. que todos nos juntemos para manter a Fundição, e o seu espólio e arquivos??? Já temos condomínios e supermercados que cheguem, porque não manter esta construção e aproveitar uma parte para fazer um museu permanente da história não só física como social... Porque não se fazer um manifestação pacifica a favor da sua manutenção...
Clotilde Moreira
Algés.

sábado, 15 de setembro de 2007

O Centro de Oeiras: uma morte anunciada

A Vila de Oeiras sempre foi um centro activo, com gentes e comércio e até tinha um cinema. A Câmara Municipal dispersando-se por antigas dependências pombalinas contribuiu muito para assegurar essa pujança.

O casario do centro é formado por pequenas construções que se têm vindo a degradar, e como as sensibilidades só estão viradas para grandes projectos, estas casas vão-se abandonando, os moradores envelhecendo e o comércio estiolando. Às vezes fala-se em reabilitar estas casa assegurando a sua traça, e colocá-las no mercado a preços chamativos de muitos que gostariam de ali continuar. Mas…

Agora voltou a falar-se, com alguma euforia, dum tal grande projecto (!?), fora deste centro, para acomodar a Câmara Municipal. Projecto que dê visibilidade a esta edilidade, abri-la ao mundo, dar-lhe “instalações” de acordo com a sua (?) importância. Se isto acontecer, se se optar pela importância das “instalações” o centro da Vila de Oeiras irá esmorecendo e, dentro de poucos anos, será apenas uma referência num mapa antigo.

Será progresso matar o centro de Oeiras? E será sensata e necessária esta opção por uma megaconstrução, ou apenas se estará a cumprir o ditame do betão?



Clotilde Moreira
Algés

Público de 3/9 (Local – Tribuna do Cidadão)


Recebido por e-mail com pedido de publicação



VEJA O QUE COME!

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sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Fundição de Oeiras - visita guiada

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Caro Visitante,
Venho lembrar que é AMANHÃ a programada visita guiada à Fundição de Oeiras, que nos é proporcionada pela ESPAÇO E MEMÓRIA - ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE OEIRAS, e ciceronada pelos nossos amigos Julião Guimarães e Jorge Miranda, que certamente nos irão proporcionar uma excelente e mui instrutiva visita.

O encontro é às 9h.30 no portão da entrada principal do complexo fabril.

Sobre a Fundição publiquei um post que pode ser lido clicando AQUI.

Relembro que a Fundição de Oeiras vai ser demolida a curto prazo para urbanização da imensa área que ela ocupa, pelo que esta poderá ser a ÚLTIMA oportunidade para conhecer o mais importante Monumento do Património Industrial Oeirense.

nota: A visita é gratuita.

imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQU PARA AMPLIAR
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AINDA A MARGINAL SEM CARROS - DOMINGO, 16 DE SETEMBRO DE 2007

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Nova sondagem:

Como denomina alguém que, aproveitando o facto de uma falha no sistema de votação do site da CMO permitir um número infinito de votos por computador, tem feito centenas de cliques no NÃO?
  • A - cidadão honesto

  • B - cidadão desonesto

  • C - cidadão desonesto e naïf que pensa que engana os outros

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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Espaço e Memória - sondagem

Caro Visitante,
a questão aqui colocada é simples.
Apenas pretendemos saber
se já assistiu a eventos organizados pela Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras, como as Conferências e as Visitas Guiadas, por os ter visto anunciados aqui no Oeiras Local ?

MARGINAL SEM CARROS

O "OEIRAS LOCAL" VEM MAIS UMA VEZ APOIAR ESTA INICIATIVA DA CMO



A Câmara Municipal de Oeiras volta a associar-se à Semana Europeia da Mobilidade e ao Dia Europeu Sem Carros, promovendo o encerramento ao tráfego automóvel da Avenida Marginal, entre Caxias e a Praia da Torre, no próximo dia 16 de Setembro, domingo, das 10.00h. às 13.00h. ...



Sondagem AQUI
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informação: Conferências e Visitas Guiadas

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Caros Visitantes,
Aqueles que têm acompanhado os Diálogos em Noites de Verão (conferências) e os Caminhos da Memória (visitas guiadas) da Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras, terão certamente notado que houve algumas alterações no programa inicialmente previsto, com algumas trocas de datas, p.ex.
Por isso, deixo aqui a informação hoje recebida por e-mail em que se comunica as próximas realizações:

1. Na próxima 2.ª feira, pelas 21:30, temos Joaquim Boiça com o tema "A Fortaleza S. Julião da Barra - 450 anos de história", uma antevisão da visita marcada para dia 22.

2. No próximo sábado, temos a visita à Fundição de Oeiras, com concentração na entrada, pelas 9:30.

3. Por ter tardado o financiamento da publicação dos textos das Conversas de Verão de 2006, não se realiza o almoço nem o lançamento do livro. Recordamos que a visita à Fortaleza se mantém para 22 de Setembro, com a concentração à entrada.

Grato pela V. compreensão.

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terça-feira, 11 de setembro de 2007

MARGINAL SEM CARROS - 16 de Setembro

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Como classifica a iniciativa " Marginal sem Carros "?

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para desfazer um 'santo' equívoco...

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Tal como acabei por perceber, cometi um lapso no comentários ao post referente a Nossa Senhora do Cabo, confundindo a mesma com Nossa Senhora do Carmo.
Para que não subsistam quaisquer dúvidas, é lícito que aqui reponha a verdade, com um pedido de desculpas ao autor do post, aos caros Visitantes, à Administradora do Oeiras Local (foi na troca de comentários com ela que percebi o lapso) e, claro, às Nossas Senhoras... :)

A imagem que se encontra sobre uma coluna no Porto de Recreio de Oeiras é a de NOSSA SENHORA DO CARMO, santa padroeira dos marinheiros e protectora dos náufragos (foi doada por emigrantes).
Para quem ainda não se passeou por lá e não teve oportunidade de a conhecer, aqui fica uma fotografia:



A Nossa Senhora a que se refere o texto de Boavida Pires, a qual está na base dos festejos de Linda-a-Velha é a NOSSA SENHORA DO CABO.


Merece a pena, já que se fala no assunto, citar o investigador de História Local, Dr. Jaime Casimiro, na sua coluna "Elucidário de Alguma Oeiras", com publicação regular no Jornal de Oeiras, que em dois artigos dedicados ao culto a Nossa Senhora do Cabo refere que "A devoção das populações da margem norte do Tejo a esta invocação de Nossa Senhora terá talvez começado em 1275. mas de certeza se sabe que em 1366 se realizava uma romaria "a Santa Maria do Cabo" (l) e que em 1390 já existia uma ermida no Cabo espichel, no local onde conforme a tradição fora encontrada uma pequena imagem da mãe de Deus."

Prossegue, relatando que "A tradição mais constante e aceite sobre a origem deste culto conta que Nossa Senhora revelou directamente a dois seus devotos. um velho de Alcabideche e uma velha da Caparica, primeiro chamando-lhes a atenção para uma luz " como uma estrela" que em noites seguidas avistavam sempre sobre o Cabo Espichel e, depois, através de "suave e delicioso sonho" em que lhes deu a conhecei o lugar onde encontrariam uma sua imagem, que queria fosse achada "para bem dos homens, seus filhos adoptivos".

Assim, superiormente inspirados, se puseram os dois velhos a caminho, encontraram a pequena escultura - que se dizia ter sido feita pelas mãos dos anjos - e logo ali. num vão, improvisaram para ela uma ermidinha com pedras soltas, um altar que cobriram de alecrim, e à frente levantaram um tosco cruzeiro. Regressados a suas casas, divulgaram o prodígio e desde então os povos de muitos lugares começaram a deslocar-se ao sítio do achado. (...)"

Esclarece ainda J. Casimiro que terá sido por volta do "reinado de D. João I (...) que as freguesias do termo de Lisboa constituíram o que veio a chamar-se Círio do Termo, ou dos saloios e deram início ao seu giro, indo ao Cabo anualmente em romaria cada uma e uma só dessas freguesias, que lá festejavam "à sua vontade" no domingo a seguir ao dia da Ascensão do Senhor, faziam a entrega da Bandeira ao pároco e aos mordomos da freguesia que se seguia. Terá sido em 1431 que começou o Giro, com o Círio de Alcabideche e no ano seguinte, 1432, foi a vez de Carnaxide, "do Reguengo".


O autor continua, fazendo notar que Linda-a-Velha pertencia à freguesia de Carnaxide até 1993 (esta era uma das "freguesias do Giro"), o que justifica a existência do culto e das Festas que agora se celebram.


Fica ainda uma nota curiosa das muitas que se extraem dos dois interessantes artigos de J. Casimiro: "A Ermida de Nossa Senhora do Cabo de Linda-a-Velha, erguida antes de 1763, deveu-se ao Padre António Xavier Ligeiro, natural da localidade, falecido em 21.12.1763."


imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR
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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

HOJE... EM OEIRAS!

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Freguesia de Carnaxide

Da caixa de comentários aqui

Anónimo disse...

Sou moradora na portela de carnaxide muito perto do bairro social pateo dos cavaleiros onde o lixo e muito pelo chão muitas garrafas de bebida, os cafés deviam ser responsablizados todos os dias de manhã parece que houve uma festa concerto A volta do prédio há so lixo que vem com o vento e que e limpo quando telefono o entulho das obras da lojas do bairro social a quatro anos que se mantém alí e o vejo das minhas janelas

Da caixa de comentários

Com os devidos agradecimentos ao amigo Boavida Pires.


« Apanhei esta inf. no IPM em 25 de Julho de 2007.


"Giro de Nossa Senhora do Cabo Espichel.Manifestação de religiosidade popular com origem no século XV, também conhecida como o «Círio Saloio», ganhou grande importância no século XVIII a partir do momento em que a Família Real e a Corte passou a assistir à Romaria e às Festas junto ao Santuário edificado no Cabo Espichel.
A partir de 1751 uma imagem peregrina de Nossa Senhora do Cabo passou a integrar o Giro deslocando-se, transportada por romeiros, do Cabo Espichel ao Porto Brandão, para daí atravessar o rio Tejo e desembarcar em Belém seguindo, posteriormente, para a freguesia que nesse ano a acolhia.
Foi neste contexto que surgiram as berlindas processionais, veículos de tracção animal, destinados a transportar a imagem peregrina nos percursos festivos de chegada ou partida das freguesias. Inicialmente o número de freguesias era de 30 mas no início do século XVIII o Giro ficou reduzido a 26 freguesias integradas nos actuais concelhos de Lisboa, Sintra, Cascais, Mafra, Loures, Odivelas e Oeiras.
Procurando não quebrar com a tradição, sucessivas direcções do Museu emprestaram, sempre que solicitado pelas comissões de festas, uma das berlindas processionais para integrarem o cortejo. No entanto, a cada vez maior fragilização do veículo e a dificuldade com a respectiva atrelagem obrigou à suspensão definitiva deste empréstimo. A última freguesia a transportar a imagem na berlinda processional foi Almargem do Bispo, no ano de 2005." »

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Jornadas Europeias do Património 2007

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Do convite/programa:


No decurso das Invasões Francesas (1807-1811), que em 2007 se assinalam os 200 anos da 1ª Invasão, foi edificado um eficiente sistema de defesa da Cidade de Lisboa, constituído por três linhas, encontrando-se a terceira localizada entre Paço de Arcos e Carcavelos (Junqueiro). Apesar de muito do património ter sido destruído ou modificado, ainda hoje é possível identificar alguns fragmentos deste sistema defensivo, nomeadamente redutos, fortins, trincheiras e outras obras de engenharia. Trata-se assim de uma memória repartida entre os concelhos de Cascais e Oeiras que motivou a evocação desta efeméride pelas respectivas Câmaras.


Assim, no presente ano, as Jornadas Europeias do Património serão consagradas a este tema, através do programa que se apresenta, e que é parte integrante de um programa evocativo mais vasto — O Bicentenário das Invasões Francesas — e que se prolongará até 2009, constituído por um ciclo de conferências, visitas guiadas, jogo de pista e uma sessão de história ao vivo. Pretende-se, deste modo, analisar e recuperar memórias relativas a este acontecimento definitivamente marcante para a história de Portugal, onde o território e as gentes do concelho de Oeiras e de Cascais também tiveram um papel importante.



Síntese do Programa:



Ciclo de Conferências
REPENSAR AS INVASÕES FRANCESAS
28 Setembro 2007 - Auditório do Centro Cultural de Cascais, Cascais

29 Setembro 2007 - Cisterna da Fortaleza de São Julião da Barra, Oeiras



Sessão de História ao Vivo

30 Setembro 2007 - Terreiro da Fortaleza de São Julião da Barra, Oeiras



Jogo de Pista

30 Setembro 2007 - Fortaleza de São Julião da Barra, Oeiras



Visitas Guiadas às Linhas de Torres

23 Setembro 2007

28 Setembro 2007



Informações:

Câmara Municipal de Cascais - Gabinete de Património Histórico-Cultural

21 482 54 53/4

Câmara Municipal de Oeiras - Sector de Acção Cultural

21 440 85 29 / 52
Locais onde decorre o programa:

Centro Cultural de Cascais, Av. Humberto II de Itália, Cascais

Fortaleza de São Julião da Barra, Estrada Marginal, Oeiras


Inscrições:

Câmara Municipal de Oeiras - Sector de Acção Cultural

21 440 85 29/52



nota: Este programa que aqui se apresenta é apenas uma curta síntese. Aconselha-se os interessados a informarem-se do programa pormenorizado.


imagem: digitalização do convite/programa enviado pela C.M.O. - CLIQUE PARA AMPLIAR

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quinta-feira, 6 de setembro de 2007

R.I.P. MAESTRO!

Luciano Pavarotti canta "Nessun Dorma" de Turandot


quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Hora H - Daniel Matos Blogodependente

há vida em Oeiras

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... e esta coisa de aspecto nojento que se vê na fotografia demonstra-o.
Não, não é nada disso que estão a pensar — se é que estão a pensar alguma coisa.
Trata-se apenas mas sobretudo duma simples ALFORRECA.

E o que é uma Alforreca e porque é ela tão importante para a questão suscitada pelo título do post? Perguntarão aqueles que ainda não alcançaram a resposta.

Segundo o dicionário uma alforreca (do Ár. alhurreg, espuma do mar) é um celenterado (1), cientificamente chamado medusa, que abunda nas praias.

Esta da imagem foi fotografada em 8 AGO 2007, 17h42 nas areias da praia junto à Curva dos Pinheiros, em Paço de Arcos.

A importância desta singela alforreca advêm do facto das mesmas se alimentarem de pequenos peixes e darem-se mal, mesmo muito mal, com águas excessivamente poluídas e/ou estagnadas.
Recordo-me de há uns bons 20/30 anos as encontrar às dezenas dentro de água ou espalhadas pelas areias da praia da Torre. Depois, durante muito tempo, deixei de as ver. Tornaram-se uma raridade nas praias do nosso Concelho.
Agora, ao que parece, estão de volta e isso é bom sinal.
Significa que as águas estão menos poluídas e que há peixe para que se alimentem. Significa que HÁ VIDA!

notas:
(1) Não se ponham com brincadeiras. Não é 'celerado', é mesmo 'celenterado'. Este post não é sobre os políticos.

Ah, e já agora deixo também aqui esta fotografia de uma outra alforreca fotografada no dia 25 AGO 2007, 14h36 no Porto de Recreio de Oeiras, onde podem ser encontradas imensas, de permeio com as típicas Taínhas (ou não houvesse ali óleo e gasóleo com fartura...):



fotografia: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR
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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Festas de Nª Srª do Cabo - 7 a 16 de Setembro de 2007



Festas em Honra de Nossa Senhora do Cabo
Linda-a-Velha, 7 a 16 de Setembro de 2007
Recinto das Festas: Quartel de Linda-a-Velha, Av. 25 de Abril



Nota: A Exposição Colectiva de Pintura terá lugar na Galeria de Arte da Fundação Marquês de Pombal, Palácio dos Aciprestes, Av. Tomás Ribeiro, 18, em Linda-a-Velha.

JUNTA DE FREGUESIA DE LINDA-A-VELHA

Editorial


Assim? Não!

O desenvolvimento da actividade pública em prol de uma população, está sempre dependente de diversos factores, mas principalmente de diversos actores.

Numa freguesia, com mais de 35000 habitantes e perto de 19000 eleitores, como é o caso de Linda-a-Velha, actos tão simples como o tapar de um buraco no alcatrão, a poda de uma árvore ou a reconversão de sinalética do trânsito, está sujeita à aprovação dos órgãos camarários competentes.

Tal situação é numa primeira instância geradora de atrasos, que muitas vezes se prolongam no tempo.

Para além do atraso temporal, demonstra o quanto Portugal está atrasado e longe de uma descentralização e desconcentração de atribuições e competências, que apenas beneficiaria os seus destinatários.

Por outro lado, tantos atrasos, contribuem para uma menor participação e cada vez maior distanciamento entre as populações e os cargos políticos e públicos, porquanto entre a pretensão / reclamação e a sua resolução, decorre um lapso de tempo, que muitas das vezes é entendido como lapso de decisão.

Tal prática só tem de ser alterada e ir ao encontro de uma maior aproximação entre a população e os eleitos em cargos públicos.

Quando em finais de 2005, após as eleições autárquicas, decidi criar o atendimento à população às 3ªs. e 6ª.s feiras, não tinha ideia que volvido ano e meio, perto de 500 pessoas fossem atendidas e apresentassem as mais diversas situações de vida. Situações, que na sua grande maioria, seriam dificilmente conhecidas se não fossem apresentadas.

Projectos como o Banco do Voluntariado, a Quinta Pedagógica, o Apoio e Assistência Social, são resultado directo de muitas das necessidades apresentadas.

Por seu lado, o trabalho desenvolvido ao nível de reparações na via pública segundo os últimos relatórios comparativos, demonstram que a freguesia de Linda-a-Velha, consegue fazer mais por menos custos. Ou seja, somos ponderados na utilização dos recursos financeiros, conseguindo obter valores que chegam a ser três vezes inferiores a outros praticados.

Desta análise, financeira e de execução real, resulta uma evidência: para quando uma efectiva descentralização de atribuições entre freguesias e municípios?

Para quando uma efectiva desconcentração de poderes entre juntas de freguesia e câmaras municipais?Talvez quando as populações virem uma maior eficiência e interacção entre os seus interesses, necessidades e entre, as decisões políticas e correspondente acção pública, não voltem a acontecer eleições autárquicas – como as mais recentes de Lisboa são um exemplo – onde mais de 6 em cada 10 eleitores, não votaram.
E diz a Constituição, que somos uma Democracia representativa e participada!

O Presidente
José Pedro Resende Barroco

ATENÇÃO

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AVISO IMPORTANTE


Caros Munícipes, por motivos imprevistos e incontornáveis, a programação Verão 2007 da "Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras", sofreu algumas alterações.
Aqui ficam os próximos eventos:


Caminhos da Memória (visitas guiadas)

8 SET, sáb. 9h30 - "Paisagem e História - A Foz da Ribeira da Lage"

Rodrigo Dias; Jorge Miranda; Joaquim Boiça
[ o encontro é junto ao Pelourinho de Oeiras ]

Diálogos em Noites de Verão (conferências)

10 SET, seg. 21h30 - "O Marquês de Pombal e Oeiras"

Arnaldo Pereira
[ esplanada da Casa das Queijadas de Oeiras ]

Aconselha-se os interessados na programação a contactarem a Junta de Freguesia de Oeiras e São Julião da Barra - 21 441 64 64 - no sentido de obterem mais informações.

Dentro do possível, tentaremos aqui alertar atempadamente para outras alterações de que tomemos conhecimento.
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