domingo, 24 de outubro de 2010

Comissão Política Concelhia de Oeiras do CDS-PP


RECOLHA DE RESÍDUOS NO CONCELHO DE OEIRAS

PARTE I



A Comissão Política Concelhia de Oeiras do CDS-PP organizou um debate sobre a “Recolha de Resíduos Sólidos em Oeiras”, que contou com a presença de ilustres oradores, casos de Pedro Carteiro, da organização ambientalista “Quercus” e de Luís Simões, outrora vereador na Câmara Municipal de Oeiras, pioneiro na implantação do sistema de recolha “porta-a-porta” em 1994 na freguesia de Queijas.

Também participaram, a título individual, Ana Vieira, Engenheira do Ambiente, Alfredo Pereira, Chefe de Serviços de Limpeza e Helder Sá, Encarregado de Mercados.

Isabel Sande e Castro deu as boas vindas aos convidados, explicou a razão do evento, referindo que o CDS-PP quer documentar-se o mais possível sobre o tema dos resíduos em Oeiras, pretendendo ouvir vários intervenientes e não só a versão do Município.

Seguidamente passou a palavra ao moderador, Dr. Luís Simões, que fez uma abordagem sobre a sua experiência enquanto Vereador do Ambiente nos anos 90 do século passado, das deslocações que fez em Portugal e ao exterior para se inteirar do que se fazia noutros municípios, ver novos equipamentos de deposição, recolha, transporte e tratamento de resíduos. Pela sua explanação demonstrou ser uma pessoa com vastos conhecimentos na área, cativando a assistência.

De seguida foi dada a palavra a Pedro Carteiro que, através da apresentação de PowerPoint, mostrou números de recolha “porta-a-porta” dos concelhos da Maia e de Lisboa, demonstrando claramente as vantagens deste sistema.

O diálogo foi uma constante entre o orador e a assistência, pois para alguns este tema é de desconhecimento quase absoluto.

Foram deixadas pistas para visitas a centrais de tratamento de resíduos sólidos, que o CDS-PP Oeiras acolheu com bastante agrado.




RECOLHA DE RESÍDUOS NO CONCELHO DE OEIRAS

PARTE II




Coube à Eng.ª Ana Vieira apresentar um estudo comparativo sobre a 1.ª década deste século em Oeiras que o anfitrião publicitará se assim o entender.

Alfredo Pereira partilhou a sua experiência profissional no sector e a experiência vivida nas Instalações Municipais de Vila Fria (Porto Salvo), inauguradas em 1993, com pompa e circunstância pela Ministra do Ambiente, Teresa Patrício Gouveia, onde era feita a triagem de recicláveis de Oeiras e Lisboa, cuja gestão viria a ser entregue, anos mais tarde, à Tratolixo, até ao seu posterior desmantelamento.

A finalizar, Helder Sá, tendo vindo residir pela primeira vez para o concelho em 1977, partilhou as transformações que se operaram em Oeiras nos últimos 33 anos, referindo que é altura de parar com a colocação indiscriminada de equipamentos de deposição de modo que a que se reformulem estratégias, que é o momento do poder político ouvir os munícipes e os técnicos. Afirmando ser um cidadão e munícipe bem informado, referiu desconhecer a existência de um Plano Estratégico de Resíduos, o que considera inadmissível num município que exalta a sua “excelência”. Na linha do representante da Quercus, referiu a importância da implementação do Plano Estratégico, que o lixo não pode ser uma arma de arremesso político, que os Partidos com assento no Executivo e na Assembleia Municipal deverão acordar na criação, ratificação e implementação do Plano Estratégico de Resíduos de Oeiras, que deverá ter a participação dos munícipes e técnicos do sector.

Os presentes foram convidados para um próximo painel, em data oportuna, sobre o tema “MANUTENÇÃO DOS ESPAÇOS VERDES EM OEIRAS – Jardineiros municipais versus empresas e seus custos”, desta feita aberto à comunicação social.



ANO – Agência Noticiosa de Oeiras


24/10/10

8 comentários:

Anónimo disse...

Foi uma troca de experiências gratificante entre os vários intervenientes e interlocutores. A grande conclusão é que não há uma estratégia para os resíduos em Oeiras, é tudo feito em cima do joelho, é o poder político a impor a sua vontade sem ouvir os técnicos e substuindo-se a estes, e estes, acagaçados e subservientes não fazem valer os seus pontos de vista.

Anónimo disse...

Os munícipes deveriam ser mais exigentes e interessarem-se por estas "coisas". Este é tal concelho de EXCELÊNCIA, que não é mais que um chavão populista e propagandista.

Anónimo disse...

No concelho de Oeiras não faltam planos, para além destes é necessária uma verdadeira transparencia da administração pública. Se assim fosse os eleitos locais e os directores não ficavam tão amedrontados com um debate público com o objectivo de chegar às melhores propostas.

Clotilde Moreira disse...

Além dos planos e estratégias é muito urgente a sensibilização da população e do comércio para uma correcta maneira de tratar o espaço público pois as zonas dos caixotes dos vários lixos são olhadas como estrumeiras. As lojas também não têm uma maneira correcta de tratar o espaço público. Isto deve começar em casa, na escola e pela vida fora.
Clotilde

Anónimo disse...

D. Clotilde: o planeamento deve ser feito. P.e: que quantidade de lixos e tipos vamos recolher dentro de 10 anos? Onde o vamos depositar? Como o separamos? Deverá ser enterrado? Deverá ser incinerado (queimado)? Aonde? Trajouce? Mafra? Chamusca? Seixal? Palmela? S. João da Talha? Para um munícipe a coisa mais fácil é recolher o lixo. Assim como cada um de nós se quer ver livre dele, as autarquias têm a responsabilidade de o recolher e depositar, mas não a qualquer preço. Sensibilização? Já houve. Deixou de haver quando uma vereadora, com a cobertura de Isaltino Morais, mudou radicalmente os processos e os equipamentos de deposição e recolha por sua alta recreação, sem ouvir técnicos e populações. Sensiblizaram-se as pessoas, sobretudo os comerciantes, para as mudanças que começaram a ocorrer a partir de 2007? Não! É assim e mais nada! Este é o estado de Oeiras, este é o resultado da errada e prepotente política autárquica da responsabilidade de Isaltino Morais e Madalena Castro. Não há dinheiro para sensibilização, há dinheiro para almoços, jantares, farras e coboiadas!

Marquês disse...

Esta iniciativa do CDS é de louvar. Pena é que os restante partidos não sigam o exemplo. Se estiverem informados melhor poderão questionar Isaltino Morais sobre este assunto.

Isabel Magalhães disse...

O CDS Oeiras há muito que está a trabalhar e a trabalhar bem. A Isabel Sande e Castro e os demais estão a fazer um bom trabalho.

Clotilde Moreira disse...

anónimo 25 de Outubro de 2010 22:07

Tem razaão mas não devemos desistir e sugiro que se envie estas e todas as fotos para a entidade responsável para ver se muda de atitude.
Clotilde