terça-feira, 30 de junho de 2009

Pina Bausch

Figura maior da dança moderna e contemporânea, Bausch era uma criadora consagrada e uma das maiores coreógrafas do mundo.
Morreu hoje.


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Ainda o Jamor

A Câmara Municipal de Oeiras defende que a gestão do espaço do Complexo Desportivo do Jamor deve ficar a cargo da autarquia, "que tem mais capacidade de planeamento e de proximidade dos cidadãos".

O Complexo Desportivo do Jamor (CDJ) é gerido pelo Instituto de Desporto de Portugal (IDP), organismo sob a tutela da Secretaria de Estado do Desporto.

Perante críticas de munícipes que se opõem à construção de um Campo de Golfe naquele espaço e depois de a autarquia ter admitido embargar as obras daquele campo caso o IDP remeta o projecto para parecer camarário, o vice-presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Paulo Vistas, disse à Lusa que "a gestão daquela área devia estar a cargo da autarquia".

Salientando a "óptima colaboração" entre o IDP e a autarquia, o vice-presidente considerou, no entanto, que "a administração central não tem capacidade financeira, nem de planeamento, nem pessoal suficiente para aquele espaço".
"A autarquia tem planeamento e está mais próxima daquilo que os cidadãos querem", afirmou Paulo Vistas.

"O problema do Estádio Nacional é não haver projecto a médio-longo prazo. É um problema do que se quer fazer: o CDJ não pode estar ao sabor dos governos e das federações desportivas", considerou o vice-presidente da Câmara Municipal de Oeiras.

A intenção da autarquia prende-se com a criação de um "quadro institucional que deveria ser feito", através do qual "a Câmara de Oeiras geria o espaço e os equipamentos seriam geridos pelas federações".

"A nossa área de intervenção poderia ser nos espaços verdes, nas estradas, no equipamento degradado, no investimento ou até no realojamento de famílias que vivem ali perto", avançou Paulo Vistas.

O vice-presidente avançou ainda que a autarquia tem a mesma visão para outros espaços de gestão do Estado no concelho, como o terraplano de Algés (gerido pela Administração de Portos de Lisboa) e a Estação Agronómica Nacional (sob a tutela do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas).

Algés - o mistério do estacionamento vazio


Conforme já referi e é do conhecimento de muitos, em Algés, o parque de estacionamento da Ribeira situado na Av. dos Bombeiros Voluntários/esquina do Largo Comandante Augusto Madureira inaugurado em 25 de Abril de 2008 continua praticamente vazio. Às vezes tem cinco viaturas. O custo é fixo: tarifa diurna l,50 euro, à noite 0,50 cent. Por outro lado parece que não é fácil accionar a barreira de entrada e parece que havia pessoas que entravam manobrando pela saída.

Agora foram colocados dois pilaretes que impedem tal manobra mas que vieram sobrecarregar de empecilhos a mobilidade de quem utiliza este passeio. Aliás único meio de nos deslocarmos em segurança tanto mais que o outro lado desta via com dois sentidos, não tem passeio.

Apesar de já termos, em sessão pública da Câmara, chamado a atenção para que seja revisto o tarifário acompanhando o que é praticado no estacionamento envolvente da Av. dos Bombeiros, estes 88 lugares continuam vazios não se entendendo como pode estar sem rendimento um investimento que não deve ter sido barato.
Maria Clotilde Moreira / Algés
(Artigo publicado hoje no Correio dos Leitores do Jornal de Oeiras)
Imagem: MCMoreira

Partido Pelos ANIMAIS

Promotores querem ir às legislativas

Petição para a criação do Partido pelos Animais circula na Net

Público - 29.06.2009 - 07h57 Janaína Kalsing
Um partido político no qual os principais beneficiados não pensam, não falam e, muito menos, votam. Estranho? Não para os fundadores do Partido pelos Animais, aspirantes a uma cadeira no Parlamento português.

O partido ainda não está formalizado junto do Tribunal Constitucional. Como são necessárias 7500 assinaturas para isso - possui até o momento cerca de mil adesões na sua página no Facebook -, os coordenadores António Rui Ferreira dos Santos, de 45 anos, Pedro Luís de Oliveira, de 49, Paulo Alexandre Borges, de 49, e Fernando Leite, de 45, contam com um site na Internet http://www.partidopelosanimais.com/

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Partido Pelos Animais
"A grandeza de uma nação e o seu progresso moral podem ser avaliados pela forma como trata os seus animais" - Gandhi

MadOff ou MadOn?


















segunda-feira, 29 de junho de 2009

Conferência - A Geografia no Ordenamento do Território

1 de Julho de 2009, quarta-feira, na Reitoria da Universidade de Lisboa.
Entrada livre, sujeita à lotação da sala.

(clique para ampliar)


"AVOS DE BANALIDADES"


GRUPO OEIRAS VERDE

NO SANTIAGO ALQUIMISTA, 2 DE JULHO ÀS 18h30
EM CONCERTO DA PALAVRA E MÚSICA
AVOS DEBANALIDADES

Informação adicional: O Santiago Alquimista é no Largo de Santiago que se situa frente ao Miradouro de Santa Luzia, à esquerda, depois da Sé.
Eléctrico 28 na Rua da Conceição
Nota: Muito cuidado com os carteiristas no Eléctrico 28

PEDRO SANTANA LOPES

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http://lisboacomsentido.blogspot.com/

Offshore socialista



29 Junho 2009 - 09h00
Estado do Sítio – Correio da Manhã

A última novidade do Governo socialista do senhor presidente do Conselho é uma coisa chamada Fundação para as Comunicações Móveis. Esta entidade, cozinhada no gabinete do ministro Lino ex-TGV e ex-aeroportos da Ota e Alcochete, foi a contrapartida exigida pelo Governo a três operadores para obterem as licenças dos telemóveis de terceira geração. É privada, tem um conselho geral com três membros nomeados pelo Executivo e um conselho de administração com três elementos, presidido por um ex-membro do gabinete do impagável Lino, devidamente remunerado, e dois assessores do senhor que está cansado de aturar o senhor presidente do Conselho e já não tem idade para ser ministro.

Chegados aqui vamos à massa. Os três operadores meteram até agora na querida fundação 400 milhões de euros, uma parte do preço a pagar pelas tais licenças. O Estado, por sua vez, desviou para esta verdadeira offshore socialista 61 milhões de euros. E pronto. De uma penada temos uma entidade privada, que até agora sacou 461 milhões de euros, gerida por três fiéis do ministro Lino, isto é, três fiéis do senhor presidente do Conselho. É evidente que esta querida fundação não é controlada por nenhuma autoridade e movimenta a massa como quer e lhe apetece, isto é, como apetece ao senhor presidente do Conselho.
Chegados aqui tudo é possível. Chegados aqui é legítimo considerar que as Fátimas, Isaltinos, Valentins, Avelinos e comandita deste sítio manhoso, pobre, deprimido, cheio de larápios e obviamente cada vez mais mal frequentado não passam de uns meros aprendizes de feiticeiro ao pé da equipa dirigida com mão de ferro e rédea curta pelo senhor presidente do Conselho.
Chegados aqui é legítimo dar largas à imaginação e pensar que a querida fundação, para além de ter comprado a uma empresa uma batelada de computadores Magalhães sem qualquer concurso, pode pagar o que bem lhe apetecer, como campanhas eleitorais do PS e dos seus candidatos a autarquias, e fazer muita gente feliz com os milhões que o Estado generosamente lhe colocou nos cofres.
Chegados aqui é natural que se abra a boca de espanto com o silêncio das autoridades, particularmente do senhor procurador-geral da República, justiceiro que tem toda a gente sob suspeita. Chegados aqui é legítimo pensar que a fundação privada criada pelo senhor presidente do Conselho é um enorme paraíso fiscal, uma enorme lavandaria democrática.

António Ribeiro Ferreira, Jornalista

Portal para transparência nas obras públicas adjudicado sem concurso


Contratos Públicos

O Instituto da Construção e Imobiliário (InCI), organismo público que ficou elaborou o Código dos Contratos Públicos em nome da transparência e do rigor no uso dos dinheiros públicos, entregou o desenvolvimento de um portal à Microsoft, num contrato sem concurso público e onde já há derrapagens, avança o Público

Segundo o InCI, a elaboração deste portal - http://www.base.gov.pt/ - foi adjudicada à Microsoft a 27 de Junho de 2008, por «ajuste directo, considerando, à data, a urgência de implementação do portal»

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Lisboa e o fim dos dinossauros

Há 20 minutos

Opinião


Que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa tenha sido eleito por um em cada nove lisboetas não é normal. Que o seu grupo de vereadores tenha poder de planear e gerir projectos tão estruturais como a terceira travessia do Tejo, a frente ribeirinha, urbanizações e reabilitações de vastas áreas do território da cidade parece quase um golpe de Estado


No íntimo, o cidadão português anseia por um ciclone que varra a classe política instalada, que uma tempestade solar curte-circuite o espectro partidário, que uma onda gigante leve os maçons para França, os opus dei para Itália, o compadrio para a Sicília e as cunhas para Espanha.

A bem dizer, a população portuguesa está-se nas tintas para o socialismo, borrifa-se para a social-democracia, marimba-se para a democracia cristã, considera o comunismo uma anedota e o bloquismo de esquerda uma variante de loja do canhoto.
Ninguém, a não ser os clientes da partidocracia em que se tornou a cangalhada herdada da revolução de 1974, se revê sinceramente no sistema político montado, em que a ordem é produzida em Bruxelas, o sustento é assegurado por grupos financeiros e a mira da felicidade é acaparada pela peste do futebol. O resultado confrangedor deste estado de coisas da res publica lusitana é um intransponível abismo cavado entre eleitores e eleitos, que se espelha na quase total ausência de participação cívica na vida política, e no desamor colectivo pelos conceitos de comunidade e de civilidade.

A Lisboa é um caso agudo desta derrocada cultural. Em grande parte, tal é devido à existência de um mastodonte político-administrativo chamado CML.

A CML deveria ser, pura e simplesmente, suprimida e em seu lugar deveriam ser criadas cinco câmaras que pudessem gerir eficazmente os vários núcleos urbanos que compõem a cidade.

Estas câmaras, com as dos concelhos limítrofes, deveriam compor um conselho municipal com funções de gestão e planificação estratégica, que absorvessem funções da CCDR e do Governo Civil. A miríade de freguesias deveria ser destituída, segundo o princípio de que uma junta de freguesia urbana não deveria administrar uma população menor que 5 mil habitantes e maior que 20 mil. A Assembleia Municipal deveria ser, correspondentemente, reformada de modo a funcionar como parlamento regional.

Seria mais lógico e mais prudente que os munícipes votassem em agrupamentos cívico-partidários, que representassem e defendessem interesses específicos à freguesia, ao núcleo urbano, à cidade e à região.

Depois de tal terramoto, justificar-se-ia a criação de um museu dedicado à evocação da memória dos tempos jurássicos da democracia portuguesa. Seria o local indicado para contemplar as foices, martelos, setas, punhos e flores, bolas e estrelas partidárias.

Manuel João Ramos
Cidadão de/por Lisboa

230 para 215?!


AR
Menos deputados e candidaturas independentes são propostas de Oliveira e Costa

Menos deputados na Assembleia da República e a possibilidade de candidaturas independentes ao Parlamento são duas das propostas de alteração à Lei Eleitoral feitas por Rui Oliveira e Costa. As sugestões constam de um livro que é lançado esta terça-feira [no CCB]
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Luís Patrão ganha 7000 euros por mês na TAP

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Governo: Gestor acumula cargo com presidência do Turismo de Portugal

O ex-chefe de gabinete de José Sócrates ganhou, em 2008, como vogal do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da TAP 98 mil euros. Com este salário anual, referido no Mapa de Remunerações dos Órgãos Sociais, Luís Patrão, que é também presidente do Instituto de Turismo de Portugal (ITP) desde Maio de 2006, recebeu da TAP, durante 14 meses, um ordenado mensal fixo de sete mil euros, valor superior ao vencimento do próprio primeiro-ministro
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Os trambolhões do Governo

Opinião






Ontem
As eleições europeias foram a 7 de Junho. Três semanas seria tempo mais do que suficiente para o Governo perceber o que se passou e ter partido à conquista (sobretudo) do eleitorado que se absteve, ao mesmo tempo que deveria ter procurado minimizar os danos junto dos eleitores que foram às urnas castigar o PS, votar noutro partido.

Os eleitores que não votaram nas Europeias podem dar maioria quer ao PS quer ao PSD. Em teoria, a maior parte deles ou pertencerá aos indecisos do centrão ou serão votantes PS desiludidos. Os outros, os que estão firmes na sua vontade, terão votado. É por isso que a derrota do PS não parecia, não parece, irremediável. Mas é também por isso que o renascido PSD pode acalentar esperanças que eram impensáveis há três ou quatro meses.

Só nesta semana, os socialistas arriscam-se a ter perdido uma "mão-cheia"de votos, tantos foram os trambolhões. A constituição de Carlos Guerra como arguido no caso Freeport levou José Sócrates a desdizer o ministro da Agricultura, fazendo a opção correcta, é certo, mas mostrando falha de coordenação e deixando o ministro sem pé. O ministro Mário Lino fez duas declarações públicas impossíveis: primeiro, disse que não tinha idade para continuar como ministro; depois, com um ar cândido, falou de derrapagens nas obras públicas, como se fossem a coisa mais natural do mundo. No caso da Fundação das Comunicações, começou bem, mostrando o engano de Rangel e do PSD, e acabou mal, não explicando por que motivo optou o Governo por uma fundação privada, se os dinheiros são públicos. Para Sócrates, ficou guardado o pior da semana: no Parlamento, mostrou mais uma vez o que pensa da linha editorial da TVI, nuns termos que não são próprios de um primeiro-ministro, descendo ao mesmo nível da jornalista que critica e escorregando na pergunta, a ponto de todos termos percebido que lhe agradaria a alteração editorial. Depois, no caso PT-Prisa, fez figura de inocente, deixando passar a mensagem de que o Governo não sabia nem tinha de saber do negócio que estava em marcha, causando perplexidade geral tanta ingenuidade ou sede de poder. Com o reparo violento de Manuela Ferreira Leite e o puxão de orelhas de Cavaco (possivelmente para além do limite do que é tolerável num PR que se quer equidistante) matou, por razões políticas, um negócio interessante do ponto de vista económico e ainda aí ficou exposto às balas do PSD, que o acusou de se estar a proteger, acusação para a qual não encontrou resposta.

Sócrates, o mesmo Sócrates que no início da legislatura vencia as batalhas que travava, enfrentava lóbis poderosos e gozava de um estado de graça prolongado, aparece agora como um iniciado, exposto a todas as balas e sem protecção, sem alguém a seu lado com peso suficiente para o apoiar no refazer da imagem amarfanhada nas eleições europeias e o ajudar a relançar o partido para o próximo combate eleitoral. Manuela Ferreira Leite, por seu lado, mantém claramente um crescendo de credibilidade e tornou-se "a" figura. As coisas são entre ela e ele. Até o peso do Bloco e o crescimento da Esquerda à esquerda do PS passou para segundo plano. Talvez Sócrates precise que António Vitorino dê mais atenção à política real, agora que elabora o programa de Governo, e que António Costa apareça mais vezes com ele, antes de se dedicar por inteiro à campanha para Lisboa.

domingo, 28 de junho de 2009

Nunca abandone

Meu filho meu tesouro...

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PITECOS

Alteração do local da reunião ordinária da Assembleia de Freguesia de Algés


Por indisponibilidade da Sala de Exposições do Palácio Ribamar, em Algés, no dia 29 de Junho de 2009, pelas 21 horas, devido à realização de eventos programados para o mesmo espaço, a reunião ordinária da Assembleia de Freguesia de Algés prevista para aquele local, será alterada para o Centro Cultural de Algés, sito na Avenida da República, nº 75 C, no mesmo dia e hora marcados.

Palácio Ribamar - Algés

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sábado, 27 de junho de 2009

‘Coração Independente Dourado’ de Joana Vasconcelos vale mais de 94 mil euros

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Leilão

O 'Coração Independente Dourado', peça de Joana Vasconcelos, vai a leilão em Londres com um valor estimado entre 94 mil e 140 mil euros, acontecimento «inesperado» para a artista portuguesa

A peça, que está actualmente em exposição nas instalações da leiloeira Christie’s, onde se realiza o leilão na terça-feira à noite [30 de Junho], pertence à colecção do restaurante Eleven, em Lisboa.

Para Joana Vasconcelos, a venda num leilão internacional de arte contemporânea «é uma situação nova» e inédita na sua carreira, que pode ajudar a promover o seu trabalho no estrangeiro.

«Logo veremos o efeito que este tipo de coisas produz no futuro da minha carreira», declarou à agência Lusa.

Joana Vasconcelos, nascida em 1971, trabalha sobretudo em escultura e instalação e já expôs em França, Espanha, Itália, Noruega, tendo recebido vários prémios.

A peça que vai a leilão data de 2004 e esteve exposta em 2007 em Bruxelas, durante a presidência de Portugal da União Europeia, no último semestre de 2007.

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Inacreditável


O Terreiro do Paço precisa de respeito

O que está a passar-se com as obras no Terreiro do Paço e na Ribeira das Naus é absolutamente inacreditável. Passei lá esta semana com vontade de gostar, de apreciar o que está a ser feito, independentemente do respeito pela lei.

Ora é indescritível! Convido todos, lisboetas e outros cidadãos de Portugal, a fazerem o mesmo.

O estreitamento das vias de rodagem e as alterações nos passeios são um pequeno e lamentável exemplo do que está acontecer com os poderes dados a uma sociedade do Estado – a Frente Tejo –, com total desrespeito pelas regras mais elementares do Estado democrático de direito, incluindo a do bom senso.

Volto a perguntar: onde estão os estudos de tráfego que permitem estas alterações e que o vereador Sá Fernandes tanto reclamou para o túnel do Marquês? Onde está o estudo de impacto ambiental, também reclamado nessa situação? E o IGESPAR foi ouvido sobre tudo que lá está a ser feito?

Não me coíbo de escrever aqui sobre este assunto, porque não é um tema de campanha. Trata-se, como escrevi na semana passada, de uma questão nacional. Muito de Lisboa, mas de todo o país.

E, para além disso, a doutrina parece ter mudado em Portugal, nomeadamente por parte da Entidade Reguladora para a Comunicação Social. O actual presidente da Câmara continua a participar num programa televisivo, provavelmente porque continua a afirmar que não é candidato. Ora, não sendo ele candidato, ainda mais à vontade estou para escrever sobre os actos ou omissões da equipa que dirige.

O que mais impressiona é a maneira como alguns podem fazer quase tudo o que querem, sem que ninguém intervenha. Pensava-se que teria havido esta semana o embargo das obras, na sequência de uma providência cautelar do Automóvel Clube de Portugal.

Devo dizer (como se compreenderá) que não gosto nada de embargos judiciais às decisões do poder político. Mas também não gosto nada destes dois pesos e duas medidas. Os que não violam a lei têm as obras embargadas e paradas durante muito tempo; os que não querem saber da lei vão por aí fora. Sinceramente, é preciso que a normalidade democrática funcione.

Que fique também claro que não são obras à pressa que me impressionam. Digo-o com a devida humildade. Em 2001 João Soares também teve o Metropolitano a fazer grandes obras no Rossio e foram feitas outras na Praça da Figueira, mais o parque de estacionamento no Largo de Camões. Foi tudo inaugurado em cima das eleições, com fanfarra da GNR. E não ganhou as eleições.

A questão está em que não se pode fazer isto ao Terreiro do Paço e à Ribeira das Naus. O Terreiro do Paço precisa de sossego – mas precisa, antes de tudo, de respeito.


Pedro Santana Lopes - Equinócios e Solstícios - 19 de Junho de 2009

Campo de Golf sob contestação

Jornal da Região - Oeiras
23 a 29 de Junho 2009
página 6

Leia a reportagem aqui

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Assinaturas contra a construção do campo de golfe no Estádio Nacional

Os Amigos do Estádio Nacional relembram que amanhã vão estar junto à Cafetaria do Ténis das 10h às 13h para recolher mais assinaturas e distribuir panfletos. Estão também ao dispor de todas as pessoas que os queiram conhecer ou obter qualquer esclarecimento sobre as iniciativas em curso.

A não responsabilização dos Partidos


Foram muitos os Partidos que se apresentaram às eleições europeias e alguns deles estão preparando campanha para as próximas eleições. E até há alguns números significativos de votantes que os vão alimentando. Mas talvez fosse interessante que os eleitores conhecessem bem até que ponto é que os partidos cumprem os deveres subsequentes.

Assim, partidos com discursos inflamados e líderes de renome não têm militantes disponíveis para integrar as quotas de membros das mesas de votação, nem nomeiam delegados. Alguns nem aparecem nas reuniões preparatórias das eleições, mas depois sabem receber as subvenções por serem “partido” e aparecem nas listas.

Acontece muitas vezes que para se obviar esta falta de elementos, o número de eleitores por mesa de votação é excessivo, ou para conseguirem abrir as urnas a tempo e horas se tem de solicitar aos cumpridores que “transformem” os seus delegados em membros de mesa de votação.

E, depois, até tem acontecido que membros desses partidos que conseguem ser eleitos para órgãos autárquicos mantêm-se calados nas reuniões ou perguntam a outros partidos o que vai acontecer.

Não seria de exigir e até penalizar todos aqueles partidos que não cumprem todas as obrigações? E os votantes não deveriam informar-se e conhecer quais são os partidos que seriamente estão cumprindo? Claro que se houver seriedade acaba uma parte do folclore de qualquer um fundar um partido como quem lidera uma tertúlia do café do bairro.

Maria Clotilde Moreira / Algés


[Artigo publicado hoje no 'Público' - Correio dos Leitores]

Novas provas contra Isaltino




Justiça
Por Graça Rosendo


O Ministério Público (MP) tem novas provas contra Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, que está a ser julgado no Tribunal de Sintra pela prática, entre outros, dos crimes de corrupção, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de poder

O procurador Luís Elói juntou ao processo documentação sobre a campanha eleitoral de Isaltino Morais em 2001, através da qual se verifica terem sobrado apenas cerca de 15 mil euros do total das verbas que o autarca então angariou.
Ora, quando foi confrontado em tribunal com os depósitos em numerário detectados nas suas contas bancárias no estrangeiro – que, no total dos anos analisados neste processo, ultrapassam o milhão de euros – , Isaltino alegou que se tratava de dinheiro que sobrara das campanhas eleitorais.

Não ouvi!


Importa-se de repetir?

Sócrates em português suave

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Pitecos

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Festa de Final de Ano Lectivo da Pediatria do IPO de Lisboa

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Mais um ano lectivo chegou ao fim. Para assinalar esta data, como acontece anualmente, decorreu no passado dia 17 de Junho, a Festa de Encerramento do Ano Lectivo da Pediatria do IPO de Lisboa, com muita música, dança e karaoke.
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Caça à baleia não será retomada

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Sentido das Letras / Copyright 2008 - 6/25/2009 12:49 PM

O Governo Português rejeita que a caça à baleia venha alguma vez a ser retomada em Portugal, e tudo fará para assegurar o cumprimento da proibição desta actividade nas suas águas territoriais.

O Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional esclarece, numa nota publicada no seu site, que, no âmbito da 61.ª Reunião da Comissão Baleeira Internacional, que decorreu no Funchal o Governo defende o reforço das políticas de conservação das baleias em todo o mundo e favorece a manutenção da actual moratória à caça à baleia;

Portugal transformou com sucesso, segundo a nota, as suas actividades de caça à baleia (proibida desde meados dos anos 80) em actividades de observação de cetáceos, que gera hoje mais riqueza para as comunidades que tradicionalmente se dedicavam à caça à baleia, do que a caça alguma vez gerou.

Cinco ex-gestores do BCP acusados de burla pelo Ministério Público

Banca / Económico
O Ministério Público acusou cinco antigos administradores do BCP dos crimes de manipulação de mercado, falsificação de documento e burla qualificada. Os acusados são os ex-presidentes executivos do banco Jorge Jardim Gonçalves e Filipe Pinhal e os ex-administradores António Castro Henriques, Christopher de Beck e António Rodrigues. »»»
25/06/09 13:50
Acusações no BCP dizem respeito a factos ocorridos entre 1999 e 2007 »»»


Nuvens

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25 Junho 2009 - 09h00 – Correio da Manhã


Da Vida Real

Não há dúvida de que as nuvens se adensam. O que vai ser disto, perguntam-me com frequência, num misto de cansaço e resignação. Isto, no caso, é o País, que muitos tratam por este País. Sair desta situação vai ser muito difícil.



A Comissão Europeia incluiu Portugal no grupo de Países (de entre os 27) com menos margem orçamental para combater a crise. É mais uma má notícia que os últimos indicadores de emprego não aliviam, tratando-se, como se trata, nos meses de Verão, de emprego sazonal. O desejável post crise implica más notícias e um muito e novo óbvio apertar de cinto.
Com os processos eleitorais que se avizinham, era importante que, para lá da espuma da verve eleitoral, se discutissem verdadeiras alternativas para o País. Podíamos aprender e retirar as ilações e lições necessárias. Comecemos por abandonar os vícios. Saibamos estruturar de forma coerente e duradoura a sociedade que pudermos ter, muito para além da partidarite.
Para que fique para trás o desmantelamento selectivo do Sistema Judicial.
Para que fique para trás o facilitismo na educação, que só gera ignorância e homens e mulheres pouco qualificados, destinados a empobrecer. Para que fiquem para trás modelos de avaliação que transformam professores em burocratas, com prejuízo do ensino.
Para que fique para trás o aumento sucessivo de impostos, que apontam Portugal como o País onde a carga fiscal mais cresceu entre 2000 e 2007, empobrecendo pessoas e empresas.
Para que fique para trás o desnorte na realização de grandes investimentos, de que a OTA e o "jamais" de Alcochete são exemplos tristes. Pense-se e planifique-se antes de actuar, para não andarmos depois aos avanços e recuos.
Para que fique para trás o abandono da agricultura, da pesca e das indústrias ligadas ao mar.
Para que fique para trás o desmantelamento das poucas instituições de investigação que tínhamos, como é o caso do INETI.
Para que fique para trás o deslumbramento, a funcionalização e a arrogância do poder. Para que o poder da Administração Pública não condicione ninguém. Para que o parasitismo político com as suas metástases não corroa, no seu corrupio de interesses, a nossa sociedade. Para que a impunidade termine e a ética predomine.
E para que a aceitação e o respeito de todas as diferenças sejam uma prioridade numa cidadania madura e inclusiva.
E para que nós possamos ser, enfim, cidadãos empenhados, responsáveis, mas livres.
Paula Teixeira da Cruz, Advogada

As criancinhas explicadas a José Sócrates






As semelhanças entre Sócrates e Obama são cada vez maiores: Obama matou uma mosca durante uma entrevista; Sócrates deu uma entrevista em que parecia uma mosca morta

9:08 Quinta-feira, 25 de Jun de 2009 – Visão


O leitor habitual desta coluna, acostumado aos prodígios estilísticos do autor, já percebeu que, uma vez mais, há malandrice no título - e é da sofisticada. Reparou certamente que se trata da inversão da vulgar fórmula "X explicado às criancinhas" em que, no lugar do X, costuma estar um conceito complicado. Aqui, em lugar de explicar o complexo aos simples, pretende-se explicar os simples ao complexo. Isto supondo que Sócrates é complexo, o que infelizmente não se verifica: é, aliás, por isso que sinto necessidade de lhe explicar como funcionam as coisas simples. Será interessante constatar, no entanto, que Sócrates, não sendo complexo, possui vários complexos. O mais proeminente é, neste momento, o complexo de inferioridade provocado pelos resultados das eleições europeias. O primeiro-ministro sabe que, por culpa própria, parte em desvantagem para as legislativas, e portanto resolveu seguir a estratégia pueril das crianças mal comportadas na véspera de Natal: adoptam a postura suave e sonsa de quem nunca fez traquinices, comem a sopa até ao fim e prometem dotar mais generosamente o orçamento da cultura. A grande maioria dos miúdos, não por acaso, esquece este último ponto: o objectivo do estratagema é agradar, e se há coisa de que as pessoas não gostam é de quem promete dar dinheiro aos artistas. Não devemos esquecer que, em português, a palavra "artista" é polissémica a ponto de permitir designar tanto a Paula Rego como os automobilistas que fazem idiotices no trânsito, sendo que é usada muito mais vezes para caracterizar os segundos do que a primeira.
É incompreensível, portanto, que Sócrates anuncie medidas impopulares tão próximo das eleições. E a atitude mansa e benevolente, além de soar a falso, revela pouco sentido de estado: não me lembro de alguma vez termos tido um primeiro-ministro bonzinho (e sublinho também a polissemia da palavra "bonzinho").
Por outro lado, o novo comportamento do primeiro-ministro aproxima-o dos grandes estadistas. As semelhanças entre Sócrates e Obama são cada vez maiores: Obama matou uma mosca durante uma entrevista; Sócrates deu uma entrevista em que parecia uma mosca morta. Não sei se o leitor viu as imagens: incomodado por uma mosca enquanto falava com um jornalista, Obama esperou que o bicho pousasse e matou-o. Em situação idêntica, o Sócrates dos bons velhos tempos também matava a mosca. E o jornalista. Agora, na impossibilidade de entrar a matar, o primeiro-ministro mortifica-se. Vendo bem, Sócrates não mudou muito: dantes, amesquinhava os outros; agora, reverte o amesquinhamento para si próprio. No fundo, não deixou de amesquinhar. Como é evidente, prefiro o Sócrates original e autêntico: não me importo nada quando amesquinha jornalistas e adversários, mas levo a mal que amesquinhe o primeiro-ministro do meu país. Acho uma indignidade. Sobretudo porque me deixa sem nada para fazer.

"Se Moniz sair da TVI será escandaloso"

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À SIC Notícias, a líder social-democrata diz que não aumenta os impostos e que o Governo tinha de saber do negócio da PT, ao contrário do que José Sócrates afirmou hoje.


A líder do PSD fez ontem a primeira promessa aos portugueses se ganhar as eleições e formar governo: "Não aumentarei os impostos!" Manuela Ferreira Leite já tinha garantido na entrevista à SIC Notícias que nada dirá ao País que não possa cumprir. "É necessário crescer, enriquecer e as empresas desenvolverem-se", justificou a líder laranja.

Ferreira Leite aproveitou para responder às acusações que o primeiro-ministro fez ao Executivo de Durão Barroso, de que fez parte como ministra das Finanças, de que teria herdado um País prisioneiro de um enorme défice público. A líder social-democrata sublinhou que esse problema foi gerado no Governo socialista de António Guterres. E os "sacrifícios" que ela própria pediu aos portugueses para controlar - tendo admitido que não o conseguiu resolver - foram impostos pela União Europeia, que ameaçava cortar os fundos comunitários ao País.

Num ataque constante, embora sem agressividade, ao líder do Governo, Ferreira Leite lembrou a recente entrevista de José Sócrates também à SIC Notícias: "O que me preocupa é como o primeiro- -ministro não pronunciou uma única vez a palavra que define o problema do País: endividamento." E voltou à mesma ideia durante as respostas à jornalista Ana Lourenço: "O primeiro-ministro não sussurrou a palavra endividamento uma única vez."

Manuela Ferreira Leite reiterou que o Governo está a combater a crise de forma errada ao apostar nos grandes investimentos públicos, em particular no projecto de alta velocidade (TGV). "Se o País não estivesse endividado... não sou maluquinha contra os comboios", argumentou. "O TGV não cria emprego, as estradas não criam emprego", garantiu a líder social-democrata, acusando o primeiro-ministro de arrastar Portugal para o "emprobrecimento irremediável" caso persista neste rumo. E remetendo para o apelo público lançado pelos economistas contra as grandes obras, frisou: "Não existe um único economista credível que não partilhe desta opinião. O primeiro-ministro está sozinho."

O rumo que pretende traçar no programa de governo do PSD, e que será divulgado no final de Julho, é o de uma aposta forte no apoio às pequenas e médias empresas e no reforço do apoio social às famílias. Medidas como a recuperação do património e do parque escolar são aquelas que disse geradoras de emprego.

Ferreira Leite criticou ainda o processo de nacionalização do BPN e mostrou-se favorável à venda do banco. Elogiou a comissão de inquérito parlamentar ao caso e concluiu que "a imagem do Banco de Portugal" e do seu governador Vítor Constâncio "saíram afectadas". Quando questionada sobre Dias Loureiro neste processo, a antiga companheira dos governos de Cavaco Silva e até do Conselho de Estado preferiu "não fazer juízos de valor sobre as pessoas".

Já o imbróglio do BPP mereceu--lhe as "maiores preocupações" porque envolve as poupanças de portugueses entregues a um sistema bancário que deveria ser de confiança. Neste ponto, Manuela Ferreira Leite garantiu que se fosse ministra das Finanças, ao invés do que aconteceu com Teixeira dos Santos, não ficaria oito meses calada perante um problema gravíssimo e enquanto as contas estavam congeladas. "O ministro das Finanças falhou rotundamente!"

Voltou à carga contra Sócrates ao acusá-lo de faltar à verdade ao dizer que desconhece a intenção da PT em adquirir 30% da Media Capital, proprietária da TVI. E se o negócio se concretizar e com ele a substituição do director-geral do canal de televisão, José Eduardo Moniz, então, disse a líder laranja, "é gato escondido com o corpo de fora". Uma eventual ingerência na linha editorial do canal mais agressivo para o Governo e o primeiro-ministro foi considerada por Ferreira Leite como "escandalosa" e "gravíssima para a democracia".

A presidente do PSD voltou a dizer que não vai pedir a maioria absoluta aos portugueses que apenas têm de escolher se querem manter Sócrates no poder. "Se não quiserem é melhor não dispersarem os votos." Recusou-se a falar de cenários pós-eleitorais, incluindo alianças com o CDS.

Disse claramente que os "barões" e "baronetes" do PSD não podem ser "menosprezados" e garantiu que o partido está unido para o combate eleitoral. Quanto a Pedro Passos Coelho ser candidato a deputado, colocou-o como hipótese: "Com certeza que daria um bom deputado."

Está desde já convidada!

O Boletim Municipal "Oeiras Actual" do mês de Maio, a páginas 23 informa-nos, pela pena do cronista de serviço de seu nome Luís Vaz do Carmo, (não... não é de Camões) que a jornalista Clara Ferreira Alves no programa televisivo " Eixo do Mal" teria dito e cito-o:

"Em Oeiras, até no chão se pode comer, tal a limpeza do município".

Está desde já convidada para um lauto pequeno almoço, na Freguesia de Linda-a-Velha ou outra do concelho de Oeiras, dado que a paisagem circundante é a ideal para numa agradável manhã de Verão deglutir o desconhecimento que lhe saiu da boca para fora.

Pontos de Vista por Jorge Miranda




CUSTOS DO PIONEIRISMO


O concelho de Oeiras serviu de balão de ensaio a algumas práticas inovadoras da administração municipal, nas últimas décadas. O dinamismo da acção e a vontade de progresso alcandoraram o território a um patamar elevado de qualidade. Verificou-se, rapidamente, uma ruptura com o recente passado de dependência e estagnação (ou, mesmo, definhamento) e a entrada num autodeterminado avanço sustentado, de progressão célere. E a nova realidade daí resultante passou a servir de modelo.
Uma das iniciativas pioneiras foi a criação do SATUO (Sistema Automático de Transporte Urbano de Oeiras). Pretendia-se dotar os novos pólos empresariais – Lagoas Park e Tagus Park – de um seguro e rápido meio de transporte não-poluente de ligação ao litoral. E para tal a autarquia constituiu uma parceria com a empresa Teixeira Duarte, promotora do Lagoas Park. Ambas as entidades tinham interesse na execução deste projecto: a câmara repartiria os custos da planeada ligação perpendicular litoral/interior e a Teixeira Duarte valorizaria assim o seu empreendimento, dotando-o de acesso directo.
Obra para ser desenvolvida em três fases, não ultrapassou ainda a primeira, entre Paço de Arcos e o Oeiras Parque. E, talvez por não corresponder ao projectado, tem dado prejuízo. A sua diminuta utilização pela população é notória. Não nos surpreende que o exercício de 2008 tenha dado cerca de três milhões de euros de prejuízo!
A Teixeira Duarte, segundo condições contratuais, ficaria responsável pelos custos da construção das duas primeiras fases. Mas, agora, o prejuízo já deve ser de exploração, o que poderá supor que também seja suportado pela autarquia (na proporção do capital - 51%). A continuar assim o negócio será ruinoso.
Dada a fraca adesão a este transporte e a acumulação de prejuízos, a Teixeira Duarte parece estar desinteressada do processo. A salvação do projecto está em a câmara assumir, sozinha, a sua conclusão, desde que compensada financeiramente pela parceira. E a autarquia já deu sinais de querer prosseguir, mesmo só.
As duas fases em falta implicarão um investimento de cerca de 30 milhões de euros que, assim, terão de sair do erário municipal.
É tempo de ponderar se se está em condições de despender tão elevado montante e se a ligação ao Tagus Park será rendível.
Neste momento, temos dúvidas e tememos que se possa vir a parir um “elefante branco”…



O 'Oeiras Local' agradece ao Autor e ao 'Jornal da Costa do Sol' a cedência do artigo e ao 'Boletim Municipal Oeiras Actual' o uso da foto.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

SIMECQ - Exposição de Pintura de Francisco Nunes Amaral

Clique na imagem para ampliar

Sobre o Campo de Golfe e Obras no Jamor



Fomos informados que a CDU vai fazer uma visita ao Jamor e às obras para o campo de golfe no dia 5 de Julho, domingo, às 11h00, que contará com a presença do deputado à Assembleia da República Miguel Tiago e do vereador na CMO Amílcar Campos.

Ponto de encontro: Entrada para as piscinas.

Talvez fosse bom que aparecessem.

NOTÍCIA DO «PÚBLICO»: PORTUGAL DISPOSTO A ACEITAR CAÇA COSTEIRA À BALEIA

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Como disse o outro: "Umas vezes me indigno, outras vezes me envergonho". Agora, nem me consigo decidir!

Mais palavras para quê? É o ministério do ambiente que temos, exibindo toda a sua irrelevância e incompetência, agora visível no quadro internacional!

Pobres baleias! E pobres de nós!

Peregrino

Santana recorda prejuízos causados por providência cautelar de Sá Fernandes




Ontem às 22:40

Santana Lopes recordou os prejuízos causados pela providência cautelar de José Sá Fernandes que fizeram atrasar a obra do Túnel do Marquês em ano e meio. Ouvido pela TSF, o ex-autarca de Lisboa disse ainda que as declarações de António Costa sobre a questão só podem ser feitas devido ao nervosismo.


Pedro Santana Lopes recordou a intervenção do actual vereador José Sá Fernandes na obra do Túnel do Marquês, lembrando que a providência cautelar que apresentou fez com que a obra fosse prolongada.

«O povo de Lisboa sabe que causou grande prejuízo à cidade e ao país até durante o Euro 2004 atrasar a obra um ano e meio. O que está a ser discutido há cerca de dois anos é a indemnização que a empresa pede por esse facto», explicou o antigo autarca lisboeta.

Ouvido pela TSF, Santana Lopes questionou-se sobre quanto custou estar com o estaleiro das obras parado durante todo este tempo e disse que «estas contas são feitas em tribunal», depois de o actual presidente da câmara, António Costa, ter rejeitado um acordo de arbitragem.

O antigo autarca da capital, que lembrou que nunca poderia pagar antes da obra acabar, entende ainda que as afirmações feitas esta terça-feira por António Costa sobre a questão só podem ser feitas por nervosismo antes das eleições.

«Sr o dr. Sá Fernandes não tem embargado a obra ela tinha acabado em Outubro de 2004, um ano antes de acabar [o meu] mandato. O povo de Lisboa sabe que quem devia ser responsabilizado pelo que aconteceu foi quem tomou essa atitude e quem causou esse prejuízo», concluiu.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Momentinho comovente!


Na sessão de hoje foi ouvido o jornalista Fernando Trigo, que expressou ao colectivo de juízes o seu «sentimento de revolta pelos anos» que passou nesta investigação.

«Fui sujeito a uma investigação tremenda e brutal. Perdi o posto de trabalho e não posso voltar mais à profissão de jornalista», disse o réu, acrescentando que «este processo demorou muitos anos».

«Fui daqueles que passou mais tempo no processo de instrução. A minha família e eu próprio sofremos imenso. Tive de dar explicações aos meus vizinhos e aos meus amigos e nunca mais posso recuperar esta imagem», disse, emocionado, o antigo jornalista.

Após o final da sessão de hoje, o advogado de Isaltino Morais, Rui Ferreira, adiantou à agência Lusa acreditar que, até final de Julho, antes das férias judiciais, será lido o acórdão final.

ler notícia

Associação de moradores lança uma petição contra ameaças urbanísticas em Carnaxide


Urbanização de 800 fogos ameaça descaracterizar o farol e marco geodésico da freguesia e viola zona de aproximação do heliporto do Hospital de Santa Cruz

Uma associação de moradores lançou há duas semanas uma petição online em defesa do "crescimento sustentado da freguesia de Carnaxide", que até ontem à tarde recolheu 803 subscritores. Os habitantes da freguesia do concelho de Oeiras contestam vários projectos, entre os quais o de uma urbanização junto ao marco geodésico da serra de Carnaxide, que ameaça comprometer uma das zonas de aproximação dos helicópteros ao vizinho Hospital de Santa Cruz.
A petição, endereçada ao presidente da Câmara de Oeiras, assume-se também contra a "eventual alteração do PDM [Plano Director Municipal] que implique aumento do índice de construção em vigor em Carnaxide e na Outurela/Portela". Segundo o texto - em http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2009N92 -, o crescimento de Carnaxide e de Linda-a-Velha "tem sido feito à custa da degradação da qualidade de vida dos moradores das duas freguesias, onde existe uma das maiores densidades populacionais do país".
Na sequência do "atentado urbanístico" do Alto dos Barronhos/Nova Carnaxide, alerta-se para outro "desmando imobiliário" em preparação no Alto da Montanha (Outurela/Portela), com 800 fogos, em prédios de sete a 12 andares. Uma providência cautelar já foi interposta contra o projecto pelo Hospital de Santa Cruz, por colidir com uma das zonas de aproximação dos helicópteros com doentes graves e órgãos para transplante. Numa outra acção, a Associação de Moradores do Casal da Amoreira pede a nulidade do licenciamento do empreendimento junto a moradias de dois pisos, em violação do PDM, e que "descaracterizará irremediavelmente uma das edificações marcantes da freguesia, o farol e marco geodésico 'foguetão' de Carnaxide" - que faz parte do sistema de referenciação para a navegação no Tejo.
Para além das "mais de três mil viaturas/dia no extremo norte de Carnaxide" que esta urbanização deverá acarretar, a petição alerta para os 151 fogos em construção a norte do hospital (Alto da Vila, Quinta do Cerrado e Vila Utopia). Contestados são também os projectos que se encontram em estudo, "no segredo dos gabinetes da câmara municipal e dos promotores imobiliários", para a Pedreira dos Húngaros (mais de mil fogos), para o espaço da Protecção Civil (centro multiusos Edge Tower), para a rotunda das Cicas (dois prédios de 13 andares) e para Estrada da Outurela (hotel de oito pisos).
Os peticionários reclamam que a autarquia privilegie a criação de espaços verdes, equipamentos e acessibilidades. "Não queremos saber de política. Queremos é preservar alguma qualidade de vida que ainda temos na freguesia", comentou Carlos Alcobia, presidente da associação de moradores, notando que a urbanização do Alto da Montanha conta com várias ilegalidades que tornam nulos os licenciamentos, nomeadamente por falta dos pareceres favoráveis da Direcção-Geral de Faróis e do Instituto Nacional de Aviação Civil.
Sobre a petição o presidente da câmara, Isaltino Morais, comentou apenas, através do gabinete de comunicação, que "não está prevista uma alteração do PDM que aumente o índice de construção em vigor".

23.06.2009, Luís Filipe Sebastião – Público

Campo de Golf do Jamor

Amigos do Estádio Nacional deixou um novo comentário na sua mensagem "Abaixo-assinado contra o Campo de Golf no Jamor":


A coberto do anonimato, lançam-se calúnias... Se alguém tiver dúvidas sobre as nossas intenções, pode deslocar-se ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra e consultar o processo judicial relativo a esta matéria. Trata-se do Processo nº 664/09.0BESNT da 3ª Unidade Orgânica. Naturalmente, não andamos a recolher assinaturas para ninguém; andamos a recolher assinaturas contra a construção do campo de golfe no Estádio Nacional.
Amigos do Estádio Nacional

Publicada por Amigos do Estádio Nacional em OEIRAS LOCAL a 23 de Junho de 2009 8:07

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Tiro ao boneco

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Opinião

22 Junho 2009 - 09h00
Estado do Sítio

Tiro ao boneco

O presidente do Conselho vai, um a um, sacrificar em público os ministros que andaram quatro anos a dar o corpo ao manifesto.



Vai animado o debate sobre a nova imagem do senhor presidente do Conselho. As opiniões dividem-se, uns garantem que o animal feroz continua vivo e de boa saúde, outros antecipam a sua rápida transformação num simpático miau-miau que os amantes de gatos e gatinhos adorariam ter em casa, deitado no sofá, pachorrento, fiel e sempre à espera dos mimos do dono. É evidente que o senhor presidente do Conselho garante que tudo isso não passa de uma enorme campanha negra, mais uma, e que presidente do Conselho só há um, ele e mais nenhum. Até pode ter razão.
Depois da enorme banhada eleitoral, em que o PS conseguiu a notável proeza de não atingir o milhão de votos, é muito natural que o senhor presidente do Conselho esteja a sentir-se muito mal, como se tivesse sido atropelado por um TIR cheio de pregados congelados numa das muitas estradas e auto-estradas sem trânsito que são o orgulho da gestão socialista. É natural por isso que o estilo humilde, a voz de veludo e a conversa sonsa da sua última entrevista na SIC não tenham acontecido por sugestão de um qualquer consultor de imagem, mas sim consequência de uns tantos comprimidos para o relaxe recomendados pelo farmacêutico da esquina. O que o senhor presidente do Conselho anda a fazer é muito pior do que uma manhosa mudança de imagem. Anda, pura e simplesmente, a atirar aos bichos os ministros que protagonizaram as reformas mais polémicas e mais custosas em matéria de popularidade e de votos.
A cena começou com a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, estendeu-se às grandes obras públicas do regime, na pessoa do impagável ministro Mário Lino, e ameaça estender-se ao odiado ministro Jaime Silva, da Agricultura. Com uma máquina calculadora na mão, o ainda presidente do Conselho deste sítio cada vez mais mal frequentado ataca sem qualquer pudor as reformas que defendeu ferozmente no passado. Quando veio a público afirmar que a contestada avaliação dos professores era, afinal, tão exigente, tão complexa e tão burocrática, está tudo dito sobre a falta de vergonha de um senhor que não olha a meios para atingir os fins. A partir de agora, o senhor presidente do Conselho vai fazer tudo para salvar a sua pele. E vai, um a um, sacrificar em público os ministros que andaram quatro anos a dar o corpo ao manifesto pelas suas políticas, pelas suas reformas, pela sua arrogância, pela sua propaganda e pelas suas mentiras eleitorais.

António Ribeiro Ferreira, Jornalista

Milagre

Opinião






JN 00h30m

Esta coisa da humildade está a dar resultado. Os comentaristas comentam, os analistas analisam, os entrevistadores entrevistam e…nem uma palavra sobre o Freeport. O choque e espanto causado ao país pela súbita decisão do primeiro-ministro de passar a ser humilde ofuscou para planos remotos todas as outras questões definidoras de carácter em que ele está envolvido.

Que interessa o Freeport e Lopes da Mota, a licenciatura e as casas compradas a offshore, os primos e o DVD, quando temos em mão um prodígio que rivaliza com as aparições mais miraculosas? Sócrates teve agora a sua epifania. Foi preciso o pior resultado eleitoral na história do PS para a revelar, mas aí está. Morreu o Animal Feroz, viva o Animal Domesticado. Aleluia, que nasceu o novo homem, doce, cordato, simpático, sereno. "Hossana" grita o país em coro, maravilhado com o testemunho de humildade franciscana que agora transborda das suas comunicações e que, qual aura de beatitude, se está a alastrar, comunicando-se a fiéis e a infiéis, a jornalistas e políticos. Santos Silva, Silva Pereira e Luís Paixão Martins olham-no embevecidos e murmuram: "É tão humilde, não é?".

Do sector privado ao público, do gentio da fértil OTA aos nómadas de Alcochete, todos dão graças como no "Sermão da montanha"; "Bem-aventurados os mansos pois herdarão a terra" ouve-se em coro quando o povo sobressaltado vê que o Animal Feroz partiu e em seu lugar serpenteia a mansidão dialogante. Estava tudo previsto. Foi inspiração súbita que levou os técnicos da assessoria de imagem a ter o ímpeto de correr para o Antigo Testamento e parar, siderados, em Isaías 65:25 onde se lê claramente: "E o lobo e o cordeiro pastarão juntos (em longas entrevistas, subentende-se) e o leão comerá palha como o jumento e (subentende-se) não haverá mais cenas embaraçosas".

Nem no Parlamento. Nem à saída da Comissão Política. Nem quando o mais humilde dos repórteres abordar o novo José Sócrates e lhe perguntar se o haver mais um arguido no seu staff próximo é mau para ele, e o novo Sócrates, sorrindo docemente, responder: "Desculpe. Ser arguido é bom. Eu acho que todo o meu staff devia ser arguido." De facto, a diferença é tão abissal que já nem precisamos de eleições. Já mudámos de governante. Ou melhor ainda. O governante mudou-se a si mesmo. Acabou-se o vociferante Orlando Furioso de Ariosto, destruído em autocombustão purificadora entre frémitos coléricos no Parlamento e estertores catárticos em estúdios de TV. Ficou-nos o Orlando Enamorato de Boiardo, suave, sério, intenso e sempre, sempre, terno.

Como é que podemos cometer o sacrilégio de ir buscar as turvas águas do sapal de Alcochete para enlamear o renascimento? Os vendilhões já foram escorraçados do templo. Fica-nos a nova era e a nova imagem que vai ser construída por santos profetas milagreiros, que já produziram santos milagres em África, onde Santos, em poucos dias e alguns milhões de petrodólares e gemas de sangue, passou de ditador a santificado líder eleito. Se conseguiram fazer isto, convencendo os africanos junto ao Equador que era preciso usar um grosso cachecol de lã com as cores do MPLA em pleno Verão Austral, como é que não hão-de convencer os portugueses a quem a fé nunca faltou nesta terra de prodígios?

Ontem foi em Fátima, hoje é na Comissão Política do PS e nas Novas Fronteiras e em Portugal, sempre houve crentes e crédulos.

Pobres crianças

Opinião






JN 00h30m

1 - Há estatísticas que melhor seria que não existissem. Não servem para mais do que incomodar quem, como os governos, já tem de lidar com tantas chatices. Não falo das estatísticas que estão agora na moda, como a do desemprego que sobe, a do PIB que diminui, ou a da inflação que congela. Essas não são um problema do Governo nacional, são um problema mundial.

As estatísticas de que falo são aquelas que só aparecem de vez em quando e que servem para nos recordar a medida do nosso atraso e da nossa miséria relativamente aos outros. Como a que foi conhecida esta semana, e que dá conta do facto de uma em cinco crianças portuguesas ser pobre. Pior ainda, que cerca de 40% passam por dificuldades económicas. Números que reflectem uma realidade anterior a esta crise profunda que vivemos.

O que este tipo de estatística nos diz é que somos piores do que os outros também na forma como cuidamos das nossas crianças. Nós enquanto Estado, entenda-se, porque ninguém pode ser responsabilizado por ser pobre e não poder garantir às suas crianças tudo aquilo a que elas deveriam ter direito.

A análise da Fundação Europeia para a Ciência deu-se, aliás, ao trabalho de medir o efeito das medidas de combate à pobreza entre as crianças. E concluiu que, sem esses apoios, em Portugal teríamos 26% e não 21% de crianças pobres. Não comecem já a festejar o nosso modelo social. Só para citar o melhor exemplo, a Noruega teria quase 30% das suas crianças dentro de um patamar de pobreza, não fosse a sua política de intervenção social ser um pouco mais eficaz do que a nossa. E com isso consegue reduzir o problema para um patamar inferior aos 10%.

2 - A derrota nas eleições europeias continua a fazer mossa no Partido Socialista. Uma das consequências do resultado foi que Manuel dos Santos não conseguiu ser reeleito. Sendo que este era o eurodeputado a que tinha direito o aparelho socialista do Porto.

Não tardaram as reacções de solidariedade ou as recriminações pelo facto de ter sido atribuído ao PS Porto um lugar de risco. Mas isso seria o menos. O problema é que o aparelho - essa estranha instituição partidária - teve a brilhante ideia de imaginar uma solução que permitiria repor o equilíbrio. Ainda por cima, a personagem estava à mão de semear.

Quem senão Elisa Ferreira para resolver o problema? Desistia de Bruxelas, agora que já foi eleita, e concentrava--se na Câmara Municipal do Porto. Com uma cajadada matavam-se dois coelhos: acabava-se de vez com o falatório sobre o empenho de Elisa Ferreira e recolocava-se Manuel dos Santos no lugar que pelos vistos é seu por direito.

Na verdade, tudo isto serviu apenas para voltar a colocar areia na engrenagem da candidata socialista à Autarquia. Que foi novamente obrigada a reafirmar que ficará em Bruxelas, mas apenas o tempo suficiente para conquistar a Câmara do Porto. Para que não restassem dúvidas, disse Elisa Ferreira que até está para chegar um camião TIR com a mobília. Se o frete é de ida e volta é questão que fica para decidir em Outubro.

domingo, 21 de junho de 2009

"Acreditar" – Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro



A "Acreditar" – Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro – tem diversas iniciativas através das quais podemos contribuir para uma causa que infelizmente não se esgota!

A "Acreditar" enfrenta uma realidade que muitos de nós preferem nem pensar e deixá-la bem longe da vista e do coração, mas é um facto e quem o vive de perto enfrenta uma violenta batalha contra a dura reviravolta do destino…
A luta para contrariar as estatísticas e a avassaladora percentagem de insucesso consome muitos recursos por parte de todos os que lutam contra este flagelo, quer humanos, quer financeiros, ou tecnológicos… Mas há que manter os braços bem alto e lutar contra a adversidade e todos podemos contribuir para isso por mais insignificante que seja a ajuda!
Existem muitas frentes na luta contra este inimigo silencioso, mas é de referir a importância de iniciativas como a "Acreditar", a "Operação Nariz Vermelho", ou o batalhão de voluntários, entre outras, que empreendem uma luta diária para tornar cada dia das crianças e pais o melhor de todos e dar um sorriso a cada criança… mesmo que seja o último!!

Vamos ajudar a acreditar que há esperança!
Vamos ajudar a "Acreditar" a dar esperança!

Nesse sentido gostaria de saber se alguém está interessado em colaborar adquirindo uma (ou várias!) T-Shirts da Associação.
Além das T-Shirts também existem outros produtos, como por exemplo quadros, publicações e relógios.

Alguns exemplos:
Cores e preços:
- Branco, laranja, verde - 9€
- Outras (vermelho, azul, preto) - 5€
- Manga a 3/4 - 12€

Tamanhos:
- Criança: de 2 Anos a 14 Anos
- Adulto: de S a XL

Neste momento o stock está limitado, mas aceitam-se encomendas.

Se alguém estiver interessado dirija-se, por favor, à "
Acreditar"

Muito obrigada.


http://www.acreditar.org.pt/index.htm


Decisões especiais

Opinião






JN 01h21m
Um grupo de economistas acaba de vir a público propor "uma reavaliação profunda dos megaprojectos públicos no sector dos transportes, das suas prioridades e calendários". O conjunto de renomados economistas não é contra - ou sendo-o não o diz abertamente - aqueles projectos. Mas duvida da oportunidade, quer uma reavaliação.

Numa época de eleições, não pode evitar-se notar que a maioria destes economistas pertence maioritariamente a um mesmo partido ou com ele colabora. Será injusto notar que grande parte é do PSD, alguns ex-ministros, ao mesmo tempo que também há entre aqueles economistas gente que já lidou com o PS ou independentes que se reconhecem na área social-democrata, esteja ela representada pelo PS ou pelo PSD? Também não pode deixar de se notar que entre os signatários há alguns responsáveis pelo marasmo da nossa economia, pela forma como nunca fomos capazes de igualar o crescimento europeu, gente que tendo tido o poder não logrou conduzir o país a resultados melhores do que os conhecemos há largos anos. Nem por isso, porém, o alerta destes economistas deve ser posto de lado. Gente de elevada craveira académica propõe que se estude mais, se analise melhor, se perceba bem se este é o momento para avançar.

Para o eleitorado que vai ser chamado a escolher um novo Governo dentro de meses, este apelo é difícil. Ele contraria o que o Governo tem como certo, ainda que, por exemplo no caso do TGV, o Governo tenha feito com que os prazos de uma decisão caibam ao próximo Governo, precisamente ao que vier a ser escolhido em próximo acto eleitoral. Contrariando o Governo, este apelo cola melhor com o que tem dito alguma oposição, nomeadamente a oposição protagonizada por Manuela Ferreira Leite que, honra lhe seja feita, foi a primeira a dizer que "não há dinheiro para nada".

É por isso que este apelo deverá ter um destinatário certo: o presidente da República, cuja isenção não se contesta. Um estudo patrocinado pela Presidência da República poderia e deveria mostrar aos portugueses a nossa real situação. O presidente deveria promover um grande debate nacional com gente do Governo e de todas as oposições, ser ele mesmo o árbitro desse confronto de ideias, cujo principal objectivo seria o dar a conhecer aos portugueses, antes da eleição do próximo Parlamento, a verdadeira situação do país e a oportunidade de algumas opções. Se vivemos uma crise única, deveríamos ter comportamentos especiais. E um debate desses, difícil de pôr de pé, é certo, seria um momento exemplar em que o país se poria a pensar. Depois, votaria. Acresce que o próprio Cavaco Silva corre o risco, até pelo seu estilo de intervenção, de ser injustamente integrado no rol dos que fazem política partidária. O tom enigmático dos seus discursos, que necessita das interpretações que sobre eles fazem o prof. Marcelo, nas suas missas dominicais, e outros políticos que são parte interessada na própria interpretação das palavras do presidente, esse tom não é adequado ao momento presente. É preciso gente que fale claro e fale verdade. Duas pessoas podem ter, ambas de boa fé, duas opiniões. Distintas. Mas a crise não permite erros e o cidadão eleitor precisa de ser esclarecido. Ninguém melhor do que o presidente da República para mediar essa grande sessão de esclarecimento que este grupo de economistas aconselha e o país certamente necessita.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Silogismo matemático!


Desde as eleições europeias que o PS tem cartazes do Perestrello espalhados pelo concelho.

E não os tira, porque acha que quanto mais tempo e mais cartazes tiver do candidato, maior a probabilidade de ter mais votos.

Cá para mim o silogismo matemático deve ser assim aplicado:

  • Os municípes de Oeiras não gostam de poluição,
  • Os cartazes do Perestrello são poluidores,

Logo

  • " Os munícipes não gostam do Perestrello porque polui o concelho de Oeiras".

Preço da água - ou a arte de "alimentar" uma imensidão de inúteis...

Da caixa de comentários aqui

"Na maior parte dos concelhos as Câmaras criaram empresas municipais para gerir a água, ou melhor, para garantir rendimentos adicionais aos funcionários da autarquia que se distinguem pela cor partidária, amizade ao presidente, família ou outros tipos de compromisso ou cumplicidade.
E, assim, o dinheiro é «suavemente» transferido do bolso dos cidadãos para os de incompetentes que, para sobreviverem, têm de sugar os dinheiros públicos, com a cumplicidade de autarcas eleitos.
Por isso eles se esforçam tanto nas campanhas eleitorais para obterem os votos suficientes para subirem ao poleiro de onde dominam o negócio.
Isto é facilmente concluído de uma observação mesmo que pouco atenta."

19 de Junho de 2009 13:46

ENCONTROS MAPA 4

AMANHÃ ÚLTIMA CHAMADA
Veja mais em : http://www.mapacultural.blogspot.com/
JORGE PINHEIRO

Clique na imagem para ampliar

Pelo crescimento sustentado da freguesia de Carnaxide


Exmos Srs. Oeiras Local:

A Associação de Moradores do Casal da Amoreira em Carnaxide decidiu, lançar uma petição on-line para ver se conseguem chamar à atenção o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Oeiras.



Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Oeiras:


O crescimento de Carnaxide e Linda-a-Velha tem sido feito à custa da degradação da qualidade de vida dos moradores das duas freguesias, onde existe uma das maiores densidades populacionais do país, superior à da cidade de Lisboa ou da sede do Concelho.


Tal é patente, todos dias, a horas de ponta, no tráfego que entope a sequência de pequenas rotundas e as derivações do eixo viário que liga as duas freguesias e dá comunicação à A5, dificultando a vida de quem aqui vive e/ou trabalha.


É contra esta visão de crescimento a todo o custo sem ter em conta a qualidade de vida dos habitantes, que os abaixo assinados se insurgem, solicitando que promova o crescimento sustentado da freguesia, que privilegie os espaços verdes, os equipamentos e as acessibilidades da nossa freguesia.


Em particular, solicitam que sejam reavaliados os impactos dos projectos em curso e que se suspendam de imediato quaisquer eventuais alterações do PDM do Concelho de Oeiras que impliquem aumento do índice de construção actual, das Unidades Operativas de Planeamento e Gestão (UOPG) de Carnaxide e da Outurela / Portela.


Este é um excerto da petição que está disponivel no seguinte link:

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N92

Pede-se a divulgação e caso julguem adequado a colocação de um post no vosso blogue

Somos

AMCA - Associação de Moradores Casal da Amoreira

Deco contra as fortes variações praticadas no preço da água entre os vários concelhos do país


Público, 18.06.2009, José Manuel Rocha

Associação propõe que sejam harmonizadas em todo o país as estruturas tarifárias da água num movimento denominado "Água a Preço Justo"

O preço de cinco metros cúbicos de água fornecida pela rede pública tanto pode custar 0,75 euros (na Chamusca) como 8,34 euros (na Figueira da Foz). São os valores apurados pela Deco num observatório que engloba 41 municípios. A associação de defesa do consumidor exige transparência no sector e regulamentação que conduza à harmonização dos tarifários que estão a ser praticados.
A Deco, em comunicado emitido ontem, considera que as disparidades observadas nos concelhos que tem sob monitorização "são manifestamente injustas para os consumidores" e acrescenta que as diferenças apuradas não têm "qualquer tipo de justificação económico-financeira".
Os preços mais baixos de fornecimento de água encontram-se nos concelhos onde é a câmara local a gerir o serviço. É o caso do município onde se apura o valor de fundo de tabela - Chamusca. Situações idênticas ocorrem em Ponte de Lima, em Caminha, em Évora e em Vila Viçosa.
Onde o serviço foi concessionado a empresas do sector privado, o caso muda de figura: os valores são geralmente mais elevados. É o caso da Figueira da Foz, onde cinco metros cúbicos de água custam 8,34 euros (este valor inclui a componente volumétrica e a tarifa fixa mensal). Outros exemplos podem ser avançados: Mafra (7,87 euros), Tavira (6,50), Matosinhos (5,68). A média de preços apurada pela Deco para o total dos concelhos analisados é de 4,97 euros por cinco metros cúbicos.
Para além das disparidades de preços, a DECO detectou também uma enorme diversidade de escalões de contagem, que podem ir de apenas 2 (Mafra) a 18 (Castelo Branco), desconformidades na dimensão dos escalões e diferentes formas de cálculo do valor a pagar. Há municípios, diz a associação, que fazem com que o utente pague todo o consumo com base no custo do escalão do último metro cúbico.
A DECO propõe, num movimento que apelidou de "Água a Preço Justo", que sejam harmonizadas, em todo o país, as estruturas tarifárias de água, nomeadamente através da utilização de "um número homogéneo e racional de escalões na componente volumétrica do tarifário". A associação pretende, ainda, que seja estabelecida uma estrutura de tarifas simples e transparente, de forma a que o consumidor fique claramente informado sobre o valor que tem de pagar.
A correcção de injustiças implica, para a Deco, o fim dos contratos que impõe, para a totalidade do consumo, o preço do escalão do último metro cúbico consumido. E a transparência determina, segundo a associação de defesa do consumidor, que as empresas que gerem os serviços publicitem a justificação dos valores cobrados.

7,59 euros
é a diferença entre o preço praticado no concelho do país que cobra a taxa mais baixa e o concelho que cobra a taxa mais alta por cada cinco metros cúbicos de água.

0,75 euros
é o valor mais baixo cobrado por cada cinco metros cúbicos de água em Portugal. Mais precisamente no concelho da Chamusca.

Os tachos em ebulição

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Imagem: Afonso de Melo e Cunha

quinta-feira, 18 de junho de 2009