quarta-feira, 23 de julho de 2008

COISAS DE ALGÉS XI (4)


4– O MASA continuou e foi abalando as certezas de entidades…

O silo de quatro piso entre as traseiras da Av. dos Bombeiros, da Calçada do Rio e em cima da continuação do Largo Comandante Augusto Madureira é noticia no Jornal de Noticias de 12 de Julho de 2002 dando pormenores sobre a posição da Câmara pela voz do então Vereador responsável pelo Trânsito, Transportes e Obras Públicas, Lopes Neno que se mostra surpreendido com a posição de alguns moradores que tencionam recorrer a tribunal para travar a obra. E defendia que o grupo não era representativo. Porém o Grupo de populares era a maioria dos residentes conforme o abaixo-assinado na altura já com 700 assinaturas. As várias afirmações do Vereador foram esclarecidas e rebatidas numa folha distribuída.

Também o Correio da Manhã de 31 de Julho informava que tinha sido entregue uma carta na Câmara onde os subscritores admitiam avançar com uma acção judicial caso esta entidade não cancelasse tal projecto. Nesta carta arquitectos e engenheiros residentes relatam as ilegalidades da construção não se estando a cumprir as distâncias legais de ordenamento urbanístico. Este Jornal remata informando que a Câmara já teria admitido proceder a algumas alterações no projecto.

O Correio da Manhã de 1 de Agosto de 2002 informava:
Contestação – Movimento Anti-Silo Automóvel defende parque subterrâneo
Câmara de Oeiras estuda alternativas
Os moradores que se opõem à construção da obra em Algés avançam com uma solução. Um técnico da autarquia considera-a viável
E explicava qual a solução analisada que seria um parque subterrâneo por baixo do campo de futebol do UDRA que podia ter a capacidade de 600 lugares.

Também o Noticias da Amadora da mesma data dá pormenores porque existe esta oposição, informa que já há um advogado contratado, refere a alternativa do UDRA ou os terrenos dos bombeiros na traseira do quartel e que este Movimento tinha acabado de lançar um site.

E a jornalista Catarina Serra Lopes no jornal Público de 2 de Agosto dá noticia e chama a atenção das páginas da internet onde os contestatários parodiam (através de fotos) o caso com o Rossio e mostram qual poderá ser o futuro da sua praceta.

Não tinha acesso à internet e por isso não pude ver, mas lembro que pelo dia 6 de Agosto corria a informação que a Associação dos Comerciantes teria andado a recolher assinaturas para se fazer o silo por baixo do UDRA, solução que – diziam - já tinha sido equacionada há uns tempos atrás. Nunca tive a confirmação de tal.

Continua… está quase a acabar.
Maria Clotilde Moreira / Algés

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