sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Coisas de Algés – XXIX





As obras na Rua Damião de Góis até parece que estão a avançar bem pois a zona asfaltada, com ar de quase pronta, cresce todos os dias.

Pessoa amiga chamou a atenção para uma certa inclinação que os passeios têm em certas zonas (que eu pensei ser para facilitar o acesso à via) mas que poderia dificultar a segurança da mobilidade de alguma cadeira de rodas. Não vi mas garantiram-me que há pessoas a escorregar face ao polimento das placas. Amanhã irei fazer um reconhecimento mais cuidado, mas gostaria que os algesinos que aqui vêm dessem a sua douta opinião.


Será que esta boa correria para acabar as obras dentro do prazo é para contabilizar mais uma inauguração no ano que corre?
[Fotos: A.M.M.]

Notifiquem-se os arguidos

Opinião






2008-11-21
É um talento que costuma atribuir-se aos poetas, mas que têm todos aqueles, raros, que são capazes de "ver", e não apenas olhar. A blogosfera, porque é múltipla, e livre (por enquanto…), e contraditória, é um lugar privilegiado para "ver" o que o discurso e o olhar raso dos media tradicionais ocultam. Ficar-se hoje, em termos de informação como de opinião, por jornais e telejornais constitui a pior forma de cegueira. Em blasfémias.net dei ontem, de súbito, com algo de cuja dimensão, apesar de estar sob os meus olhos, nunca me apercebera: a vocação de queixinhas do ministro Santos Silva.

Num "post" assinado por jcd (meu Deus, mais um anónimo!, dirá Pacheco Pereira), enumeram-se 22 títulos ou notícias recentes de jornais em que o perplexo ministro "acusa" alguém ou alguma coisa: sindicatos, Manuela Ferreira Leite, PSD, CDS, Paulo Portas, "Jornal da Madeira", professores… Nunca contradiz, "acusa". Seguindo o conselho de um comentador, dei-me ao trabalho pesquisar no Google por "Santos Silva acusa" ou "Santos Silva acusou". 16 700 entradas! Se ninguém o nomeia intendente-geral é uma injustiça.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

POLÍTICO PASSE-PARTOUT

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"Apoio" têm de apoiar, porque se não apoiar, não pode apoiar quem deve apoiar.
Mas ao apoiar apoios, eticamente duvidosos, fica sem o apoio daqueles que podem e devem apoiar a "Apoio". Obviamente não falamos do apoio daqueles que apoia, já que este é garantido pela necessidade.

O apoiar não é discriminar apoios. Apoiar é uma dádiva sem retorno contabilistico. Mais, a "Apoio" tem de apoiar todos aqueles que necessitam de apoio, independentemente de quem estes efectivamente apoiam.

Porém, devia bastar o apoio que faz às pessoas que apoia, para lhes ser devido o apoio institucional e reinvindicarem esse direito. Não era preciso apoiar quem lhe faculta o apoio institucional, numa troca mercantil de apoios.

E se não apoiasse os apoios, será que ficaria sem apoios?

E será que o apoio institucional cedido reconhece que o apoio que a "Apoio" dá, a quem lhes pede apoio, é socialmente útil e imprescindível ?

Frenéticos mercadores de carências e dependências, passivamente aceitaram que o PCMO os utilize, na sua estratégia de propaganda.

Agora podemos dizer que não há folheto, jornal, revista, do concelho de Oeiras em que o PCMO não apareça a dar a sua palavrinha de apreço. O Isaltino passe-partout, everywere and always.


Até uma instituição de Solidariedade Social, nesta teia insensata de servilismo, se obrigou no seu boletim n.º 1 - após vinte anos a apoiar a comunidade - a ter um artigo deste senhor.

Esta simples opção, torna uma instituição higiénicamente limpa, acéfala, amorfa e anémica. Agora, terão de ser tolerantes com a usurpação; terão de ser doces com a hipocrisia; terão de ser servis com a prepotência; terão de ser indiferentes à humilhação, terão de ser condescendentes com as necessidades e terão de ser permeáveis a pedidos.

Ficaram reféns, em vez de serem independentes, porque socialmente imprescindíveis.

E assim se tornaram perfeitos, aos olhos gulosos de um apoio, dado em troca de outro apoio.

Nem perceberam que a tristeza emanada de uma pose forçada para a foto, nos revela que são indiferentes à esperança e à dignidade.

Banco Português de Núpcias

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Opinião- Ricardo Araújo Pereira



O divórcio de Oliveira e Costa foi o oposto do «golpe do baú»: o objectivo não é casar para ficar rico, é divorciar-se para enriquecer o cônjuge


É impressão minha ou o caso BPN fica mais enternecedor a cada dia que passa? Tem sido comovente desde o início, mas estes últimos episódios foram mais emocionantes que o fim de Casablanca. À semelhança do que costuma acontecer nas histórias tristes, esta também tem um inválido, como o Tiny Tim, do Dickens. O caso BPN tem, aliás, vários inválidos, e curiosamente são todos ceguinhos: o Banco de Portugal não viu que havia falcatruas, os administradores do banco não repararam que o presidente praticava um tipo de gestão que a lei, ao que parece, proíbe…
E agora estamos no ponto em que entra em cena a injustiça: Oliveira e Costa foi acusado de burla agravada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Quem o acusa de enriquecimento ilícito só pode desconhecer o seu desarmante altruísmo. Segundo o Correio da Manhã, em Março deste ano, Oliveira e Costa divorciou-se da mulher com quem era casado havia 42 anos, e passou os bens para o nome da senhora. Muito embora o divórcio se tenha realizado por mútuo consentimento, não deixa de ser admirável que um homem premeie a mulher de forma tão generosa na hora da separação. Trata-se do rigoroso oposto do «golpe do baú»: o objectivo não é casar para ficar rico, é divorciar-se para enriquecer o cônjuge. Que um homem tão desprendido dos bens materiais seja acusado daqueles crimes é simplesmente revoltante.
E é em alturas como esta que damos por nós a pensar que, quando os homossexuais tentam fazer pouco da nobre instituição do matrimónio, reivindicando o direito a casar, esquecem que o casamento não é uma brincadeira, nem um contrato sem significado que possa ser alargado às pessoas do mesmo sexo. O casamento é uma união sagrada entre um homem e uma mulher que partilham um projecto de vida comum, e essa união persistirá eternamente a menos que a polícia queira engavetar um dos cônjuges ao fim de 42 anos e levar-lhe a massa que ele acumulou indevidamente. Os homossexuais que não queiram vir corromper o instituto com que o Estado premeia as pessoas que formam o núcleo essencial da sociedade. Era o que faltava, vir essa gente conspurcar uma coisa tão bonita.
Mais do que fazer história no plano jurídico, na medida em que, pela primeira vez, foi preso um banqueiro em Portugal, o caso BPN pode fazer história no plano social: além do casamento por interesse, aparentemente acaba de se instituir o divórcio por interesse. Casar com um homem rico é um sonho do passado.
A ambição moderna é divorciar-se de um banqueiro. Sendo menos aviltante, consegue ser mais lucrativo.

Escândalo no Ministério da Educação

Isto é uma sem vergonha!!!

Deputados a professor titular!!!


Retirado da Ordem Trabalhos hoje ME / Plataforma:

Ponto 8. Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores
em exercício de funções ou actividades de interesse público,
designadamente, enquanto Deputados à Assembleia da República
e ao Parlamento Europeu, Autarcas, Dirigentes da Administração Pública,
Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais.

Agora é que não percebo nada!
Mas agora já se pode 'atingir o topo'... mesmo estando 'fora' da escola?
Todas as mudanças que o ME quis fazer não foi para acabar com 'isso'?
Não ia ser titular apenas quem provasse, 'no terreno', a sua excelência?
Dizem uma coisa, fazem outra... a toda a hora!
Depois de se terem 'esquecido' dos que antes estiveram nessas funções, no primeiro concurso....: mais um concurso extraordinário? ou só conta daqui para a frente. E os «tristes» que ficaram para trás?
Tem que ser o tribunal a dar-lhes razão? E mais esta:
O novo 4º escalão será, provavelmente, para os 'Professores-titulares-avaliadores'.
Deste modo, cria-se um 'estatuto' diferente para quem é avaliador e foge-se às incompatibilidades de avaliador e avaliado concorrerem às mesmas cotas.
Quantos chegaram a titular por haver uma vaga na escola e não haver mais ninguém a concorrer! No entanto, escolas houve em que colegas com quase o dobro dos pontos não acederam a PT porque não havia vaga!
Há maior injustiça do que esta peça monstruosamente montada e maquiavelicamente posta em prática, que é a dos professores titulares.
Esta proposta é inaceitável.
Espero que professores e sindicatos estejam bem conscientes desta proposta que é verdadeiramente ofensiva, para não dizer outra coisa!
Tenhamos dignidade e não nos deixemos vender.

Esta é das respostas mais repugnantes jamais feitas por um governo.
Oferecem tachos a sindicalistas, boys e girls das direcções gerais dos vários ministérios, e surge uma tentativa de oferecer aos professores avaliadores um 'acesso' ao 4º escalão de titular.
*Chegamos ao limite da indecência e a resposta só pode ser uma*: revisão do ECD, anulação da divisão da carreira e combate total a esta avaliação.

DEVEMOS OBRIGAR OS SINDICATOS A REJEITAR
LIMINARMENTE ESTAS PROPOSTAS!

Silêncio da Comunicação Social ??

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sob o título em epígrafe recebemos o seguinte email, cujas comparações nos deviam fazer pensar...

Tabela comparativa do preço do barril de petróleo e do preço do litro de gasóleo

Ano 2000
Câmbio U.S. Dólar $ - Euro € 1,2
Preço do barril de petróleo 60 $ = 72,00 €
Preço de 1 litro de gasóleo 0,65 €/Lt.

2 de Outubro de 2008
Câmbio U.S. Dólar $ - Euro € 0,68
Preço do barril de petróleo 95 $ = 64,60 €
Preço de 1 litro de gasóleo 1,26 €/Lt.

Descida do preço do barril de petróleo de 72,00 para 64,60 € = -10,28 %
Subida do preço do litro de gasóleo de 0,65 para 1,26 € = +193,86 %

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Depois querem explicar-nos que não é bem assim!!!
Como não conseguimos 'compreender' isto, é porque somos estúpidos. (Digo eu…)
E qual a razão do silêncio da Comunicação Social???
Terá alguma coisa a ver com os milhões pagos em publicidade???

*Estudo comparativo feito por um amigo economista de meia-tigela, não considerando inflação*

- - - - - fim da mensagem - - - - -

quer-se dizer, o dólar amaricano desceu frente aos nossos parcos eurinhos... o barril do pitrol baixou mais de 10%... o gasóil subiu quase 200% - DUZENTOS...

crise, qual crise?!
perguntamos nós...
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PONTOS DE VISTA






E A TERCEIRA LINHA?


É amplamente sabido que o portentoso conjunto de estruturas defensivas, planeado pelo que viria a ser duque de Wellington, para acautelar Lisboa de um previsível ataque, no quadro das chamadas Invasões Francesas, era constituído por três linhas. São as chamadas Linhas de Torres.
Havia uma lógica e coerência estratégica que, embora implantadas em espaços distintos e distanciados, as linhas funcionavam em articulação, como um todo. Qualquer delas correspondia a uma resposta à eventual evolução das posições dos exércitos no terreno. A cada cumpria uma função. A sorte das armas testaria a eficácia do sistema. E ele foi-o.
A linha mais a norte, a que se apoiava em Torres Vedras, desde o Tejo ao oceano, receberia o primeiro embate do exército invasor. Se ele a conseguisse transpor, teria de defrontar a segunda linha de fortificações, situada no paralelo de Mafra. Esta era decisiva. Se soçobrasse ao ataque, Lisboa estaria perdida. Mas as tropas britânicas, perante o insucesso, teriam de ser evacuadas. Para dar cobertura e segurança a esta retirada, lá estaria a terceira linha que se estendia entre os fortes do Junqueiro, em Carcavelos, e S. João das Maias, em Oeiras, com centro em S. Julião da Barra e o ponto mais avançado no forte da Figueirinha, a poente do actual Cemitério de Oeiras.
Para debater o valor patrimonial e a especificidade deste arrojado sistema militar defensivo, realizou-se em Arruda dos Vinhos, entre os dias 20 e 22 deste mês, o Seminário Internacional sobre a Importância das Linhas de Torres, numa iniciativa dos municípios de Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, além do anfitrião.
Integrado no programa do seminário, foi inaugurado o “primeiro circuito de visita incluído na ‘Rota Histórica das Linhas de Torres’, projecto dinamizado por uma plataforma que congrega todos os municípios [sublinhado nosso] onde se implantam as fortificações: Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira”, segundo texto divulgado pela Câmara de Loures.
Afigura-se-nos pertinente colocar duas observações:
1.ª - Evocando-se as Linhas de Torres, o critério seguido está errado, pois exclui os municípios de Oeiras e Cascais. Esta marginalização não respeita a verdade histórica. Só faria sentido, se se reportasse às 1.ª e 2.ª linhas.
2.ª – Atendendo ao interesse histórico e patrimonial destas linhas defensivas, sem esquecer a conveniência do seu aproveitamento turístico, nomeadamente das que se situam nos concelhos de Oeiras e Cascais, não entendemos a ausência de participação destas duas autarquias na reunião internacional de estudo nem o seu afastamento do seu território dos itinerários da “Rota Histórica das Linhas de Torres”. Desinteresse ou desatenção destes dois municípios?

Jorge Miranda
jorge.o.miranda@gmail.com

Com os devidos agradecimentos do "Oeiras Local" ao Autor do artigo e ao "Jornal da Costa do Sol".

terça-feira, 25 de novembro de 2008

depois do Magalhães...

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recebido via email
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Coisas de Linda-a-Velha (14)

"Fresquinhas e Boas"


O famigerado, "mundialmente conhecido", muito estimado buraco do Nº3 da Avenida D. Pedro V (aqui) acabou de ser tapado. A esta hora ainda decorrem obras no local; a camioneta de alcatrão, desta vez em quantidade suficiente para permitir uma obra mais consistente, chegou para mais uns pequenos restauros no tapete. Falta calcetar o congénere paralelo no passeio.
Ao Senhor Presidente da JFLV os meus agradecimentos pelo empenho.


"QUEM CALA CONSENTE"



Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

Uma em cada três mulheres é alvo de violência na sua vida

Tudo na maior das transparências

[Clique na imagem para ampliar]
in Jornal " Público " 23.11.2008
Depois de ler , umas quantas perguntas ocorrem à mente mas, a mais importante é sem dúvida: O que ganham as empresas ao pagarem a propaganda do Governo ?

Mercado de Natal Oeiras 2008

[Imagem que nos foi enviada pela organização do evento]

[Imagem que nos foi enviada pela organização do evento, hoje, 3.12.2008]



O Mercado Municipal de Oeiras adorna-se a rigor e anima-se, trazendo o espírito natalício ao Centro Histórico da Vila. De 28 de Novembro a 24 de Dezembro realiza-se o Mercado de Natal – Oeiras 2008, no Espaço de Exposições do 1º andar daquele espaço comercial. Durante os fins-de-semana e feriados, o evento estende-se ao Largo 5 de Outubro, proporcionando ainda mais variedade de escolha aos visitantes.


O Pai Natal desce à Vila de Oeiras trazendo a miúdos e a graúdos um leque de acontecimentos que antecedem a quadra.


Teatro, dança e música são algumas das animações que vão agradar aos visitantes, enquanto podem fazer as suas compras de Natal, adquirindo produtos, nacionais e internacionais, tais como artesanato, design, livros, brinquedos e doces entre outros. Para descansar e descontrair um pouco, os visitantes podem aproveitar para saborear um Chocolate Quente, um café, ou para petiscar algumas iguarias tais como farturas e castanhas, entre outras.


As crianças têm neste local um pequeno mundo imaginário de Natal e algumas actividades, sempre com a vertente cultural em primeiro plano. A par da sempre ambicionada presença do Pai Natal, no local haverá, por exemplo, um Atelier no qual um grupo de monitores vai ajudar a construir brinquedos, a fazer bolos e fantoches, escrever um carta ao Pai Natal e a realizar muitas outras ideias.


Durante a realização do Mercado de Natal em Oeiras, será feita a Recolha de Presentes, cujo destino é encher os sapatinhos de muitos meninos de Centros de Apoio à Criança.


Refira-se que, No Mundo da Lua participa no Mercado de Natal com Teatro, apresentando diariamente a peça “À Procura do Natal”, uma produção própria com os actores Victor de Freitas e Nuno Theias, apresentações de manhã para escolas e aos fins de tarde e noite para o público em geral.


O objectivo da iniciativa (um pouco à semelhança do que se começa a fazer noutras localidades do país e já com muita tradição em alguns países europeus), é fazer deste um complemento ao comércio tradicional para melhor responder à procura dos clientes nesta época natalícia e poder, também, tornar o Centro Histórico de Oeiras mais animado e alegre e, como consequência, mais atractivo.


Todos os espectáculos e actividades são gratuitos.

Todas as informações sobre o evento, encontram-se no site do mesmo, www.oeirasnatal.co.cc , o site encontra-se em permanente actualização.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Cavaco Silva e o BPN



Interpelado sobre o BPN Cavaco Silva respondeu que "nenhum Presidente da República comenta questões do foro judicial". A ser assim, é legítimo concluir-se que a situação de Dias Loureiro, seu Conselheiro de Estado, é também já do foro judicial. Não o sabíamos.
Tal não tinha sido ainda sugerido por ninguém. Fazendo fé naquilo que o supremo magistrado do País declara, ainda por cima invocando doutrina de comportamento presidencial (nenhum comenta questões que estejam em fórum de justiça), Portugal tem no Conselho de Estado um conselheiro da sua escolha pessoal cujo comportamento é questão "do foro judicial".
Se nenhum Presidente da República pode comentar a imensa trapalhada em que Dias Loureiro se envolveu, qualquer Presidente da República deve afastar do seu círculo próximo alguém cujo comportamento sugira que terá que ser analisado em foro judicial. Não se trata de punir Cavaco Silva pelos actos de antigos e actuais colaboradores. Trata-se apenas do dever que o Presidente assumiu constitucionalmente de defender as instituições democráticas do País.
O Conselho de Estado é uma delas. Um Conselheiro de Estado não pode ser desmentido na praça pública em questões de honorabilidade e continuar a ser Conselheiro de Estado. Se "nenhum Presidente da República pode comentar questões do foro judicial" nenhum Presidente da República pode ter um Conselheiro de Estado que se sugere que falta à verdade. Um País não pode ter um Presidente da República que se aconselha com quem sabia de irregularidades financeiras e não as contou, como diz um Vice Governador do Banco de Portugal, ou que as contou mas nada fez, continuando durante anos no grupo que as praticava como se nada soubesse.
Esta é uma carga de suspeição insuportável para a instituição Presidencial. O detido, Oliveira e Costa, foi um alto colaborador do Primeiro-ministro Cavaco Silva. Teve uma parceria íntima em negócios multimilionários com Dias Loureiro quando ambos deixaram a política activa. Dias Loureiro é um alto colaborador do Presidente da República. Foi um vigoroso apoiante das campanhas presidenciais de Cavaco Silva. Deve ter tido um contributo valioso. Bem relacionado como é, deve ter atraído contribuições de campanha igualmente valiosas. Se calhar sem ele Cavaco não teria ganho. E Cavaco queria muito ganhar.
Mostrou isso por duas vezes. Não há dúvidas que o Presidente lhe deve muito. Mas o seu dever para com a República tem que ser maior. Se acha que o que se passa com o BPN é do foro judicial, sendo Dias Loureiro uma das entidades cujo envolvimento tem que ser explicado e não foi, a República exige-lhe que se distancie dele até a dúvida ser aclarada no foro judicial que, informou-nos o PR, é onde pertence.
Um Conselheiro de Estado não pode estar a aguardar investigações judiciais sobre o seu comportamento e honorabilidade. A um Conselheiro de Estado não se aplicam presunções de inocência em ambientes de suspeição generalizada com depoimentos contraditórios de altos responsáveis do Estado no passado/presente a desmentirem-se em público sobre questões de pura e simples honestidade. Isto não é assunto remissível para o foro judicial. É do foro presidencial e o Presidente, por muito que lhe custe, tem que se pronunciar.

JN

Pequenos gestos responsáveis

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Ser dador de sangue é hoje um gesto de quase rotina, basta estar com atenção e colaborar nas várias recolhas na nossa Freguesia.

“Ser dador de medula óssea é uma opção para doar vida”
– CEDACE - Registo português de dadores de Medula Óssea. Entre os 18 e 45 anos, sendo saudável, podemo-nos inscrever como dador de medula óssea.

Depois da inscrição e através de uma pequena análise ao sangue é determinado o tipo que fica registado. E se aparecer alguém a precisar de nós… Informem-se e colaborem

Saiba tudo em

Associação Portuguesa contra a Leucemia
R. D. Pedro V, 128
LISBOA 1250–095
TEL. 213 422 204/5

Endividamento: afinal em que ficamos?

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O endividamento familiar e individual tem sido uma preocupação não só dos atingidos como de algumas entidades. Este problema tem crescido fruto da falta de empregos e despedimentos de muitos que construíram a sua família numa perspectiva de rendimentos que pensavam estáveis.

Apesar de muitos avisarem e lutarem por um mercado de trabalho estável e com mais oportunidades, outros até parece que incentivam a precaridade e louvam a instabilidade como forma de criatividade do mercado global.

Face ao agravamento da actual crise, entidades oficiais começaram a falar em poupanças, a apadrinharem sessões de esclarecimento e a intervir mesmo na negociação de dívidas para ajudar em situações de ruptura.

Porém, outros vêm com novos incentivos à dívida, exemplo: “tome o nosso cartão, compre o que quiser pois paga em três vezes e só começa daqui a dois meses!”
E os desprevenidos além das prestações da casa (às vezes do carro), das últimas férias, do plasma e até da mercearia lá embarcam nestes cartões de crédito.

Não deverá ser considerada publicidade enganosa estas ofertas de cartões de crédito? Quem autoriza este tipo de embuste?

Clotilde Moreira

in Jornal Publico, 24.11.2008
Cartas ao Director


O quotidiano da nossa 'Portugalidade'

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A área envolvente do Jardim das Tílias em Linda-a-Velha é um local bem tratado, diariamente, por uma empresa privada paga pela CMO. São profissionais competentes no serviço que efectuam e a zona em questão é um regalo de se ver conforme várias fotos publicadas no 'Oeiras Local'.

Av. Duque de Loulé - canteiro ao lado do depósito do gás
Na 4ª e 5ª feira da passada semana, dias 19 e 20 de Novembro, o canteiro de lantanas da imagem supra foi cortado como é hábito nesta época do ano. Foram quase dois dias de trabalho para que na próxima Primavera apresentem um aspecto viçoso e florido. Mas, por 'esquecimento' ou falta de 'instruções', todo o lixo verde foi 'diligentemente' depositado do outro lado da avenida, num terreno particular ainda não urbanizado, e ali ficou 'esquecido'. Vários foram os moradores que comunicaram a situação aos serviços da CMO até que hoje, pelas 14h30, uma camioneta da empresa contratada fez a sua recolha.

Av. Duque de Loulé - ramos das lantanas e folhas secas




A par com os ramos das lantanas vieram, também, várias sacas de folhas, de árvores de folha caduca que ornamentam o local. Essas não tiveram direito a transporte na camioneta; ficaram no terreno, serão espalhadas pelo vento e vai 'sobrar' para o pessoal da limpeza urbana.

Coisas de Linda-a-Velha (13)

Coisas Boas

A CMO está a proceder à substituição de um escorrega do Parque Infantil do Jardim das Tílias que se encontrava partido, conforme nossa informação de Agosto 2008, (aqui) e constituía risco para as crianças quando iniciavam a descida.

O equipamento está em fase de instalação e encontra-se devidamente assinalado com fita plástica vermelha e branca e traves de madeira que visam impedir o seu uso temporário. No entanto, ontem, alguns pais de crianças de muita pouca idade, indiferentes aos sinalizadores, não hesitaram em lá pôr os filhos.

Consta que também serão substituídas as molas dos balancés.

[Clique na imagem para ampliar]

Foto do novo equipamento sendo visíveis o travejamento e a fita como meios de impedir a subida e descida durante os trabalhos


Sinais do Tempo - VPV

[Clique na imagem para ampliar]

Comparações

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Sabia que:

"… se os portugueses (os que têm trabalho) ganham pouco mais de metade (55%) do que se ganha na zona euro, os nossos gestores recebem, em média:

- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"

(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/08)

E são estas xxxxxx que chamam a nossa atenção porque "os portugueses gastam acima das suas possibilidades".
Entre eles salienta-se o génio das finanças Vítor Constâncio.

O segredo da Finlândia

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Será mesmo 'segredo' ou antes uma simples questão de inteligência, racionalidade e bom-senso?

"Na Finlândia, os professores têm uma tarde livre para trabalharem em conjunto: planificam, trocam materiais e elaboram recursos didácticos de forma cooperativa. A ênfase está na atitude colaborativa e no apoio aos alunos que estão a ficar para trás. Não há exames nacionais, os resultados das avaliações externas das escolas não são tornados públicos, não há rankings de escolas e um em cada três alunos recebe aulas de apoio. Na Finlândia, os professores são muto bem pagos, a profissão é socialmente muito valorizada, não existe um sistema formal de avaliação de desempenho dos professores, não existe um Ministério da Educação com poderes curriculares e pedagógicos sobre as escolas, o currículo nacional é mínimo, a autonomia das escolas é grande, os planos de estudos incluem menos disciplinas do que em Portugal, o número de aulas por semana é menor e as aulas têm 45 minutos. Como se vê, é tudo ao contrário de Portugal.
Quem é que Portugal tem copiado? Na avaliação dos professores, Portugal copiou o Chile, Na centralização curricular e pedagógica, inspirou-se na França. Na avaliação externa das escolas, foi buscar o modelo britânico. Ou seja, Portugal tem vindo a copiar os países com piores resultados escolares."

recebido via email
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