segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A face oculta do "milagre"

Opinião







00h50m

O estudo é da "Data Angel Policy Research Incorporated" e foi apresentado na semana passada na Gulbenkian, em Lisboa. Revela que apenas 1 em cada 5 portugueses é capaz de ler e compreender o que lê de modo a dar resposta a problemas concretos, isto é, que apenas 20% dos portugueses possuem o nível médio exigível de literacia, o que constitui o resultado mais baixo entre todos os países analisados. A notícia não surpreende ninguém, a não ser quem acreditou (ou quis acreditar) no assombroso "milagre educativo" propagandeado pelo anterior Governo, provando aquilo que os criticados "bota abaixistas" vinham dizendo: que o facilitismo educativo pode melhorar artificialmente as estatísticas e povoar o país de diplomados de aviário com computadores "Magalhães" debaixo do braço, mas que ter um diploma não significa necessariamente saber ler e compreender o que se lê (se calhar nem sequer ler e compreender o que diz o próprio diploma). A opção do Governo Sócrates pelas aparências propagandísticas num sector estratégico como o da Educação é uma pesada factura que o país irá pagar durante muito tempo.

3 comentários:

Diogo disse...

As pesadas facturas de Sócrates não se limitam à educação. Há as pesadas facturas das obras públicas inúteis, as pesadas facturas da política de saúde, as pesadas facturas da política financeira (a oferecer milhares de milhões aos bancos), etc, etc, etc.

Anónimo disse...

Tem razão, um cada cinco portugueses não sabe ler e se a culpaé de Socrates e com razão. Normalmente só se aprende a ler, para quem vai para o Jardim de Infãncia, por volta dos 4 anos, para o 1º ano, com 6 ou 7 anos, como Sócrates só está no Governo há 5 anos, é só fazer as contas.

oeiraslocal disse...

[O estudo] Revela que apenas 1 em cada 5 portugueses é capaz de ler e compreender o que lê (...)


Assim li e assim compreendi.